quarta-feira, fevereiro 15, 2012



Tudo que nos irrita nos outros

pode nos levar a um melhor

conhecimento de nós mesmos.

Carl Jung



Nossos fracassos, às vezes,

são mais frutíferos que os êxitos.

Henry Ford

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Por que no Brasil o Dia dos namorados não é em fevereiro?



Por Thiago de Almeida






No Brasil, o Dia dos Namorados é comemorado em 12 de junho - para os católicos, véspera do dia dedicado a Santo Antônio, também conhecido pela fama de "casamenteiro". Mas em boa parte do mundo, principalmente em países do hemisfério norte, a data é celebrada em 14 de fevereiro, naquele que é denominado Dia de São Valentim. Mas você sabe como tudo começou? E qual o motivo de em nosso país comemorarmos esse dia em uma ocasião diferente da maioria dos outros povos?
Segundo o psicólogo, pesquisador e especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, as origens do Dia dos Namorados estão no século IV a.C., com a festa romana feita em homenagem ao deus Lubercus, o Festival de Lupercalia. Naquela época, o festival, que ocorria em fevereiro, servia para que a população pedisse proteção aos pastores e abundância nas colheitas. Contudo, durante a festa, havia um jarro de cerâmica com os nomes das moças da região para que os rapazes pudessem escolher quem seria a companheira para as festividades do dia e de outros eventos até o próximo ano. Alguns pares, em função da convivência e da proximidade, apaixonavam-se e acabavam se casando.
"Este festival durou cerca de 800 anos, porém foi alterado com o surgimento do cristianismo: ao invés dos nomes das moças, a Igreja Católica começou a usar os nomes dos santos. O deus homenageado também foi trocado. Lubercus era um deus pagão e, portanto, impróprio para a ideologia cristã. Foi em função disso que surgiu a ideia de santificar o presbítero Valentim", explica Almeida.
Porém, a substituição não foi tranquila. Naquela época (aproximadamente no século II d.C.), o imperador romano Claudius não suportava e ideia de que São Valentim pudesse ser mais popular pregando a existência de apenas um Deus, pois, na visão dele, tal popularidade poderia tirá-lo do poder. Além disso, achava um desrespeito com os deuses romanos a ideia de haver um único Deus, e proibiu o casamento para que os soldados não sentissem saudades de casa. As pessoas que negavam o politeísmo, inclusive São Valentim, eram perseguidas, aprisionadas e torturadas.
Mesmo assim, havia aqueles que não concordavam com o imperador. "Os apaixonados encontraram refúgio no presbítero Valentim. Ele havia sido o único no Império que continuava a celebrar casamentos", conta Almeida. Mas, quando o imperador descobriu a audácia de Valentim, colocou-o na prisão. Contudo, mesmo encarcerado o presbítero continuou a realizar conversões e a louvar a Deus, o que levou Claudius a querer decapitá-lo.
Diz a lenda que, antes de morrer, no dia 14 de fevereiro de 269 d.C. (na véspera do Festival de Lupercalia), Valentim se disse apaixonado pela filha do guarda da prisão, que era cega. A moça levava refeições diariamente para os prisioneiros e foi ela quem recebeu a última carta de Valentim, que, ao se despedir, fez com que ela pudesse enxergar. Na carta de despedida estava assinado: "seu eterno Valentim" (frase que ainda é impressa em cartões do dia de São Valentim).
Mesmo sendo a data mais reconhecida em todo mundo para comemorar o dia dos apaixonados, há vários países que comemoram o amor dos casais em ocasiões diferentes. Afinal, como outras histórias, esta não chegou a ser difundida em todas as culturas. No Brasil, por exemplo, até 1949 não existia data no calendário para festejar o romance entre namorados, pretendentes e apaixonados.
De acordo com Thiago de Almeida, apesar do dia 12 de junho ser exatamente a véspera do dia de Santo Antônio, o fato do dia dos namorados ser em junho tem relação com a questão comercial - até então, esse era um mês de mercado pouco aquecido, considerado o mais fraco para o comércio. "Para melhorar as vendas, um publicitário de nome João Dória, ligado à agência Standard Propaganda, lançou, a pedido da extinta loja Clipper, uma campanha para melhorar as vendas de junho. A campanha, com o apoio da Confederação do Comércio de São Paulo, consistiu na mudança do dia de São Valentim para o dia 12 de junho com o slogan: 'não é só de beijos que vive o amor'", relata o pesquisador.
A campanha publicitária fez com que as vendas subissem consideravelmente. A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito que o dia de São Valentim tem no Hemisfério Norte e, é claro, incentivar a troca de presentes entre os enamorados.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Como apresentar o novo namorado para o seu filho?


Postura dos pais, paciência do novo parceiro e criação de rituais são essenciais para a aceitação das crianças

Por Tatiana Gerasimenko


Postura dos pais pode direcionar a reação das crianças ao "estranho no ninho"

Para os filhos de pais separados, a esperança é a última que morre. “Independentemente da idade, o desejo fantasioso de todos os filhos é ter pai e mãe juntos de novo”, afirma a psicoterapeuta familiar Solange Rosset. Como a vida continua, hora ou outra eles deverão lidar com uma situação diferente da imaginada – como o ingresso de um novo personagem na história. A atenção será dividida com alguém desconhecido e o estranho no ninho representa o ponto final dos antigos laços familiares. Diante do perigo, é natural as crianças surgirem com pedras nas mãos. Cabe aos adultos ser maleáveis: uma postura madura e consciente do papel de cada um na família ajuda na hora de apresentar o novo parceiro às crianças.

Tudo ficará mais fácil se os pais mantiverem um relacionamento amigável. “Para os filhos, a fonte de maior sofrimento é o conflito continuado entre os pais”, explica a psicóloga e terapeuta de família Rosana Rapizo. “Muitas vezes o ciúme exagerado é uma forma de proteger, de ser leal ao pai ou à mãe que o filho sente mais frágil ou mais ressentido com a separação”.

A gerente comercial Giselda Menagé sempre teve uma relação amigável com o ex-marido, que já morava com outra pessoa há dois anos quando ela começou a namorar. Mesmo assim, seu filho mais velho, com seis anos na época, sentiu um pouco de ciúmes. “Tivemos uma grande discussão, mas ele conseguiu entender que o tipo de amor era diferente, e que eles sempre teriam um lugar privilegiado em minha vida”, conta ela. Hoje, o relacionamento entre todos é excelente. “Eles jogam videogame, assistem a filmes juntos, fazemos viagens em família”. Para ela, a melhor forma de lidar com esta situação é conversar muito com os filhos e o novo parceiro, além de promover passeios divertidos incluindo o namorado.

Carro em movimento

Quando a relação com o ex-marido ou ex-mulher não é saudável, o novo parceiro deve esbanjar paciência. “Os novos namorados ganham muito se entenderem que estão entrando em um carro em movimento”, ressalta Rosana. “Muitas coisas aconteceram antes da chegada e, sobre isso, eles não têm conhecimento ou controle”. Por isso, tentar ganhar afeto e aceitação dos filhos da namorada logo de cara é furada na certa.

Do outro lado, cabe aos pais mostrar que suas funções maternas e paternas continuarão a ser cumpridas. “A principal dificuldade de quem está tendo uma nova relação é poder exercer sua afetividade e sexualidade sem misturar com suas tarefas e compromissos como pai e mãe”, diz Solange.

É preciso também entender que as crianças não têm ainda – e podem nunca ter – intimidade ou afetividade pelo novo parceiro. O respeito aos tempos e espaços de todos os envolvidos é essencial. “Às vezes, os pais são um pouco afobados quando terminam um casamento e surgem com uma nova namorada”, explica Ana Maria Fonseca Zambieri, doutora em Psicologia Clínica na área de casal e família. “Eles confundem o processo interno deles com o das crianças, que é completamente diferente”.

Além disso, o homem e a mulher tendem a lidar com as questões em ritmos distintos. Muitas vezes o homem termina a relação porque se apaixonou por outra mulher, deixando a ex magoada. O processo da mulher será mais lento, o que afeta diretamente os filhos, principalmente se eles estiverem morando com ela. “Uma das coisas mais graves é o marido terminar a relação e a ex-mulher ainda estar na fase de esperar que ele volte. Neste caso, a nova namorada não terá chance: os filhos a verão como a responsável pela separação”, afirma Ana Maria. Portanto, respeitar a elaboração do luto é muito importante para que haja uma aceitação melhor do novo companheiro.

A hora H

Falar pode ser fácil, difícil mesmo para os pais é o momento da apresentação. De acordo com a psicóloga familiar Nair Teresinha Gonçalves, a ocasião requer atenção e pede muitas vezes algo especial, como um jantar, por exemplo. “O ritual ajuda a marcar determinadas datas e momentos importantes”, explica. “Primeiro é preciso dar um tempo, esperar concretizar a relação; depois, pode-se marcar um momento especial, seja ele um jantar com a família ou qualquer outra maneira”. O ideal é elaborar uma situação que fuja da rotina, para depois procurar a rotina que induzirá a adaptação das crianças.

O ritual proposto pelo novo companheiro da assistente social Lia Perrella foi um pedido de namoro à moda antiga. Assim ela pôde compartilhar com as filhas, na época com três e sete anos, o acontecimento. “As meninas o receberam bem, porque ele sempre foi muito afetuoso e sabia lidar com a questão de forma muito positiva, além de também ter filhos mais velhos”, conta. O processo, afirma Lia, foi gradativo e levou um ano para se formalizar. A mãe nunca deixou de colocar as garotas em primeiro plano. “Só fui viajar sozinha com ele quando as minhas filhas se tornaram moças, porque sempre tive em mente que o parceiro deveria incorporá-las à sua vida”. Deu tão certo que hoje Juliana e Natália, com 30 e 26 anos, respectivamente, não conseguem imaginar a mãe sem o namorado. “As duas faziam desenhos para ele, o colocavam como se fosse da família”, lembra Lia.

O primeiro encontro deve ser realizado de preferência fora de casa, e ser breve, de forma que as crianças tenham condições de equilibrar a dose da “defesa” – estando naturalmente mais abertas para conhecer o novo companheiro do pai ou da mãe. “O mais importante em qualquer caso é a harmonia, a noção de que o casamento parental – muito além do conjugal – é eterno, pois se não houver sincronicidade do pai e da mãe as crianças vão perceber e se sentir frustradas”, ressalta a psicóloga Ana Maria.

Seguindo este pensamento, o analista de sistemas Leonardo Testa faz questão de sempre conversar com a mãe de sua filha Marina, de sete anos, quando começa a namorar. Filho de pais divorciados também, ele sabe muito bem como o alinhamento da postura do pai e da mãe é essencial para a segurança dos pequenos. “Eu certamente não gostaria que minha filha passasse pelo que eu passei e por isso eu e a Cris [ex-mulher de Leonardo] conversamos muito quando começamos um novo relacionamento”, conta ele.

domingo, fevereiro 12, 2012

Garotas se liguem


Autor desconhecido.

Nós, homens, não nos importamos se você falar com outro cara. Não nos importamos se vocês são amigas de outros caras. Mas quando vocês estão sentadas com a gente e um cara qualquer aparece e você sai correndo e pula em cima dele, sem nem ao menos nos apresentar, é, é bastante irritante. E não ajuda se você chamar ele pra sentar com a gente e ficar conversando dez minutos com ele sem nem se dar conta do fato de que ainda estamos ali. Não nos importamos se um cara te telefona, ou te manda uma mensagem, mas se isso acontece às 2 da manhã, nós nos incomodamos um pouco sim. Nada de tão importante costuma acontecer às 2 da madrugada que não possa esperar até o amanhecer. Além disso, quando te dissermos que você é bonita/linda/estonteante/maravilhosa, nós estamos falando a verdade. Não diga que estamos errados. Uma hora vamos parar de tentar te convencer. A coisa mais sexy numa garota é confiança. Mas ter confiança não significa ser convencida. Não se irritem quando abrirmos uma porta para você. Aproveitem e abusem do meu humor. Nos deixem pagar as coisas pra vocês! Não se 'sintam mal', nós gostamos de fazer isso. Não é mais que o esperado. Sorriam e digam 'obrigada'. Nos beijem quando não há ninguém olhando. Mas, se vocês nos beijarem quando sabem que alguém está olhando, ficaremos impressionados. Vocês não precisam se arrumar para nós. Pra começar, se formos sair com vocês, vocês não precisam sentir a necessidade de colocar a sua saia mais bonita ou passar todos os tipos de maquiagem que vocês têm. Gostamos de você por quem você é, e não pelo que vocês têm. Sinceramente, eu acho que uma garota fica mais bonita de pijama ou com uma camiseta minha e um shortinho qualquer do que toda embelezada. Não levem tudo o que dissermos a sério. Piadas e brincadeiras são coisas lindas. Tentem enxergar a beleza delas. Não se irritem tão facilmente. Não fiquem falando sobre como o Chris Brown, o Brad Pitt ou o Taylor Lautner são lindos. É tedioso, e nós não nos importamos. Você tem amigas pra isso. E meninas, isso é o mais importante: se um cara não está te tratando bem, não espere que ele mude! Dispensa essa vergonha para a população masculina da Terra, e ache alguém que te trate com respeito. Alguém que honre seu código moral. Alguém que te faça sorrir mesmo no seu pior momento. Alguém goste de você mesmo quando você erra. Alguém que pare o que está fazendo só pra te olhar nos olhos e sorrir. Dêem uma chance pros caras legais. Homens, curtam e compartilhem essa mensagem se concordarem. Mulheres, curtam e compartilhem se acharem ela bonita. Qualquer homem que não for um babaca vai concordar com isso, e espero que todas as garotas postem isso nos seus murais. A vida é curta demais pra ficar reclamando de tudo que aparece no seu caminho, então pare e cheire as flores da vida, porque você pode nunca mais ter essa oportunidade. Pare e aproveite, porque cada uma é diferente à sua própria maneira. Corra riscos, porque se não der tudo certo, sempre haverão mais flores para se cheirar.

Onde se acha o amor


É preciso estar no lugar certo para que o destino ajude

Por IVAN MARTINS

Apesar da existência da internet, os encontros amorosos ainda ocorrem no mundo físico. É preciso sair de casa, conhecer pessoas e dar ao destino uma chance de fazer algo por nós. Quando, na noite de sábado, a garota sem namorado decide ir a uma festa com os amigos, em vez de ficar em casa fuçando os perfis dos outros no Facebook, está fazendo um cálculo preciso: onde é maior a chance de conhecer alguém? Está provado, estatisticamente, que o amor não é um homem estranho que bate na porta com um ramo de flores, uma camisinha no bolso e um bilhete de avião para Paris.

Isso sempre me ocorre quando escuto – o que é frequente – duas mulheres discutindo sobre a tarefa aparentemente difícil de arrumar um namorado legal nos dias que correm. Em geral, fico tentado a me meter para sugerir que elas talvez estejam buscando nos lugares errados. Hoje, eu decidi que iria ceder à tentação e dar uns palpites nesse assunto. Depois de conversar com amigos e amigas, divido com vocês as opiniões que achei pertinentes.

A primeira delas, que vai irritar os boêmios: não ponha esperança demais em botecos e baladas. Eles não costumam ser o lugar onde se encontra gente que vai ficar na sua vida. Para uma mulher ou para um cara atraente, é fácil achar sexo na noite, mas o que acontece depois é muito incerto. O mais comum é acordar sozinha, ou, ainda pior, perceber que a pessoa ao lado não tem nada a ver. Decisões tomadas no calor da mesa ou da pista não costumam resistir às horas de sono ou de lucidez. Se você já conhece a figura e a convida a tomar uma, a chance de rolar aumenta muito. Se você vai à balada sabendo que lá vai estar o cara que você deseja, melhor. Mas, sair na sexta-feira, dos bares para a balada, na esperança de que o príncipe encantado apareça do nada, com uma lata de cerveja na mão, pode ser bem frustrante.

A internet tornou-se um lugar privilegiado de encontros, mas seu efeito nas aproximações é ambíguo. Funciona de uns jeitos e não funciona de outros. Usar o Facebook para se aproximar da garota do trabalho que você acha bonita ou do cara que você conheceu na festa do amigo costuma ser legal. Tem gente para quem isso funciona tão bem que virou abordagem padrão - com a vantagem de que a redes sociais contam muito sobre a pessoa antes de você chegar perto dela. O que eu acho que não rola é usar a internet para se aproximar de completos estranhos: viu uma foto no timeline, achou a pessoa bonita, manda uma mensagem, “oi!” Quem recebe esse tipo de torpedo fica com a impressão que do outro lado tem um cara ou uma garota disparando span para todos os lados. Não é legal.

Na internet estão também os famosos serviços de promoção de relacionamentos. Você se cadastra, paga uma grana e o sistema sugere sair com fulano ou sicrana. As (poucas) pessoas que eu conheço que já fizeram isso conseguiram encontros e transas. Têm histórias divertidas para contar, mas nenhuma achou o amor virtual. Parece ruim? Não necessariamente. Para quem está por baixo e sente que a vida empacou, esse tipo de serviço pode funcionar como o socorro que a seguradora manda quando seu carro ficou sem bateria: oferece uma recarga de autoconfiança, faz com que você dê a partida e põe o carro em movimento. Às vezes é tudo que a gente precisa.

Quando se trata de encontrar pessoas, eu acredito em grupos: escola, trabalho, amigos. Em geral é aí que as coisas rolam. Melhor que a balada anônima é uma festa de aniversário, onde você já conhece parte das pessoas e tem a chance de conhecer outras, que terão alguma conexão com você. Amigos de amigas são candidatos naturais a namorados. Eles já chegam filtrados por interesses e origens comuns – aquilo que uma amiga minha chama de “indicação”. Ela, efetivamente, sai perguntando aos conhecidos sobre os caras que acha interessante: “Você acha que eu combino com ele?” O grupo ajuda a recomendar e selecionar.

Se você está sem grupos, invente um. Cursos são lugares espetaculares para aprender e para conhecer gente. Há cursos de todos os tipos e neles há todo tipo de pessoas. Pode ser um encontro de gastronomia, um curso de teatro ou aquela aula de dança de salão que você está adiando desde que tinha 18 anos. Funciona. Tampouco descarte as viagens em bando ou grupo organizado. Elas costumam ser divertidas e oferecem a oportunidade de conhecer pessoas com o mesmo pique. Depois de três dias fazendo tracking na Chapada Diamantina ou acampando no Pantanal, todo mundo fica meio íntimo – e há reuniões posteriores, trocas de fotos pela internet. As coisas não acabam ali.

O essencial, quando se trata de encontros amorosos, é criar oportunidades para que eles aconteçam. Na tarde de sábado, por exemplo, por que não chegar ao cinema meia hora antes do filme e tomar um café, sem Ipod nos ouvidos e sem estar mergulhada num livro? Isso oferece a quem está em volta uma chance de aproximação. Às vezes isso é tudo que o destino precisa para colocar a pessoa certa na mesa ao lado, sozinha e louca para conversar. Pode não ser o grande amor da sua vida, mas talvez venha a ser um bom amigo – que talvez tenha um irmão, ou um amigo, que nasceu com a missão de dar a você os melhores dias da sua vida.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Por favor, me surpreenda!


Por que as mulheres abominam a rotina?

Por IVAN MARTINS

Tenho uma confissão a fazer: não gosto de surpresas. Sei que muita gente acha isso essencial ao convívio, mas não é meu caso. Toda vez que alguém anuncia que tem uma surpresa, eu sofro. Deve ser trauma, pode ser culpa, mas talvez seja bom senso.

Lembro de uma amiga, psicóloga, que me contou sobre um paciente dela. O sujeito vivia se queixando de que o sexo com a mulher dele era chato e previsível. Pois um dia, depois de muito reclamar, ele chegou em casa e a mulher, normalmente passiva, o esperava na cozinha de sandália alta e trajes menores, e se atirou sobre ele. O cara levou um susto enorme, seus membros inferiores encolheram, (como ocorre com os homens assustados) e ele retornou à analista, no dia seguinte, dizendo que queria a mulher dele de volta – aquela tímida e previsível, como ele gostava.

Podem rir, mas essas coisas acontecem o tempo todo.

Um amigo me contou sobre a namorada que um dia foi apanhá-lo no trabalho com uma peruca loira, tipo Marilyn Monroe. Ele demorou a reconhecê-la e, mesmo depois de perceber quem era, entrou no carro incomodado, sentindo-se desconfortável. “Não era a minha garota”, ele me disse. Claro que não era. Ela estava fantasiada para realizar uma fantasia, mas tinha se esquecido de combinar com ele. O cara detestou, ela ficou desapontada com a falta de imaginação e receptividade dele, e o namoro começou a fazer água bem ali. Bela surpresa.

A favor do meu ponto de vista, nem vou invocar aquela máxima cínica (e certeira) que recomenda não chegar de viagem sem avisar a parceira (ou parceiro). O gesto romântico de surpreender a namorada um dia antes do previsto já causou muita separação – sem falar em violência e crime.

Com o risco de ser sexista, acho que talvez exista uma diferença na forma como homens e mulheres vêem essas coisas. Tenho a impressão de que na mente das mulheres as palavras surpresa e erotismo andam enlaçadas. O homem perfeito, a melhor transa, o romance inesquecível – tudo isso parece estar associado ao inesperado. Enquanto os homens abraçam os hábitos com a felicidade de quem veste uma calça velha, as mulheres se inquietam com a repetição. Parecem precisar do estímulo da novidade, ainda que seja uma mera encenação – como a moça de peruca no carro do amigo. Por alguma razão que a vasta maioria dos homens desconhece, mulheres exigem a ruptura da rotina para terem paz. Olham para a sua cara na tarde de sábado como quem pergunta: “e aí, não vai fazer nada heróico, espetacular ou incrivelmente sedutor para mostrar que me ama”? A Emma Bovary que há em cada uma delas exige novidades.

Isso tudo, evidentemente, no terreno afetivo. Quando se trata do dia-a-dia, a tendência das mulheres é ficar brava se você atrasa, não telefona, não faz, não paga, não vai. A imprevisibilidade (alguém já disse?) é a virtude dos amantes. Dos maridos e namorados espera-se o cumprimento atencioso da lei e a manutenção pacífica da ordem – no horário de serviço. Depois, seria de se esperar que o esforçado provedor virasse um Don Juan intrépido, capaz de escalar a sacada com um maço de flores e disposição infatigável (e ademais, poética) para os embates do amor.

Estou exagerando, claro. Conheço dezenas de casais que se acomodaram à rotina como quem se deita numa rede depois do almoço, de forma absolutamente confortável. Mas a verdade é que eu não sei (quem sabe?) o que se passa na cabeça das mulheres desses casais. Estariam felizes? A literatura histórica e moderna sugere que não. Ao menos não inteiramente. O romantismo delas parece não caber numa relação 3x4, preto e branco, sala cozinha e banheiro, barba e cabelo, cama e mesa.

Quando eu era criança, ouvia minha mãe cantar na cozinha uma música que dizia exatamente isso: “Lembro-te agora/ Que não é só casa e comida/ Que prende por toda vida/ O coração de uma mulher”. Descobri, anos depois, que se tratava de um samba de Ataulfo Alves que ficou famoso na voz da Dalva de Oliveira. O nome é “Errei, sim”. Lindo. Foi composto em 1950, mas ainda faz sentido. Quem não conhece pode escutar aqui, com a Paula Toller, num vídeo simpático de celular.

Por isso tudo, os homens capazes de surpreender levam vantagem na relação com as mulheres, mas eles são poucos. Passado o entusiasmo inicial, quando o cérebro funciona 100% do tempo no modo sedução, quase todos se deixam largar no sofá e se acomodam. É preciso ser um apaixonado aplicado para continuar pensando no que faria a sua mulher feliz – e dar-se ao trabalho de surpreendê-la. Encher o iPod com as músicas favoritas dela antes de entregá-lo de presente, por exemplo. Ou marcar uma viagem na data do aniversário de namoro sem avisá-la. Essas atenções parecem fazer toda a diferença. Não são grandes surpresas, eu sei, e talvez seja melhor assim – as pessoas sonham com grandes emoções e enormes arrebatamento, mas talvez precisem apenas de afeto, claro e simples.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

 
 

As grandes pessoas sempre encontrarão violenta oposição por parte dos medíocres.

Estes últimos não podem entender quando um homem não

sucumbe impensadamente a prejuízos hereditários

senão quando honestamente e com coragem, usa sua inteligência.

Albert Einstein

 

Aqui, agora, de todo coração

Como fazer a escolha mais delicada da sua vida?

Por IVAN MARTINS

IVAN MARTINS É editor-executivo de ÉPOCA (Foto: ÉPOCA)

Escolher é difícil. Pergunte a um psicólogo e ele vai explicar por que gente obrigada a optar entre uma coisa e outra – qualquer que sejam essas coisas – sente ansiedade. Isso acontece em lojas de sapato, em restaurantes, na porta do cinema e até no sexo. Uma amiga me contou outro dia como foi estar numa festa e ter dois homens sedutores dando em cima dela. “Tive de escolher um deles, mas com um aperto no coração”, ela me disse. No dia seguinte, o bonitão que ela escolheu caiu no vácuo e nunca mais deu notícias. Escolher, ela aprendeu, é abrir mão de alguma outra coisa - e as consequências podem ser irreversíveis.

Infelizmente para nós, nem todas as escolhas são tão simples quanto a do sexo na balada. Penso na escolha mais delicada que a gente faz na vida, aquela que envolve os parceiros de longo prazo. Em que momento concluímos que uma pessoa deixou de ser apenas item de prazer ou fonte de encantamento e se tornou a criatura com quem vamos dividir a vida? Pode ser casando, comprando apartamento e tendo filhos, ou, de forma menos ritualizada, pondo os sentimentos e necessidades dela no centro da nossa vida, mesmo vivendo em casas separadas. O compromisso é parecido, assim como os caminhos que levam a ele.

A primeira coisa que conta nas grandes escolhas – eu acho - é a permanência. Ninguém tem direito a reivindicar um posto dessa importância sem ter ralado um tanto. Não adianta a Fulana decidir, em 30 dias, que vai ser sua mulher para o resto da sua vida. Não funciona assim. O teste do tempo é fundamental. Se aquela mulher ou aquele sujeito continua lá depois de todas as discussões e inevitáveis desencontros, se ela ou ele resolveu ficar depois de todas as chances de ir embora, se os seus sentimentos em relação a ele ou ela continuam vivos, um bom motivo há de haver.

É essencial, também, que a experiência de convívio seja boa. Amores tumultuados dão bons filmes e péssimas vidas. É essencial acordar no sábado e ter vontade de ficar mais tempo na cama, enrolado naquele ser ao seu lado. Se a conversa antes de dormir deixou de ser gostosa ou se qualquer programa parece mais interessante do que a companhia dela ou dele, para que insistir? O prazer que o outro proporciona é essencial. Prazer de transar, prazer de olhar, prazer de ouvir, prazer de simplesmente estar. Se você caminha pela rua com ela e os dois são capazes de rir um com o outro, algo vai bem. Se você passa a tarde com ele no sofá, lendo ou transando, e o dia parece perfeito, eis um bom sinal. A felicidade não tem receita, mas a gente percebe quando está funcionando.

Para que as coisas funcionem no longo prazo é essencial haver lealdade. Eu cuido, eu protejo, eu respeito – e você faz o mesmo comigo. Se você não sente que seus sentimentos e a sua vida são importantes para ele ou para ela, desista. Como o ambiente lá fora é hostil, é essencial saber que no interior da relação existe cumplicidade e abrigo, com um grau elevado de honestidade: você diz o que pensa e isso vai ajudar, ainda que doa. É impossível prometer que coisas ruins jamais irão acontecer, é falso garantir que os sentimentos permanecerão os mesmos para sempre, mas é essencial olhar nos olhos do outro e sentir a disposição de tentar, verdadeiramente, que seja assim. Aqui, agora, de todo o coração, tem de ser para sempre – ou então a gente nem começa.

Se tudo isso existir – e não é fácil – ainda fará falta um quarto elemento, essencial ao equilíbrio duradouro das relações: os planos. Se ele que ter cinco filhos e você não quer ser mãe, não vai rolar. Se ela quer levar uma vida de viagens e aventura e o seu sonho é ficar aqui mesmo, perto das famílias e dos amigos, não deu. Viver bem pressupõe afinidades essenciais de gosto, sentimento e expectativas, sem falar de ideologia. Todas essas coisas se refletem nos planos. Eu penso no amor como um voo de longa distância. O avião precisa estar carregado com o tempo da relação, com o prazer que ela proporciona e com a lealdade em que ela está baseada – mas as pessoas ainda têm de concordar sobre o destino. Se eu quero ir à Tóquio e você à Nova York, precisamos embarcar em vôos diferentes.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Você não passa de um substantivo feminino — disse, e quase sem sentir acrescentou – ... mas eu te amo tanto, tanto.

CFA

Amor de verão


Seu namoro vai durar além da estação?

Por Ig Relacionamento
Amor de verão



Os termômetros elevados avisam que a estação mais esperada do ano chegou. Praias lotadas, chopinho na calçada, corpos sarados desfilando pelas ruas... Todos esses ingredientes ajudam na hora de arrumar um novo namorado. Se você já encontrou alguém neste período, quer saber se o seu amor de verão vai durar apenas três meses?



Para saber se o seu casinho pode ou não virar algo sério, entrevistamos Fabi Cimieri, autora do livro “O Guia do toco – Como dar e levar sem perder o bom humor”, do selo Best-Seller, da editora Record. Praticamente uma carioca descolada de Ipanema - ela é paulista, mas mora desde pequena no Rio e carrega no sotaque, com direito S chiado mesmo -, ela sabe muito bem se você caiu nas graças do cara. “Isso é muito simples. Primeiro partimos do princípio de que só existe amor no verão: as pessoas são mais felizes, passam os dias na praia, estão mais soltas. Depois, basta ver os sinais que o seu ficante demonstra.

Ficar ligada é essencial para descobrir se o seu namoro tem ou não futuro”, opina ela, que fez uma lista de dicas para quem não quer cair em ciladas e acabar chupando o dedo quando o inverno chegar.

Confira as dez dicas indispensáveis para saber se o seu namoro de verão vai além da estação. Com comentários da jornalista, claro.

1 – Ele faz questão de te apresentar para amigos e família “Pode começar a acreditar que o lance pode ser mais sério, sim. Os homens só apresentam a pretendente para quem é mais próximo quando realmente estão a fim.”

2 - Fazer planos em conjunto, como viajar, por exemplo! “Isso é muito importante. O homem, em geral, tem uma dificuldade muito grande em planejar algo com a nova namorada até ter certeza do que sente. Se ele já te chamou para uma viagem romântica e até fala em ano novo, você já ganhou a parada!”

3 - Mandar vários torpedos por dia “Típico do gato que pensa em você ao longo do dia, sem parar. Por isso manda torpedos de bom dia, bom trabalho, etc.. Quer se mostrar sempre presente, marcar território.”

4 - Quando você começa a dormir na casa dele e ele não te expulsa! “Pode comemorar, gata! Ele realmente está a fim de você quando deixa você dormir tranquilamente na cama depois de uma noite maravilhosa de sexo. E não se importa em dividir o armário com a suas calcinhas e, quem sabe, até mesmo levar café na cama”.

5 – Faz surpresas ao longo do dia “Se o seu amigo gay que trabalha do seu lado era o que mais recebia presentes até você conhecer o seu ficante, sua vida mudou! Bilhetinhos românticos acompanhados de buquês de flores denunciam que ele está caidinho por você. Se ele te chama para um passeio diferente na hora do almoço, com uma champanhe num barco superbacana, comemore e assuma o namoro.”

6 – Ele faz questão de te levar aos ambientes dele “Tudo bem que muitas meninas não gostam de jogar pôquer nem futebol. Mas, se ele faz questão de te levar num bar que os amigos dele frequentam ou na tradicional pelada, mergulhe fundo!”

7 - Pratica hobbies dele com você “Isso é muito comum quando ele já praticamente entregou o coração dele para sua única dona! Se ele gosta de te ensinar a ficar em pé numa prancha ou te chama para uma partida de xadrez, mais um ponto a seu favor.”

8 – Quando é legal com as suas amigas “Homem educado é muito bom! Porém, em muitos casos, quando o cara só quer curtir, não é lá um cavalheiro com todas as suas amigas. Pode incluir aí aquela encalhada carente em último grau e que não para de falar um minuto. Se ele atura uma amiga assim, invista!”.

9 – Está sempre pronto para levar o seu filho ou irmão mais novo para tomar sorvete“Nossa, isso é amor mesmo, né?”

10 – Gosta de se oferecer para consertar o carro ou o computador “Homens adoram se mostrar úteis quando estão apaixonados. Afinal, por que deixar que a namorada deles perca tempo com coisas que ele mesmo pode fazer?”

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Os relacionamentos a um clique de distância. Como a turma com mais de 50 namora hoje?



Por Thiago de Almeida






Ah, o namoro! Antigamente era necessário um verdadeiro ritual até o homem aproximar-se da mulher, tocá-la e, muito depois, conseguir dar o primeiro beijo. Hoje, o ritual de aproximação ainda existe, mas a velocidade e a forma de se relacionar mudaram bastante. A maior independência das mulheres, a diminuição dos preconceitos e o advento da internet contribuíram para a mudança de comportamento da sociedade em torno do que antes era tão trabalhoso. E agora, como funciona o namoro moderno para quem já passou dos 50?
Quem namorou nas décadas de 1950, 1960 e 1970 fica pasmo com as mudanças que ocorreram no namoro de lá pra cá. O psicólogo e especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida diz que "o namoro passou por muitas fases e elas foram influenciadas pela época histórico-social em que o namoro ocorreu. Antes, o namoro começava nas pracinhas, em frente à igreja, e demorava até o rapaz sentir abertura para se aproximar da moça. As saídas do casal eram supervisionadas por alguém da família, inclusive quando consistia em apenas ficar sentado na sala. As mudanças que vemos hoje na forma de se namorar acompanharam a tendência do tempo".
Hoje, conhecer um novo parceiro está a dois cliques de distância – tanto para chegar quanto para ir embora. Para a mestre em Psicologia na área de estudo das subjetividades Noeli Godoy, "com o passar do tempo, as relações humanas, os encontros entre as pessoas, se tornaram cada vez mais superficiais. Antigamente, as pessoas procuravam conhecer uns aos outros antes do relacionamento. Com as tecnologias, os relacionamentos são mais fluidos e os encontros são mais superficiais. Com o clique do mouse, hoje, marca-se um encontro. As coisas tomaram uma velocidade tão grande que a superficialidade das relações aumentou na mesma proporção. Não se conhece mais tão bem o outro".
O advento do feminismo na década de 1970, o surgimento da internet e a revolução dos costumes também mudou bastante a forma de se namorar. "Os casamentos que ocorreram nas décadas de 1950 até 1970 têm durabilidade maior do que os que ocorreram nas décadas seguintes. A tolerância entre o casal era maior. Hoje, fica mais difícil tolerar o erro de uma pessoa que não se conhece direito. Antes, trabalhava-se mais o amor, a estabilidade era muito maior. Com a superficialidade dos relacionamentos atuais, não se conhece mais tão bem o parceiro. O tempo disponível para se aprofundar a relação e o conhecimento é menor", diz Noeli.
Como não podia deixar de ser, outra questão que evoluiu junto com o namoro e o relacionamento foi a traição. Segundo Noeli, "antes era mais comum a traição masculina, por questão de honra e de necessidade de se suprir os impulsos sexuais. Hoje, troca-se muito rápido de parceiro, a relação amorosa é superficial e a fidelidade já não é mais tão valorizada, por ambos os sexos. O que não se tem em casa, busca-se fora. As pessoas estão se relacionando em velocidade tão grande que, se têm uma necessidade, precisam supri-la agora. E, nesse caso, a internet é uma grande facilitadora do processo".
No entanto, quando o assunto é relacionamento, é preciso enxergar o outro lado da moeda. Afinal, a internet pode não ser tão prejudicial assim à vida a dois. "Não há nenhuma garantia de que um namoro iniciado pela internet vá durar pouco. Assim como não é certo que, por ter havido um bom conhecimento prévio do parceiro antes do casamento, ele vai durar a vida toda. A internet e a velocidade melhoraram as relações no sentido de que elas ficaram mais transparentes. Aspectos da personalidade que antes ficavam ocultos podem emergir logo. Antes, sentia-se que as relações eram mais montadas, que não havia tanta autenticidade quanto hoje. Por outro lado, no entanto, as relações hoje estão mais vulneráveis e mais egoístas. A internet é boa por afirmar a pessoa como sujeito, mas é ruim quando gera individualismo", avalia Noeli.
O individualismo, aliás, deve ser a questão-chave a ser trabalhada em um relacionamento moderno, inclusive para que já passou dos 50. "Para se garantir profundidade nas relações atuais, as pessoas devem lembrar-se de prestar sempre atenção no outro. Deve-se perceber se você está curtindo mesmo estar com a outra pessoa ou se está ali simplesmente para não ficar sozinho. 'O quanto eu estou feliz de cuidar daquela pessoa?', 'o quanto ela é feliz de estar comigo?'. Se não estiver rolando, pare agora e converse. Dizer o que está sentindo e, principalmente, ter abertura para ouvir o outro é essencial. Uma relação é uma via de mão dupla. Confiança e cuidado são essenciais em uma relação que tem amor", finaliza a especialista.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Ser Feliz ou ter Razão

 
Autor: Desconhecido

Oito da noite, numa avenida movimentada.

O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.

O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.

Ele conduz o carro.

Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita.

Discutem.

Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.

Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.

Mas ele ainda quer saber:

- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...

E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.

Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

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Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.

Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.

Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência:

"Quero ser feliz ou ter razão?"

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam".

 

domingo, fevereiro 05, 2012

Teu coração baterá com força, sem que ninguém escute.

CFA


Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.

CFA

CFO


Naqueles dias, enlouquecia cada vez mais, querendo agora já urgente ser feliz. Percebendo minha ânsia, ele tornava-se cada vez mais remoto. Ausentava-se, retirava-se, fingia partir.

sábado, fevereiro 04, 2012

De Joelhos

(estava lendo hoje e resolvi postar....texto antigo...)
Por Andre Lenz

Foi entao que entrei em meu quarto e logo fechei a porta. Virei a chave na fechadura e me certifiquei de ter trancado meu quarto pois naum queria ser interrompido naquele momento tao intimo.Apaguei as luzes e de me coloquei de joelhos projetando meu tronco por sobre a cama, como faco toda manha, mas agora era diferente porque a conversa seria longa.Nessa hora elevei todos meus pensamentos na direcao do ceu e comecei a expor minhas duvidas e minhas vontades a Deus, o meu querer, o meu precisar, o meu confortar.Agradeci por todas as coisas maravilhosas que Ele tem feito por mim diariamente mesmo sem eu merecer. Agradeci pelo cuidado, pela protecao e pelo conforto que recebo ao longo do dia em pequenas preces.Mas entao pedi. Pedi o impossivel. Pedi por algo que minhas maos humanas nao seriam capazes de tocar e meus olhos nao conseguriam apenas encontrar, era preciso olhar pra alma, algo nao humano e sim Divino.A minha grande duvida sempre tem sido o que eh da vontade de Deus, o que Ele quer pra mim. Aonde termina a intervencao Divina e comeca a minha parte, sempre me perco nisso e as vezes confundo o dia a dia como algum sinal enviado por Ele, como encontrar aquela guria de uma forma inesperada, que naum vejo a muito tempo mas por quem sempre tive uma queda..... Sinal Divino? Nao sei, e por isso que as vezes eu gostaria que Deus pudesse enviar um email, um torpedo SMS e assim poderia acabar de vez com a minha espera e procura.Posso ser tentado a pensar que serei feliz por aquele esteriotipo que construi em minha mente, que os cabelos pretos e o corpo mais magrinho do tipo violao eh o que irah me fazer feliz, mas como saber?????Ou entao aquele jeito fragil que na verdade esconde uma mulher de uma forca intensa por dentro, que consegue me dobrar das formas mais sutis, e desta forma provocar meu sorriso por ter uma estrategista de primeira administrando meus sentimentos.Talvez aquela cor jambo que tanto desejei com cabelos ondulados que passeiam ao vento e que tanto me fazem apenas admirar. Ou sua voz doce e meiga que na hora certa consegue amedrontar os maiores exercitos apenas para me defender.Seu estilo chique casual me desperta os mais profundos desejos e naum consigo parar de olha-la, linda, mas nunca com roupas vulgares e decotes provocativos, ela naum precisa disso, eh linda por fora, por dentro, por tudo.Quanto mais penso em suas qualidades, ou se existe mulher tal, mas me convenco que somente Deus pode traze-la para mim. Preciso apenas pedir a Ele sabedoria pra identificar a hora certa, a pessoa certa. Sei que Ele me criou e sabe no meu intimo o que pode me fazer feliz, Deus vai mais alem do que penso que possa me fazer feliz, Ele sabe o que me faz feliz e por isso que preciso de sabedoria.Por isso Deus, me ajude a identificar quando a mulher certa escolhida por Ti aparecer, me faca ter sabedoria para naum deixar minhas emocoes e pensamentos suprimirem a Tua vontade e que assim eu naum de nenhuma margem ao fracasso, pra entao poder ajoelhar novamente e agradecer -Te por ter me dado a mulher da minha vida e me tornado um homem completo.

Meu Amor, Eu Te Amo assim Loucamente


Meu amor,

Hoje o dia foi muito difícil!
Às vezes, nossos problemas
Tornam-se grandes demais
E o que fazer não sabemos mais!
Às vezes, perdemos a paciência
E com os nervos ã flor da pele
Muitas vezes ficamos irritantes.
Infelizmente, a vida não é fácil
E temos que ter muita força
Para não fazer besteiras.
Mas não tenho do que reclamar
Se sempre tenho a ti
Ao meu lado a me apoiar.
Por mais que ruins as coisas estejam
Nada seria tão ruim
Do que o vazio de tua ausência.
Teu amor é como um calmante
E quando estou contigo
Esqueço os problemas num instante
O mundo se torna alegre
E em teus aconchegantes braços
Eu me entrego calmamente.
É por tudo isso e muito mais
Que te amo assim loucamente.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Fato!

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Tracy Chapman



Musica deliciosa......

Cansada


Por Milka Lopes

Ao abrir os olhos ela pensou: “Obrigada Deus por mais um dia que se inicia”... Junto com este pensamento veio uma lembrança antiga, coisas que ela preferia esquecer, mas não teve jeito, a lembrança estava ali. Por quê? Para quê?
Ficou tentando entender porque esta lembrança voltara a sua memória em plena manhã, que parecia tão tranquila e serena...
Essa lembrança lhe trazia outras lembranças e fatos sucessivos não tão agradáveis, sentia uma dorzinha apertar o peito. Se perguntou outra vez o porquê?
Bobagem tentar entender, talvez lembrar fizesse parte do processo de cura...
Ligou a TV e ficou mais alguns minutos deitada despertando por completo, deixando que o peso das responsabilidades, dos problemas e das preocupações ocupassem a sua cabeça e tirassem de vez aquelas lembranças que ela não pedira pra voltar.
Levantou-se e foi para o seu banho, tinha um dia inteiro pela frente, uma rotina para cumprir, ossos do ofício.
Sentia-se cansada, queria poder ficar invisível de tudo e de todos, queria esvaziar a cabeça e não pensar em nada. Estava realmente cansada de tentar acertar, de tentar apenas ser compreendida, amada ou quem sabe na maior de suas pretensões, ser feliz!
Era assim que se sentia, num misto de gratidão e cansaço. Gratidão por mais um dia de vida e cansaço por tantas coisas que pareciam sufocar-lhe o espírito e a vontade de continuar...

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Dicas para não ser traída.




Especialistas revelam atitudes e comportamentos que, ao serem adotados por você, reduzem a possibilidade de o gato desejar outras mulheres.Seja menos ciumentaSegundo pesquisa realizada por Thiago de Almeida, psicólogo especialista no tratamento de dificuldades amorosas, o ciúme é o principal fator que leva à infidelidade. "Com essa postura, a mulher acaba incentivando a traição. Afinal, o proibido tem mais sabor."Trabalhe sua confiança. Se ele está com você - mesmo diante de tanta "oferta de mercado" - é porque quer. Então, valorize-se. Pois estímulos para o moço sair da linha sempre podem aparecer e não há como colocá-lo numa redoma.Preste atençãoSegundo estudo de M. Gary Neuman, autor do livro A Verdade sobre a Traição Masculina (Ed. Best Seller), as amizades e os parentes exercem importante influência na hora da traição.Tente aproximar o bonitão de casais estáveis, mas sem afastá-lo dos amigos e parentes. Esses, aliás, você deve conhecer melhor. Convide-os para a sua casa.Fuja da rotinaA vontade de diversificar é das principais "explicações" dos infiéis. "E isso, aliado à capacidade de separar sexo de amor, configura uma das justificativas mais recorrentes", diz o terapeuta Sergio Savian.Para ser a única, ofereça sexo com energia, criatividade e carinho. Divirta-se na cama, inove, surpreenda e separe um tempo para namorar.Invista e escuteCuide de si mesma e ouça seu companheiro antes de pensar que o excesso de trabalho ou falta de desejo dele signifiquem necessariamente a presença de outra mulher na história.Segundo Thiago, o segredo é tornar-se uma mulher mais agradável e poderosa para você mesma. Isso encanta e atrai os homens! Invista tempo em você, dedique-se e verá a diferença.








Por Thiago de Almeida

Primeira Viagem a Dois




A viagem a dois é um bom test-drive para conhecer melhor o namorado?
O casal está no auge da paixão e resolve viajar pela primeira vez. Como bem sabemos, uma viagem é praticamente uma prévia de como será uma vida a dois. A tal “intimidade” parece que vem com tudo para atacar, e aí que surgem as famosas briguinhas.
“Em sua primeira viagem o casal está propício a descobertas, portanto o certo é procurar ser feliz e não querer ter a razão. Se um quer ir ao restaurante e outro ver um filme, procure conciliar isso e não se melindrar. O ideal é sempre ponderar as coisas e não agir com ‘tem que ser do meu jeito’”, explica o especialista no tratamento das dificuldades nos relacionamentos amorosos, Thiago de Almeida, autor do livro “A Arte da paquera: inspirações à realização afetiva" (Ed. Letras do Brasil).
De acordo com o psicólogo é bom analisar as tendências que o parceiro tem, porque às vezes a própria pessoa não percebe isso, já que se tornou um padrão na sua vida. Foi o que aconteceu com o casal Vinicius Junqueira e Carolina D’ambrósio, que fizeram sua primeira viagem de casal em 2008. Os dois passaram 10 dias em Florianópolis na praia da Armação, litoral sul da ilha.Eles começaram a namorar em outubro e fizeram a viagem em dezembro, bem no início do relacionamento: “Durante a viagem comecei a descobrir alguns gostos que ela tinha do qual eu desconhecia, por exemplo, um prato bem típico de Floripa é o camarão, do qual ela detesta e na hora da refeição era aquele impasse!”, conta Vinicius.
O namoradinho ainda revela outra situação que lhe pegou de surpresa: “Ela acordava muito cedo todos os dias! Independente do horário que ia dormir ela sempre estava de pé às 8h da manhã para tomar café. Muitas vezes ela chegou a ir à praia sozinha enquanto eu continuava dormindo. Levei vários esporros do tipo ‘Pô, você vem até aqui para dormir?’ Porque eu sou desses que dorme 3h da manhã e acorda só meio-dia”.
Porém, todas estas experiências de descobertas e brigas se tornam peças fundamentais para saber como o parceiro é realmente. Thiago afirma: “Os conflitos são importantes para analisar melhor como vai ser o relacionamento em longo prazo”.
E dá a dica: “Vale lembrar que durante a viagem o parceiro não é como ele é no dia a dia. Quando viajamos, saímos do nosso contexto, da nossa rotina, e só ficamos descansados e relaxados alguns dias depois”. E foi isso que o casal descobriu: “Foi incrível ver que ela não curtia beber tanto quando bebia quando saíamos na cidade”.
O mais legal é que três anos depois da viagem o casal continua firme e forte em seu relacionamento, souberam se adaptar e respeitar as diferenças. Essa é a dica principal. E vocês, o que acham? A viagem a dois é um bom test-drive para conhecer novo boyfriend?


Por Thiago de Almeida