quarta-feira, agosto 21, 2013

15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz

Essa lista é uma tradução, o texto original e em inglês é do World Observer Online.

WE-HEART-IT_11. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade "urgente" de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: "Eu prefiro estar certo ou ser gentil?" (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim? 

2. Desista da sua necessidade de controle

Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.

"Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória." Lao Tzu

3. Pare de culpar os outros

Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.

4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas

Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.

"A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva." Eckhart Tolle

5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!

"Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente." Elly Roselle

6. Pare de reclamar

Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Esqueça o luxo de criticar

Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.

9. Abra mão da sua resistência à mudança

Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.

"Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes" Joseph Campbell

10. Esqueça os rótulos

Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.

"A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada" Wayne Dyer

11. Abandone os seus medos

Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.

"A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo" Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas

Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.

13. Deixe o passado no passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.

14. Desapegue do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas

Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.

Fonte: Guia Ingresse

 
 
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O que um homem quer dizer quando diz não querer namorar você? Perdoar ou não um sumiço?

Meninas, há perguntas que são um pouco engraçadas, um pouco tristes, um pouco confusas e um pouco normais. A da nossa amiga Sami, por exemplo.

Ela quer saber o seguinte: "João, agi bem?"

O negócio e a dúvida da Sami eram coisa simples no tamanho e infinita na profundidade. Diz ela:

"João, três dias depois de começar a namorar, ele sumiu por um mês. Disse que teve medo de perder a liberdade, mas queria voltar. Depois disso, vi-o duas vezes. E ele sumiu de novo. Reapareceu, disse que me ama muito, que combinamos em tudo, mas que ele gosta de ser solteiro e só quer 'ficar' comigo. Não aceitei. Ainda o amo. Fiz certo?"

Fez.

Mas antes de fazer certo, fez tudo errado.

BOMBA NINJA

Meninas, em priscas eras deste blog, eu contei sobre o caso do meu amigo Feijão, que é um namofóbico. Se você botar um anelzinho de cebola, um Cebolitos, uma rosquinha, um donut, qualquer coisinha anelar no dedinho do Feijão, o Feijão fica todo coceira. Ele espirra. Ele sua. Ele sente frio.

Porque diante da ameaça de relacionamento, o Feijão aplica a tática que ele batizou na galhofa de "bomba ninja".

Uma bomba ninja:

"Aí, João, ela me cobrou, disse que eu sumi, perguntou por que não liguei!"

Bomba ninja.

"Aí, João, dei só um beijo, e ela disse que tá morrendo de saudade, postou comentário no Facebook, espalhou pros meus amigos?"

Bomba ninja.

E o Feijão some.

+ Fale com Ele: Homem sofre diante de rejeição e separação? Como? Eles são ou não são sensíveis?

RINITES CRÔNICAS

O Feijão tem distribuído um Vietnã de bombas ninjas a cada sexta-feira. O problema é que do outro lado da bombinha, quando a fumaça baixa, sobra uma garota em petição de qualquer coisa, de razão, de explicação. Elas sofrem.

Dia desses, chamei o Feijão às falas. Eu queria entender, eu queria dar um fim ao sofrimento e à fumaça. Disse a ele que o bombardeio ninja dele engorda a fama de que homens possuem uma rinite crônica e uterina diante da possibilidade de um namorar, de um casar.

E que isso, no fim, é ruim pro mundo.

Mas o Feijão, meninas, o Feijão me quebrou.

Ele disse: "Joãozinho, quem disse que eu não amo do meu jeito? Quem disse que esse não é o meu formato de amor? Elas sofrem? Eu sofro! Eu sofro namorando! Eu não quero! Mas olha só, tem uma diferença aqui: é bomba ninja mesmo, mas sempre uma bomba ninja anunciada. Antes da fumaça tem o clarão! Sou claríssimo! Eu nunca digo a mais do que eu digo. Nem menos. O problema é que tem garota que interpreta. Ouve o que quer ouvir, não ouve o que não quer. Mesmo eu dizendo o 'não quero namorar' mais direto que existe…"

Ah, meninas. É uma verdade. O mundo é feito de amores e de muita rejeição. Mas acima de tudo, o mundo é feito de ouvidos egoístas, olhos vesgos e boquinhas que falam titica.

Existe mesmo uma verdade intensíssima no que diz o Feijão, e a cartinha da nossa Sami é o nosso exemplo de hoje.

Sim, fez muitíssimo bem a Sami em varrer da vida um namorado que some no segundo dia de namoro (seja lá como tenha sido o início desse namoro). Mas fez tudo errado a nossa Sami ao não ouvir os sinais anteriores do ex-namorado. Um sujeito que evapora deixando dúvidas é um sujeito que não merece nada. Um sujeito que some de novo e depois, quando volta, ressurge com um esfarrapado convite a um relacionamento de pura traquinagem e nenhum compromisso. Um sujeito assim também mereceria uma varrida definitiva. E ainda assim, Sami insistiu. Não ouviu, não viu. Porque eis a grande maldição do amor: ele faz a gente achar que ainda dá.

Mesmo quando não dá.

+ Fale com Ele: Quando o amor não dá certo, é preciso se afastar e se recolher? Como? Por quanto tempo?

QUEM ERROU?

Meninas, no amor cabe tudo. Desde que a dupla (ou o trio, o quarteto etc. etc.) topem o jogo jogado.

Havendo respeito, tudo pode.

Tudo cabe.

Não acho que um homem ou uma mulher que não queiram namorar e queiram apenas futricar, não acho que eles estejam errados. Acho, aliás, certíssimo. Se todo mundo der um joinha, qualquer arranjo vale.

O negócio – e acho que eis aqui o grande negócio de hoje –, o negócio é aprender a ouvir, a ver e a dizer as verdades. A gente se machuca demais botando uma culpa no outro e esquecendo que o nosso pezinho tá quase sempre na mesma lama.

A gente insiste.

Não vivam uma briga de murros com uma onda do mar, minhas doçuras. Aprender a ouvir e ver é aprender a viver. Culpar menos o outro é culpar menos o próprio espelho.

O homem enrolou, o homem sumiu, ele não foi claro? Suma. Ventilador na bomba ninja dele.

Mas não esqueça de ouvir.

Uma dia o meu amigo Feijão me disse algo. Eu ouvi. E aí entendi e aí encerrei a questão:

"Cara, o problema é que eu falo, eu digo, eu tento não ser muito grosso. Porque, diabos, imagino isto: você fica com a garota. Fica uma vez, fica duas, pura curtição, nenhum compromisso. Tá bom do jeito que tá. Você acha que eu preciso ficar anunciando: 'Ó, mas é só curtição, hein!'? Não preciso dizer, né? Quando eu sinto que o negócio fica sério, eu digo: 'Ó, vamos deixar assim. Eu gosto do jeito que tá, não quero te machucar'. E se depois disso, ela continuar comigo, João, eu entendo que tá dado o recado. Assumo meu quinhão de culpa quando tenho culpa. Agora, poxa, de que adianta ela me querer se eu não quero? Eu nunca escondo as minhas indecisões, esse limite finíssimo que separa um caso de um namoro. Mas uma hora, alguém precisa dizer em voz alta. Eu digo: 'não quero, tou bem assim!' Quando eu sumir, porque uma hora eu vou sumir, e ela reclamar, de quem é a culpa, João?"

De quem?

A confiança que temos em nós mesmos,

reflete-se em grande parte,

na confiança que temos nos outros.

François de La Rochefoucauld

 

 

terça-feira, agosto 20, 2013

A angústia do querer

Então surgiu uma pedra grande e pesada no meio do caminho. Em um primeiro momento, pensei que não teria forças, que não conseguiria, que seria covarde. Mas se tem uma coisa que eu não sou é conformada. Às vezes penso talvez-não-seja-pra-mim. Logo afasto esses pensamentos, coloco todos para correr e me concentro no que realmente importa. 
Nem sempre a vida abre um sorrisão cheio de dentes brancos e hálito fresco. Em muitas situações ela faz uma careta bem feiosa, em outras tantas o sorriso é desdentado ou podre e nas mais cabeludas o sorriso é cheio de dentes cariados e bafo de onça. 
As reticências surgem, numa tentativa de descobrir qual será o meu próximo passo. E a decisão fica ali, no meio das minhas mãos, esperando. Só que muitas vezes nem eu sei o que fazer, fico um pouco perdida no meio de tantos pontos de interrogação. Ao mesmo tempo, aquela urgência em resolver o que precisa ser resolvido. Às vezes as coisas só esperam um ponto final, mas a vida (essa danada!) resolve colocar um ponto e virgula. E você precisa se virar. 
Tenho aprendido que nem tudo sai conforme manda o figurino, que os sonhos levam algum tempo para tomarem forma e fôlego, que só porque o que você queria não aconteceu no dia e na hora exatas que você queria não quer dizer que não vai acontecer. A frase ficou confusa, eu bem sei, e isso tudo é confuso mesmo. Mas nós somos humanos e queremos aquilo naquela hora e se não acontece daquele jeito tão esperado fica uma frustração enorme no lugar. Uma frustração solitária, trancada em um quarto e sala, sem luz, sem comida, sem uma garrafa de vinho, sem nada. Apenas ela, crescendo, tomando forma, tomando conta. 
Lembro da frase esperançosa o-que-tiver-que-ser-será e da conformada não-era-pra-ser e me pergunto: será? Será mesmo que o que tiver que ser será? E se aquilo que tiver que ser não for o que eu quero que seja? Quem determina o que tem que ser? Eu quero que seja, pode ser assim? E o não era pra ser? Quem disse? Será que não era pra ser? Será que a gente não arruma uma coisa para acreditar só para realmente acreditar em alguma coisa e sossegar um pouco o coração aflito? Sim, é isso mesmo. Mas a gente precisa acreditar em qualquer coisa que alivie essa ânsia que é viver. Por isso, espero que seja. Espero que a pedra pesada vire um caminho livre. E lindo.

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segunda-feira, agosto 19, 2013


Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço.

Dave Weinbaum

Porque as mulheres não estão loucas

Você é tão sensível. Tão emocional. Tão defensiva. Você está exagerando. Calma. Relaxe. Pare de surtar! Você é louca! Eu estava só brincando, você não tem senso de humor? Você é tão dramática. Deixa pra lá de uma vez!
Soa familiar?
Crédito para Maciek | flickr.com/emciek/
Foto por Maciek Łempicki | flickr.com/emciek/
Se você é uma mulher, provavelmente sim.
Você alguma vez escuta esse tipo de comentário de seu marido, parceiro, chefe, amigos, colegas ou parentes após expressar frustração, tristeza ou raiva sobre algo que eles disseram ou fizeram?
Quando alguém diz essas coisas a você, não é um exemplo de comportamento sem consideração. Quando seu marido aparece meia hora atrasado para o jantar sem avisar – isso é desconsideração. Uma observação com o propósito de calar você – como, “Relaxa, está exagerando” – logo após você apontar o comportamento ruim de alguém é manipulação emocional, pura e simples.
E é esse o tipo de manipulação emocional que alimenta uma epidemia em nosso país, uma epidemia que define as mulheres como loucas, irracionais, exageradamente sensíveis e confusas. Essa epidemia ajuda a alimentar a ideia de que as menores provocações fazem com que as mulheres libertem suas (loucas) emoções. Isso é falso e injusto. Acho que é hora de separar o comportamento sem consideração de manipulação emocional e começarmos a usar uma palavra fora de nosso vocabulário usual.
Quero introduzir um útil temo para identificar essas reações: “gaslaitear“.
(pequeno adendo do editor: “gaslaitear” foi uma adaptação do termo gaslighting para o português, para facilitar a compreensão do texto)
Gaslaitear é um termo usado com frequência por profissionais da área de saúde mental (não sou um deles) para descrever comportamento manipulador usado para induzir pessoas a pensarem que suas reações são tão insanas que só podem estar malucas.
O termo vem do filme de 1944 da MGM, “Gaslight“, estrelando Ingrid Bergman. O marido de Bergman no filme, interpretado por Charles Boyer, quer tomar sua fortuna. Ele se dá conta de que pode conseguir isso fazendo com que ela seja considerada insana e enviada para uma instituição mental. Para tanto, ele intencionalmente prepara as lâmpadas de gás (no inglês, “gaslights”, vindo daí o nome do filme) de sua casa para ligarem e desligarem alternadamente.
E toda vez que Ingrid reage a isso, ele diz a ela que está vendo coisas.

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Nesse contexto, uma pessoa gaslaiteadora é alguém que apresenta informação falsa para alterar a percepção da vítima sobre si mesma.
Hoje, quando o termo é usado, usualmente significa que o perpetrador usou expressões como, “Você é tão estúpida” ou “Ninguém jamais vai te querer” para a vítima.
Essa é uma forma intencional e premeditada de gaslaitear, como as ações do personagem de Charles Boyer no filme Gaslight, no qual ele estrategicamente age para fazer com que sua esposa acredite estar confusa.
A forma de gaslaitear que estou apontando nem sempre é premeditada ou intencional, o que a torna pior, pois significa que todos nós, especialmente as mulheres, já tiveram que lidar com isso em algum momento.
Aqueles que gaslaiteaim criam reações – seja raiva, frustração, tristeza – na pessoa com quem estão interagindo. Então, quando essa pessoa reage, o gaslaiteador a faz sentir desconfortável e insegura por agir como se seus sentimentos fossem irracionais ou anormais.
* * *
Minha amiga Anna (todos os nomes trocados por questão de privacidade, claro) é casada com um homem que sente a necessidade de fazer observações não solicitadas e aleatórias sobre seu peso.
Sempre que ela fica brava ou frustrada com seus comentários insensíveis, ele responde da mesma maneira defensiva, “Você é tão sensível, estou só brincando”.
Minha amiga Abbie trabalha para um homem que, quase todos os dias, acha um jeito de criticá-la, assim como a qualidade de seu trabalho. Observações como “Você não consegue fazer algo direito?” ou “Por que fui te contratar?” são comuns para ela. Seu chefe não tem dificuldade em demitir pessoas (o que faz regularmente), então seria difícil pensar, baseado nesses comentários, que Abbie trabalha pra ele há seis anos.
Mas toda vez que ela se posiciona e diz “Não me ajuda em nada quando você diz essas coisas”, ela recebe a mesma resposta:
“Relaxa, você está exagerando.”
É muito mais fácil manipular emocionalmente alguém que foi condicionado por nossa sociedade para tal. Nós continuamos a impor isso sobre as mulheres pelo simples fato de que elas não recusam nossos fardos. É a covardice suprema.
Abbie pensa que seu chefe está apenas sendo um babaca nesses momentos, mas a verdade é que ele está fazendo esses comentários para induzí-la a achar que suas reações não fazem sentido. E é exatamente esse tipo de manipulação que a faz sentir culpada por ser sensível e, como resultado, se recusar a deixar seu emprego.
Mas gaslaitear pode ser tão simples quanto alguém sorrindo e dizendo, “Você é tão sensível”, para outra pessoa. Tal comentário pode soar inócuo, mas naquele contexto a pessoa está emitindo um julgamento sobre como a outra deveria se sentir.
Mesmo que lidar com gaslaitear não seja uma verdade universal para todas as mulheres, nós certamente conhecemos muitas delas que enfrentam isso no trabalho, em casa ou em seus relacionamentos.
E o ato de gaslaitear não afeta só mulheres inseguras. Até mesmo mulheres assertivas e confiantes estão vulneráveis. Por que?
Porque as mulheres suportam o peso da nossa neurose. É muito mais fácil para nós colocar nossos fardos emocionais nos ombros de nossas esposas, amigas, namoradas e empregadas, do que é impô-los nos ombros dos homens.
Quer gaslaitear seja consciente ou não, produz o mesmo resultado: torna algumas mulheres emocionalmente mudas.
Essas mulheres não conseguem expressar com clareza para seus esposos que o que é dito ou feito a elas as machuca. Elas não conseguem dizer a seus chefes que esse comportamento é desrespeitoso e as impede de trabalhar melhor. Elas não conseguem dizer a seus parentes que, quando eles são críticos, estão fazendo mais mal do que bem.
Quando essas mulheres recebem qualquer tipo de reprimenda por suas reações, tendem a deixar passar, pensando, “Esqueça, tá tudo bem.”
Esse “esqueça” não significa apenas deixar um pensamento de lado, é ignorar a si mesma. Me parte o coração.
Não é de se admirar que algumas mulheres sejam inconscientemente passivas agressivas ao expressarem raiva, tristeza ou frustração. Por anos, têm se sujeitado a tanto abuso que nem conseguem mais se expressar de um modo que seja autêntico para elas.
Elas dizem “sinto muito” antes de darem sua opinião. Em um email ou mensagem de texto, colocam uma carinha feliz ao lado de uma questão ou preocupação séria, de modo a reduzir o impacto de expressarem seus verdadeiros sentimentos.
Você sabe como é: “Você está atrasado :) ”
Essas são as mesmas mulheres que seguem em relacionamentos dos quais deveriam sair, que não seguem seus sonhos, que desistem da vida que gostariam de viver.
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“Aqui está tudo que precisa saber sobre homens e mulheres: mulheres são loucas, homens são estúpidos. E a principal razão pela qual as mulheres são loucas é porque os homens são estúpidos.” – George Carlin
* * *
Desde que embarquei nessa auto-exploração feminista na minha vida e nas vidas das mulheres que conheço, esse conceito das mulheres como “loucas” tem de fato emergido como uma séria questão na sociedade e igualmente uma grande frustração para as mulheres em minha vida, de modo geral.
Desde o modo com que as mulheres são retratadas em reality shows a como nós condicionamos meninos e meninas a verem as mulheres, acabamos aceitando a ideia de que as mulheres são desequilibradas, indivíduos irracionais, especialmente em momentos de raiva e frustração.
Outro dia mesmo, em um vôo de São Francisco para Los Angeles, uma aeromoça que acabou me reconhecendo de outras viagens perguntou qual era minha profissão. Quando disse a ela que escrevo principalmente sobre mulheres, ela logo riu e perguntou, “Oh, sobre como somos malucas?”.
Sua reação instintiva ao meu trabalho me deixou um bocado deprimido. Apesar de ter respondido como uma brincadeira, a pergunta dela não deixa de apontar um padrão sexista que atravessa todas as facetas da sociedade, sobre como homens veem as mulheres, o que impacta enormente como as mulheres enxergam a si mesmas.
Até onde sei, a epidemia de gaslaitear é parte da luta contra os obstáculos da desigualdade que as mulheres enfrentam. Gaslaitear rouba sua ferramenta mais forte: sua voz. Isso é algo que fazemos com elas todos dias, de diferentes modos.
Não acho que essa ideia de que as mulheres são “loucas” está baseada em algum tipo de conspiração massiva. Na verdade, acredito que está conectada à lenta e firme batida das mulheres sendo minadas e postas de lado, diariamente. E gaslaitear é uma das muitas razões pelas quais estamos lidando com essa construção pública das mulheres como “loucas”.
Reconheço ter gaslaiteado minhas amigas no passado (mas nunca os amigos – surpresa, surpresa). É vergonhoso, mas fico feliz em ter me dado conta disso e cessado de agir dessa maneira.
Mesmo tomando responsabilidade por meus atos, acredito sim que, junto com outros homens, sou um produto de nosso condicionamento. E que ele nos dificulta admitir culpa e expor qualquer tipo de emoção.
Quando somos desencorajados de expressar nossas emoções em nossa infância e adolescência, isso faz com que muitos de nós sigam firmes em sua recusa de expressar arrependimento quando vemos alguém sofrendo por conta de nossas ações.
Quando estava escrevendo esse artigo, me lembrei de uma de minhas falas favoritas de Gloria Steinem:
“O primeiro problema para todos nós, homens e mulheres, não é aprender; mas sim desaprender.”
Então, para muitos de nós, o assunto é primeiro desaprender como usar essas lâmpadas de gás (referência à origem do termo gaslighting/gaslaitear) e entender os sentimentos, opiniões e posições das mulheres em nossas vidas.
Pois a questão de gaslaitear não seria, em última instância, sobre nosso condicionamento em acreditar que as opiniões das mulheres não têm tanto peso quanto as nossas? Que o que elas têm a dizer e o que sentem não é tão legítimo quanto o que nós dizemos e sentimos?
* * *
Nota do editor: Yashar vai publicar em breve seu primeiro e-book, chamado “A message to women from a man: you are not crazy”. Se estiver interessado e quiser ser notificado da publicação, insira seus dados aqui.
Esse post foi originalmente publicado no blog do Yashar, The Current Conscience. Nós lemos pela primeira vez no The Good Men Project. Tradução feita com permissão do autor.
Yashar Ali

Mulheres fogem das obrigações do casamento


Mulheres fogem das obrigações matrimoniais
Foto: Image Source/Corbis
Que os tempos mudaram e as tradições são outras, todo mundo já sabe. Agora, que é difícil fugir dos convencionais papéis de gênero domésticos, onde o homem é o provedor e a mulher é a responsável pelo bem-estar e cuidados com a casa, isso, pelo visto, é uma má notícia para as mulheres.
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Prova disso é a pesquisa realizada pela Universidade de Indianópolis e publicada pela revista Qualitative Sociology, que comprova que as obrigações dos velhos modelos matrimoniais têm amedrontado um número cada vez maior de mulheres.
Segundo Amanda Miller, professora assistente de sociologia da instituição, o fato de se apegar a formatos desatualizados pode trazer sérias consequências à saúde de uma relação, uma vez que as mulheres estão relutantes em aceitar o casamento.
"Elas sentem medo de ter que fazer mais do que já fazem", observa a especialista, afirmando que isso pode explicar a diminuição de casamentos entre mulheres com escolaridade até o segundo grau completo.
Ela ainda explica que apesar da grande maioria dos homens querer o respeito de ser visto como ‘chefe da casa’, eles não exercem necessariamente esse papel. "Enquanto se sentem confortáveis em deixar suas namoradas pagarem pelo menos metade do aluguel, eles admitem que não têm planos para assumir metade do trabalho doméstico, mesmo que suas parceiras estejam infelizes fazendo mais do que a sua parte".

E, pasmem vilamigas, a ala masculina tem uma razão muito específica para sustentar seus pontos de vista. Segundo os especialistas, os homens se prendem aos privilégios de ser o ‘rei do pedaço’ porque perderam outras regalias no trabalho recentemente.
Por Paula Perdiz

domingo, agosto 18, 2013


Foda-se, você é como as adolecentes e todos os demais, quer viver um conto de fadas. Só estou tentando deixar as coisas melhores aqui. Eu te disse que te amo incondicionalmente, eu disse que você é linda, eu disse que sua bunda é demais. Eu tento fazer você rir, ok? Aguento um monte de merdas suas e se pensa que sou um cão que sempre voltará então você está errada, mas se quer um amor verdadeiro, a hora é agora. A vida real não é perfeita, mas é real. Se não consegue ver isso então está cega. E eu desisto. 

Do filme Antes da Meia-Noite

sexta-feira, agosto 16, 2013

Tolo é aquele que naufragou seus navios duas vezes e continua culpando o mar.

Publilus Syrus

Um homem derrubado por um adversário

pode levantar-se outra vez.

Um homem derrubado pela conformidade

fica para sempre no chão.

Thomas Watson

 

15 COISAS QUE VOCÊ NUNCA DEVE FAZER AO BEIJAR

1. Não se apresse: deixe que o momento chegue. Quando um beijo não tem espontaneidade, pode ser que os dois fiquem pouco à vontade e o resultado seja um desastre.
2. Analise a outra pessoa: não comece a mexer a boca loucamente nos primeiros segundos. Faça movimentos suaves enquanto você descobre o estilo da outra pessoa.
3. Não force: os beijos nem sempre são apaixonados. Comece com calma e cuidado, para não assustar quem está te beijando.
 
4. Manere nas explorações: se a sua língua se move muito rápido, nem você e nem a outra pessoa vão desfrutar do beijo.
 
5. Controle a saliva: beijo molhado demais é péssimo. Controle direito o beijo e saiba a hora de parar um pouco… afinal, ninguém quer morrer afogado ao beijar, né?
 
6. Não se faça de morto: não deixe que a outra pessoa faça tudo também. É excelente ter iniciativa, claro que com bastante atenção aos desejos da outra pessoa.
 
7. Nada de beijos depois de comer: se for o caso, tenha sempre chicletes no bolso, pois não é nada agradável dar beijos com sabor de carne ou, pior, de cebola.
 
8. Deixe a cabeça quieta: não fique se mexendo demais. Você pode acabar "enjoando" ou acabar dando um baita golpe nos dentes da outra pessoa.
 
9. Nada de desânimo! Se os primeiros beijos não são muito bons, com a prática você vai melhorar.
 
10. Feche a boca!: não abra muito a boca. Os lábios dos dois devem estar juntos para não dar a sensação de se estar devorando a boca da outra pessoa.
 
11. Não ao aspirador! Os beijos estilo "aspirador de pó" são bastante desagradáveis e podem chegar a doer. Cuidado…
 
12. Atenção aos seus lábios: eles devem estar sempre úmidos e sem rachaduras… quanto mais suaves estiverem, melhores serão os beijos.
 
13. Meninas, nada de batons cremosos: a maioria dos homens detesta ficar com "cremes estranhos" na boca… e, pior ainda, marcas de batom.
 
14. Olha o bom senso! Nada de beijos superapaixonados em locais públicos... é de mau gosto.
 
15. Não mostre a língua: no começo do beijo, não coloque a língua pra fora da boca antes que os lábios tenham se tocado. A não ser que você queira deixá-la à mostra, pra todo mundo ver…
 

 

 

Unir-se é um bom começo,

manter a união é um progresso,

e trabalhar em conjunto é a vitória.

Henry Ford

 

quinta-feira, agosto 08, 2013

Mais que um Destino

Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: "Este é o caminho; siga-o." Isaías 30:21

 

Minha amiga e eu havíamos esperado várias horas no aeroporto para que o avião nos levasse a Miami. Então ouvimos o anúncio para o embarque. Apressamo-nos para entrar e ocupar nosso assento. Dentro de pouco tempo, outra passageira veio e me mostrou o número do seu assento. Era o mesmo. Nós duas temos o mesmo número do assento! Pelo menos, foi o que pensei.


Para meu completo horror, percebi que, embora constasse em nossos cartões de embarque o destino "Miami", havia uma diferença. O número do meu voo era diferente! Eu estava no avião errado! Eu ia para o destino certo, mas no avião errado, assim como minha companheira de viagem.


A comissária de bordo se dispôs a permitir que ficássemos no avião, mas havíamos despachado a bagagem. Portanto, precisávamos ir para o avião que levava nossa bagagem. Saímos de modo rápido e constrangido, na tentativa de evitar os olhares dos outros passageiros. Culpei-me implacavelmente por não ter prestado cuidadosa atenção ao anúncio de partida e por não verificar meu cartão de embarque. Como pude ser tão tonta? Em menos de 10 minutos, eu estava confortavelmente sentada no avião certo, com destino a Miami. Não havia dúvida quanto a isso, desta vez. Eu havia conferido e reconferido meu cartão de embarque múltiplas vezes, como garantia.


Isso acontece tantas vezes conosco, como cristãs. Achamos que estamos a caminho do Céu, mas entramos no avião errado. Ouvimos o anúncio errado, as vozes erradas do egoísmo, indelicadeza, preconceito e presunção. Depois, embarcamos no avião do orgulho, dos pecados secretos, da falta de estudo da Bíblia, da vida negligente de oração e do espírito rancoroso. Às vezes, nossos amigos também estão no caminho errado; mesmo assim, em nossa complacência, prosseguimos. Dizemos que vamos para o Céu, mas nossa vida diz algo diferente.


Depois, ainda há o problema da bagagem. Apegamo-nos aos nossos pecados do passado, nossas tristes lembranças, nossas mágoas, dor e remorso. É tempo de embarcar no avião certo. Nosso destino é o Céu, não é mesmo? Hoje temos outra oportunidade! Preparamo-nos para mais do que um simples destino – estamos a caminho do Céu! A jornada também é importante. Ouçamos a Voz certa: "Os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele" (Isaías 30:21, ARA).

 

Glória Lindsey Trotman


terça-feira, agosto 06, 2013

Mas a vida é feita de escolhas. Quando você dá um passo a frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.

segunda-feira, agosto 05, 2013



Terás de mim somente aquilo que cativas.

A PALAVRA SINCERA

Você sabia que a palavra sincera foi criada pelos romanos?

Eles fabricavam certos vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.

Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso. Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos:

Como é lindo! Parece até que não tem cera!

Sine cera queria dizer sem cera, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.

Com o tempo, o vocábulo sine cera se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano.

* * *

Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.

Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade, ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la e cultivá-la em nossos dias.

Se buscamos a riqueza do espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, desse revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados.

Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância?

Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as consequências funestas da mentira?

Por que razão dissimular, se não desejamos jamais ouvir a dissimulação na voz das pessoas que nos cercam?

Quem luta para ser sincero conquista a confiança de todos, e por consequência seu respeito, seu amor.

Quem é sincero jamais enfrentará a vergonha de ser descoberto em falsidades.

Quem luta pela sinceridade é defensor da verdade do cristo, a verdade que liberta.

* * *

Sejamos sinceros, lembrando sempre que essa virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante.

Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos.

Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam.

Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo.

Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da verdade que nos levarão a voos cada vez mais altos.

Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.



Redação do Momento Espírita, com base no texto A
palavra sincera, de Malba Tahan.

O xaveco olho no olho acabou

Seus dias de pedreiragem estão contados.
Pode dizer adeus àquelas farras carnavalescas, nas quais se dá bem aquele que faz a melhor piada.
Sim, aquele hábito de encontrar uma pessoa e descobrir no ato quais os gostos da moça ou do rapaz, entender a linguagem corporal, esbarrar braços, deixar as mãos repousarem em cima da coxa, sorrir timidamente até encontrar o punchline perfeito para uma sacadinha despretensiosa. Tudo isso pode estar ameaçado.

Link Youtube
Não há muito o que podemos fazer para evitar o fato de que as pessoas estão partindo cada vez mais para o flerte online.
Antes, era como se houvesse um paradigma de que os diálogos provenientes da internet eram menores, menos íntimos, portanto, se alguém porventura estabelecesse um relacionamento de longo prazo por esses meios, isso era visto como algo quase milagroso. Hoje isso já é muito mais frequente. A gente pode até olhar para essa informação de uma forma desconfiada, mas um terço dos casamentos nos EUA começam online.
Na internet a gente perde o corpo e acaba se tornando um amontoado de textos, músicas, livros, playlists e comentários. Parece que está tudo muito mais claro do que jamais esteve, afinal, basta fazer uma boa busca e você tem tudo o que pode parecer necessário para fazer uma boa aproximação.
Isso seria verdadeiro, se a gente falasse a verdade sobre nós mesmos. Acontece que, bem intencionados ou não, a imagem que nos esforçamos em transmitir é sempre uma versão melhorada daquilo que nós gostaríamos de ser.
O ponto é que as pessoas têm medo. E, dentre os inúmeros medos que carregamos, talvez nenhum seja tão particular, tão inconfessável, quanto o medo de passar por ridículo. E, mais do que apenas passar por ridículo, o medo de ser exposto em frente a alguém do sexo oposto, naquele momento em que seria mais precioso ser visto como alguém especial.
Taí. Se vira, mermão
Taí. Se vira, mermão
Se isso tem uma dose de verdade, nada mais natural do que nós começarmos a desenvolver métodos e ferramentas – ou mesmo aproveitar as que já existem – para que isso deixe de ser um problema.
Não é à toa que pipocam pela internet e livrarias, inúmeros manuais de sedução. E, agora, a gente pode contar com os aplicativos que facilitam a arte do xaveco ou nos levam diretamente para o momento crucial de descobrir onde que vai ser, afinal.
Olhando de uma maneira prática, nenhum manual vai conseguir fazer você descobrir um meio de surpreender sempre. Nenhum manual vai fazer isso, por que para surpreender no momento da sedução, você não pode estar aprisionado ao desejo de acertar. Você precisa reconhecer o próprio ridículo, assumi-lo e ostentá-lo. Você precisa ser capaz de rir de si mesmo, de verdade. Sem falsidade, sem fazer disso o jogo de quem diz não estar jogando.
A ameaça que aplicativos e manuais representam para a sedução old school é de acreditarmos que o fato de termos muita informação nos torna mais hábeis em nos conectarmos. Que basta termos interesses em comum que tudo vai dar certo.
Não importa muito a ferramenta. A qualidade do flerte nunca vai ser determinada por quanto você tem de informação sobre alguém. Mas sim, sobre o quanto você é capaz de cavar além da superfície, perceber alguma coisa não dita e fugir da curva da lógica.
Todo bom xaveco é disléxico.
Na verdade, se a boa e velha cantada marota vai acabar para todo o sempre, eu não sei. O fato é que o maior xaveco, a melhor cantada, ainda é a boa e velha honestidade bem humorada na cara.

Por Luciano Ribeiro
Luciano Ribeiro


domingo, agosto 04, 2013


Aproveite a vida! Pode ser mais tarde do que você imagina.
Ninguém sabe o tamanho de sua história.
Professor Gretz

sábado, agosto 03, 2013

Sete atitudes que melhoram um relacionamento desgastado

Por Bianca Castanho
 
A relação sofreu desgaste, mas ainda vale a pena lutar por ela? Então abrace, pegue na mão, converse e beije (muito) o seu parceiro. Veja outras dicas para reavivar o amor do casal

Uma relação feliz, saudável e harmoniosa são requisitos indispensáveis para uma vida a dois recompensadora. Porém, por inúmeros motivos, os relacionamentos passam por períodos de desgaste. “Uma das maiores dificuldades está na questão do diálogo. A escassez de conversa e a falta de paciência em ouvir o outro influenciam negativamente o relacionamento”, explica a terapeuta de casais Ana Cavalcante. Para a sexóloga Carmen Janssen, outros fatores também podem colaborar para essa situação. “São diversos motivos. Podemos citar alguns deles, como excesso de trabalho, preocupações do cotidiano, o cuidado com os filhos, falta de dinheiro, cansaço.”
Getty Images
“É preciso criar um ambiente para que o desejo e o carinho voltem a se instalar e priorizar momentos só para namorar”, explica a sexóloga Carmen Janssen
Um dos vilões mais difíceis de combater em um relacionamento, no entanto, é a monotonia da rotina que se instala com o passar do tempo. A convivência no dia a dia cria uma espécie de costume com a presença do outro. Nessas situações, o desejo e a sedução são deixados de lado. “Paradoxalmente, o amor precisa da aproximação, do aconchego e da intimidade, mas o desejo necessita da distância e de um pouco de incerteza, ingredientes importantes para despertar a vontade de matar a saudade”, explica a sexóloga.
Para reacender a paixão e dar novo ânimo ao relacionamento, separamos algumas dicas fáceis de serem colocadas em prática no dia a dia.
Converse
Embora seja uma dica simples e muito conhecida, é a mais eficaz em uma situação de desgaste. Exponha o que sente e o que acha que pode ser melhorado na relação. “É fundamental que o casal converse com o coração aberto e proponha estratégias para que a relação volte a ser empolgante”, opina Carmen.
Abrace e pegue na mão
O contato físico é muito importante para recriar laços que foram perdidos. Um abraço surpresa, andar de mãos dadas ou um beijo no rosto fazem com que o outro se sinta aconchegado e amado. “Não precisa ter sempre sexo, mas carícias”, diz a sexóloga.
Divida as tarefas domésticas
Com o passar dos anos, algumas tarefas domésticas do cotidiano são deixadas a cargo de um ou de outro de maneira tão estabelecida, que a impressão é que só um dos dois é responsável por essas atividades. Que tal dividi-las? Com a ajuda mútua, o esforço conjunto valoriza a presença de cada um no relacionamento. “Arrumar a cama e lavar a louça faz com que o casal aprenda a olhar mais para o outro, respeitando seu parceiro e suas habilidades”, comenta a terapeuta Ana Cavalcante.
Namore
No começo do relacionamento, o casal tem a tendência de esquecer as pessoas ao redor – o mundo é exclusivo dos enamorados. “Nas fases iniciais do relacionamento, não existem muitos ruídos, pois o casal ainda está se conhecendo e presta mais atenção no que o agrada ou desagrada o outro”, explica Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamentos amorosos e autor do livro “Amor, Ciúme e Infidelidade: Como Essas Questões Afetam Sua Vida” (Editora Letras do Brasil).
Que tal reservar alguns dias durante o mês para reviver o início do relacionamento? “É preciso criar um ambiente para que o desejo e o carinho voltem a se instalar e priorizar momentos só para namorar”, explica Carmen.
Beije na boca (muito!)
Com o passar do tempo e a diminuição do desejo, os beijos apaixonados vão se tornando selinhos monótonos. Uma bola de neve começa a se formar: quanto menos o casal se beija, menos tem desejo pelo parceiro. Quanto menos desejo, menos vontade tem de beijar. Portanto, dê beijos apaixonados todos os dias, seja um ou dez. O que importa é aproveitar esse momento com seu companheiro.
Elogie seu parceiro
Deixe a monotonia de lado e invista em elogiar o seu parceiro, admirar seus feitos e lembrá-lo de como você é grato de tê-lo ao seu lado. “A monotonia é mortal para relacionamentos amorosos. Ela faz com que as pessoas acreditem que já conquistaram tudo e não precisam investir mais energia noa relação. Quando o casal torna-se íntimo, perde algumas motivações, como renovar, conquistar e cortejar”, explica Thiago de Almeida.
Invista no erotismo
O maior órgão sexual, tanto do homem quanto da mulher, é o cérebro. Portanto, dinamize sua vida sexual com muito erotismo. Conforme o tempo vai passando, o sexo acaba se tornando algo mecânico. Reverta essa situação. É importante descobrir o que seu parceiro gosta, e tentar realizar as fantasias em conjunto.

As flores refletem bem o verdadeiro.
Quem tenta possuir uma flor verá a sua beleza murchando.
Mas quem olhar uma flor no campo permanecerá para sempre com ela.
Paulo Coelho - Livro: Brida

sexta-feira, agosto 02, 2013

Os sete pecados capitais do primeiro encontro

Ficar preocupada com o celular, exagerar no charminho ou não se divertir: colunista ensina a evitar os erros mais comuns

Por Rodrigo Farah

O primeiro encontro é um dos momentos mais complicados de qualquer relação. Você fica totalmente aberta às avaliações do novo parceiro e, ao mesmo tempo, quer fazer de tudo para passar uma boa impressão. Mas a ocasião também pode ser bem prazerosa, algo de que os dois possam se lembrar para sempre com boas risadas. Mas, para isso, você precisa fugir de algumas derrapadas. Confira abaixo quais são os sete pecados capitais do primeiro encontro.

Foto: Getty Images
Pecados do primeiro encontro: imagina sair com alguém que não larga o celular?

1. Não se divertir
A meta principal de todo primeiro encontro é simples: se divertir. A primeira saída combinada do casal pode ser bem estressante, pois envolve uma série de incertezas. Quem vai pagar? Vai rolar beijo? Abraços? Ele vai pedir para te encontrar novamente ou serão somente amigos? Mas, acima de tudo, o primeiro encontro deve ser alegre para aliviar o nervosismo. É justamente por isso que os casais vão atrás de programas divertidos para a ocasião.
2. Exagerar no charminho
Já repeti isso algumas vezes: o homem só valoriza aquilo que é difícil de ser conquistado, seja um bem material que ele demorou anos para comprar ou um relacionamento que exigiu bastante esforço. O que vem fácil demais não gera atração. Mas o primeiro encontro não é a hora de esconder quem você é ou se fazer de difícil. Estar aberta ao novo parceiro é a habilidade de demonstrar sentimentos autênticos, sem esconder quem você é na verdade. Pratique isso.
3. Falta de contato físico
Calma! Não estou falando para sair agarrando o cara a qualquer custo. Mas como já expliquei em uma coluna passada, o contato físico tem grande poder de sedução. Muitas pessoas reclamam que não rolou química ou que o primeiro encontro transcorreu de maneira forçada, sem conexão. A solução para isso é o contato físico, pois ele cria intimidade entre o casal. E não precisa ser exagerado, bastam leves toques no braço e na mão para começar.
4. Falar do ex-namorado
Este é o pecado capital mais clássico. Mas por que falar de relacionamentos passados é um mandamento proibido? A resposta é simples: o primeiro encontro serve para construir uma nova relação, com uma nova cara e identidade. Se o assunto do ex entrar no meio, poderá influenciar diretamente o começo dessa nova relação. Por mais que seu ex esteja superadíssimo para você, o assunto pode afetar a maneira como seu novo pretendente enxerga a relação. A regra é a mesma sobre falar da ex do cara. Ele está com você e não com ela, então relaxe!
5. Não ler os sinais
O primeiro encontro deve ser encarado como um test-drive do que o seu parceiro pode oferecer. É nele que você terá uma base – mesmo que superficial – de como o rapaz poderá ser como um futuro namorado. Será que vocês combinam? Você só terá uma ideia se ficar atenta ao que ele está fazendo. Não precisa ficar encanada, mas não se esqueça de tentar conhecer ao máximo o seu parceiro.
6. Ficar preocupada com o celular
Imagine um belo encontro romântico com um cara que coloca o celular na mesa e não para de mandar mensagens. Tem coisa pior? O problema é que ficar usando o celular no encontro passa a imagem de que a outra pessoa não é nem um pouco importante. Além disso, o uso exagerado do telefone pode gerar silêncios e situações constrangedoras. Não faça isso com o coitado.
7. Não deixar ele pagar a conta
Este também já foi tema de outra coluna. Assim como falei anteriormente, o fato de pagar ou não a conta pode influenciar diretamente o rumo da relação: para um vínculo mais tradicional ou para um vínculo sem dominância. Mas no primeiro encontro tal regra não se aplica. Deixe que ele assuma a conta. Você pode até se oferecer, mas não insista. A única exceção é se você fez o convite. Aí, não tem problema nenhum em pagar.

Não encontro defeitos.
Encontro soluções.
Qualquer um sabe queixar-se.
Henry Ford

O paradoxo do solteiro

O paradoxo do solteiro
Existe em nossa sociedade um certo padrão de vida considerado mais adequado a partir de uma determinada idade. Homens sem uma companheira fixa podem ser mal compreendidos e interpretados como imaturos, egoístas, complicados e as mulheres como encalhadas e mal amadas. Um grande equívoco que desconsidera a diferença existente entre solidão e o fato de estar solteiro.

A solidão é um sentimento que pode assaltar mesmo os casados e que pode por outro lado, não estar presente na vida de um solteiro. É possível alguém se sentir só mesmo estando acompanhado. Sendo assim, solidão e falta não estão associados à vida do lado de fora e sim ao complexo mundo interno de cada um.

Mas por preconceito (ou até limitação) muitos assumem que um amigo sem amor é um amigo infeliz. Imagina! Solteirice pode ser um período interessante e divertido. Pode ser um momento de dedicação a projetos esquecidos, de resgate familiar, de autoconhecimento, de entrar em contato com seu mundo interior. Já a solidão é um estado emocional profundo e intenso que pode acontecer mesmo tendo um companheiro em sua vida.

O que muitos desconhecem é que ser solteiro pode ser uma escolha e não uma condição imposta a contragosto, e que nada tem a ver com estar triste e só.

Vejo na clínica todas as possibilidades: solteiros felizes e outros tristes, assim como casados realizados e outros solitários. Não existe regra e nem um padrão melhor.

A solteirice e a solidão tornam-se sinônimas apenas quando existe na vida um único objetivo em ter alguém e tudo que acontecer até esse dia é vivido como temporário, sem importância ou transitório. Se o pano de fundo das experiências diárias for preencher a falta de alguém, aí sim podemos dizer que estar solteiro é estar só.

A sua felicidade não pode estar exclusivamente apoiada no outro, ela deve partir de inúmeras fontes, mas acima de tudo de dentro de você através da vida que leva, das escolhas que faz, da forma como conduz os seus dias. Importante lembrar que o contato, a troca com o outro, pode sim trazer muita alegria. Já a dependência de uma companhia pode ser o avesso da sua felicidade.

Dra. Juliana Amaral P