quinta-feira, janeiro 16, 2014

A gente se acostuma


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia!

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

•Extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco
Marina Colasanti

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Amigo não tem defeito



O dono de uma loja estava colocando um anúncio na porta: “Cachorrinhos à venda."
Esse tipo de anúncio sempre atrai as crianças, e logo um menininho apareceu na loja perguntando: - Qual o preço dos cachorrinhos?
O dono respondeu: - Entre R$ 30,00 e R$ 50,00.
O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas: - Só tenho R$2,37. Posso vê-los???
O homem sorriu e assobiou...
De trás da loja saiu sua cachorra correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando para trás. O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.
- O que aconteceu com esse cachorrinho? - perguntou.
O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida.
O menininho se emocionou e exclamou: - Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
E o homem respondeu: - Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente. E o menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse: Eu não o quero de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo.
Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo.
O homem respondeu: - Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos.
O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal.
Olhou de novo ao homem e lhe disse: - Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda.
O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas...
Sorriu e disse: - Filho, só espero que cada um destes cachorrinhos tenham um dono como você!!!

Moral da história: Na vida não importa como somos, mas que alguém te aprecie pelo que você é, e te aceite e te ame incondicionalmente.

terça-feira, janeiro 07, 2014

O que queremos deles


Mas afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos? 
Em primeiro lugar, que ele nos ame muito; muito, mas não exageradamente. Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar). 
Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos.
Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar, se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar, mesmo que acabe fazendo o que quer, sem dar a mínima para nossa opinião. 
Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele está pensando. Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama. Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silêncio. 
E ser capaz de, na hora de uma briga, dizer "vem cá, sua boba", e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. Ah, como é bom um homem assim. 
Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama. 
Mas a cada cinco minutos pode perguntar, enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir para você levar uma cerveja e dizer "vem sentar do meu lado para ver o jogo". Esse jogo não nos interessa nem um pouco, mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes. 
E quando o time dele fizer um gol e ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino. 
Não basta ser mulher: tem que participar. 
A hora de ir para a cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você. 
E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir; isso é crime que nenhuma mulher perdoa. 
E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa - não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem, aí é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz. 
É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, é?

Crônica de Danuza Leão.

quarta-feira, dezembro 18, 2013


 

O que qualquer outra pessoa diga ou faça,

não pode realmente aborrecê-lo ou irritá-lo,

a menos que você o permita.

Joseph Murphy

 

Lição de mestre

Autor: Desconhecido

 

Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Como te chamas?

- Chamo-me Juan, senhor.

- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o desagradável professor.

Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém, ninguém falou nada.

- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...

Seguíamos assustados, porém, pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

- Não! - respondia o professor.

- Para cumpri-las.

- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.

- Não!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.

- Até que enfim! É isso... para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começavam a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.

Porém, seguíamos respondendo:

- Para salvaguardar os direitos humanos...

- Bem, que mais? - perguntava o professor.

- Para diferençar o certo do errado...  Para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal, porém... respondam a esta pergunta:

Agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...

Todos ficaram calados, ninguém respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!

- Não! - respondemos todos a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

- Sim!

- E por que ninguém fez nada a respeito?

Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?

- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!

- Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.

 

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

"Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia"


domingo, dezembro 15, 2013

Na pele

créditos: Getty Images
Na pele

Quando pequenos, a maioria de nós sonha em se tornar diversas coisas, mas aí vem a vida com a rotina e suas obrigações e esses sonhos acabam se perdendo no meio do caminho. Crescemos, e vamos tentando nos encaixar uma sociedade dita como certa e correta. Mas pergunto: esse é realmente o caminho certo?

A verdade é que não existe certo ou errado nesse mundo. O que existe é o julgamento próprio e de outros - os quais, muitas vezes, nos condicionamos a aceitar.

Somos o resultado de nossas escolhas e o que nos prende para fazer algo mais audacioso é apenas o medo, a rotina ou o próprio julgamento sobre o que os outros podem pensar. Eu questiono: mas e daí se a pessoa faz isso ou aquilo? No quê isso interfere em alguém a ponto de julgar?

Todos nós temos uma máscara que esconde as dores e sabores de ser quem somos. E só quem vive na pele, só quem conhece sua realidade, só quem vive o dia a dia de sua batalha, só quem passa o perrengue é quem pode falar!

O julgamento nunca é justo, e só quem conhece seus sentimentos internos pode falar sobre si.

Nada impede ninguém de ser várias versões de si mesmo. Somos camaleões na aparência. Trata-se de uma questão de risco calculado, pois quando se conhece a própria essência, pode-se ser qualquer coisa, pode ser mil pessoas em uma. A loucura de uns pode ser a normalidade de outros. E aí é que está a graça!

Em todos os momentos da vida você pode brincar e saber rir de si mesmo, desde que tenha condições e autoconhecimento de suas capacidades, pois só vontade não basta e às vezes temos que aceitar nossos limites. Seja na música, no esporte, no modo de vestir, na profissão que escolhe, na formação, na opção sexual, na religião e em qualquer outra área, o ser humano pode, sim, brincar consigo mesmo e se permitir o direito de escolher o que lhe faz feliz, independente do que qualquer outra pessoa nesse mundo possa achar. Até porque, no final do dia, quem paga suas contas e deita com a cabeça no travesseiro é somente quem toma suas próprias decisões. Ou seja: você.

Muita gente tem a mania de pregar a moral de cueca ou calcinha. Pornografia parece algo promíscuo ou, se pegam um vídeo de alguém e postam na internet, já falam mal. Por quê? Todos têm um lado sarcástico, pornográfico ou maléfico. Isso é inato do ser humano, que não mostra a todos por questão de bom senso, mas basta olhar o histórico de qualquer computador ou celular para perceber o que tem na mente. Hipocrisia barata! E esse é apenas um exemplo de diversos julgamentos que vemos por aí, mas que no fundo, nada mais são do que a verdade explicitada pelos autênticos e garantidos de si mesmo.

As redes sociais nos trouxeram ainda mais julgamentos e busca constante por afirmações que inflam os egos. O uso de hashtags com mensagens bonitinhas esperando pelo tão esperado ´curtir´ virou lei de sobrevivência para sair de casa. É óbvio que boa parte de nós aqui quer confete, faz parte, é bom para o ego, mas voltar seus atos em prol do julgamento alheio é sinal da falta de autossuficiência. A vida é muito mais que isso! É conhecer e respeitar a si mesmo antes de olhar para o nariz do lado.

Quem é livre disso, quem é livre de suas próprias amarras, não se importa para o quê mundo diz ser certo ou errado. Quem é livre de preconceitos, mas que se dá o respeito, é digno de viver na pele.

Viver na pele é viver à flor da pele. É ser um louco consciente de seus atos, que sabe rir de si mesmo e se garante em qualquer situação desconfortável, que tem humildade para reconhecer suas fraquezas, mas que disso tira forças para abrir novos caminhos. Quem vive na pele é quem deixa marcas por essa vida, marcas boas, que fazem a diferença não apenas na própria rotina, mas que positivamente transformam a rotina de outras pessoas.

Marcas de quem tem a ousadia de ser quem nunca imaginaria, daqueles que, sem saber que uma coisa é impossível, vai lá e faz!

Faça!



Gustavo Sana

quinta-feira, dezembro 12, 2013


60 lições que aprendemos na vida

60 lições que aprendemos na vida

Embora pensemos diferente, somos todos iguais na essência humana. A grande questão é como abordar as diferenças sem medo. Para isso não existe teoria, apenas a vivência que te  mostra o caminho que você deve percorrer seguindo sua intuição. Certa vez, um grande pianista foi abordado por um admirador que lhe perguntou: ´Como você pode usar as notas com tanta maestria?´ O pianista respondeu: ´Eu uso as notas do mesmo jeito que os outros, mas as pausas... Ah, é aí que está a arte!´

Eis que o colunista que vos fala está beirando os 30 anos e, olhando para trás, percebe que aprendeu um monte de coisas interessantes. Minha lista vai abaixo. Vejam se vocês concordam com ela:


1. Ame seus pais. Prove isso todos os dias.

2. Cada escolha, uma renúncia. Keep walking.

3. Não reclame de boca cheia. Sempre tem alguém pior que você.

4. Todos devem tomar ao menos três porres na vida.

5. A vida não é colorida, ela é colorível.

6. Nunca abaixe a cabeça pra ninguém, nem levante o nariz alto demais. Olho no olho já é suficiente.

7. As pessoas que falam dos outros para você, vão falar de você para os outros. Cuidado!

8. Não acredite em tudo que falam. Uma palavra proferida é uma arma branca.

9. A vida real é melhor que a virtual. Há 10 anos vivíamos bem sem celular.

10. O melhor orador é o melhor ouvinte.

11. Todo mundo caga, desde o rei ao plebeu.

12. Admitir seus erros é o primeiro passo da humildade.

13. Comer besteiras te deixa mais feliz.

14. Nunca seja omisso! Melhor um ´não´ bem dito do que falta de compromisso com alguém.

15. Tenha seus melhores amigos sempre por perto, mas saiba curtir seus momentos sozinho.

16. Reconheça: nem sempre você está certo. Prefira estar feliz.

17. Não se sabe o dia de amanhã. Deixe um recado para sua família e amigos num lugar onde todos lembrarão de você.

18. Diploma é algo muito bom, mas não garante nenhum sucesso financeiro.

19. Faça loucuras, permita-se ser louco com princípios.

20. Você pode ir a Las Vegas e a um boteco na vila sendo a mesma pessoa. O dinheiro não te faz diferente.

21. Resiliência é a palavra. As maiores lições de vida só são aprendidas da maneira mais difícil. Do chão não passa!

22. Ser autêntico é a única e melhor forma de agradar.

23. Dirigir cantando é um santo remédio.

24. Evite marcar um voo às 6h da manhã.

25. Quem não cola, não sai da escola.

26. É bom questionar tudo. Ter mais perguntas que respostas significa que você está sendo honesto consigo.

27. As maiores coisas da vida ainda são encontradas de graça. Basta contemplar e olhar.

28. Você é capaz de lidar com situações que achava que não poderia.

29. Ria de você mesmo. Quando outros o fizerem, você saberá como ganhar uma situação.

30. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

31. A maioria das coisas que você vê é apenas o que você acha que vê.

32. Elogie as pessoas. Um elogio com certeza faz a diferença no dia alguém.

33. Não existe comida ruim, existe comida sem tempero.

34. Doar é um ato de permissão e aprendizado.

35. Cumprimente qualquer pessoa, independente de sua classe.

36. Quando for visitar alguém, deixe um presente. Se pegar carona, ofereça dinheiro para o pedágio. É questão de bom senso.

37. Dinheiro não traz felicidade, mas te proporciona momentos inimagináveis. Às vezes, é preciso dinheiro para vivenciar momentos com amigos e família em ocasiões especiais. Portanto, trabalhe!

38. Não julgue.

39. Aprenda que preço e valor são coisas muito diferentes. Nascemos de bolso vazio e caráter zerado. Podemos acumular riquezas financeiras e viver os melhores momentos da vida, mas dela não levamos nada.

40. Você pode se acalmar a qualquer instante quando tem o mar e o céu a sua frente. Possua um refúgio.

41. Hay que ser duro pero sin jamas perder la ternura.

42. Não confunda vaidade com narcisismo.

43. Uma roupa não justifica o status de alguém. Muitas vezes a embalagem não condiz com o conteúdo.

44. Einstein era mais esperto que inteligente. E ele era um gênio!

45. Merdas acontecem. Reclamar é verbo, solucionar é arte.

46. Cada pessoa tem um conceito sobre tudo. Saiba respeitar as diferenças.

47. Mais valem duas horas de risco que um dia de sonhos.

48. Atitudes valem mais que palavras.

49. O tempo é o mesmo para todos. Saber agradecer ao invés de pedir é saber respeitar o tempo.

50. Se vidente previsse certo, estaria rico e não daria conselhos. A sorte só favorece aos audazes.

51. Sem saber que é impossível, qualquer um pode ir lá e fazer. Crie com o mesmo ímpeto de uma criança.

52. O veneno só faz mal se você engole.

53. Não jogue lixo na rua.

54. Colecione sorrisos e abraços.

55. O amor próprio é o maior de todos.

56. Cão que ladra não morde.

57. O lado legal da mudança é que ela pode ser feita a qualquer momento da vida. Não existem regras, nem limites.

58. Os grandes vencedores já perderam um dia.

59. Obedeça a sua intuição. Se você escutou seu coração antes de fazer o primeiro movimento, você escolheu o caminho certo. Quem aceita e respeita a intuição, sabe que fez a melhor escolha.

60. O caminho não dura para sempre. É uma bênção percorrê-lo durante algum tempo, mas um dia ele irá terminar, portanto esteja sempre pronto para despedir-se a qualquer momento. Honre seu caminho.




Gustavo Sana
 
                                                                                                       Aqueles que têm sucesso,

são normalmente os que vão atrás,

que agarram a oportunidade,

mesmo quando ela é inadequada.

Tom Peters

sexta-feira, dezembro 06, 2013

 

O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade;

o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.

Winston Churchill

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Pelo que brilham os seus olhos ?

Autor: Luiz Marins - http://anthropos.com.br

 

Um dos melhores recrutadores de pessoas que conheci me dizia que o que ele mais observava era o brilho nos olhos dos candidatos no momento das entrevistas. O currículo era um mero desempatador, dizia ele. O que me fazia acreditar numa pessoa era o brilho de seus olhos.

 

Ele me contava que enquanto conversava com o candidato sobre vários assuntos, ficava observando o brilho dos olhos. Há pessoas que os olhos só brilham quando se fala em salário, comentava ele. Há outras que não brilham para tema algum - estão ali apenas em busca de um emprego. Há outras, porém, que os olhos brilham quando lhes é apresentado um desafio, uma dificuldade a ser transposta, uma nova oportunidade de aprendizagem. "Esses eram os meus escolhidos", dizia ele. "E nunca errei", completava com orgulho.

 

As empresas de hoje precisam de pessoas que queiram aprender, fazer, criar, inovar, se desafiar. Pessoas que façam parte da solução e não do problema. Pessoas que se comprometam, façam tudo com atenção aos detalhes e que terminam o que começam. Enfim, pessoas motivadas para a ação.

 

Muitos me dirão que isso é "papo de patrão" e que o empregado é explorado pela empresa e que não tem que se comprometer com nada além do que lhe rende seu mísero salário. Para esses, minha resposta é: vivam assim, ajam assim, pensem assim e verão o sucesso pessoal e profissional que terão e o quão felizes serão como pessoas.

 

O ser humano tem que sentir orgulho de seu trabalho, de sua participação, daquilo que faz. Esse é um componente fundamental de sua felicidade pessoal e profissional. E o sucesso profissional o fará uma pessoa mais equilibrada e capaz de lutar pelo seu bem estar familiar, pessoal, espiritual, psicológico. Para isso, é claro que as empresas devem propiciar um ambiente favorável de trabalho em todos os sentidos, mas cabe a cada um de nós construir esse ambiente, fazê-lo acontecer com harmonia e dedicação em benefício dos clientes, das pessoas que compram nossos produtos e utilizam nossos serviços e de nossos colegas de trabalho.

 

Pessoas que lutam nessa direção têm seus olhos brilhando o tempo todo. Não se entregam, se desafiam todos os dias a humanizar cada vez mais o seu trabalho e a dignificá-lo com a busca da excelência. Passam do plano do choro ao plano da ação. Agem em direção ao equilíbrio pessoal e profissional, fazem mais do que os outros esperam; andam o quilômetro extra e por isso vencem e são mais felizes. E você? Pelo que brilham os seus olhos?

 

Poucos são aqueles que veem com seus próprios olhos

e sentem com seus próprios corações.

Albert Einstein

 

sexta-feira, novembro 29, 2013



 

Cada vez que você é honesto e conduz a si próprio com honestidade,

uma força de prosperidade impulsionará você em direção a um grande sucesso.

Cada vez que você mente, mesmo uma pequena mentira inofensiva,

existem fortes forças empurrando você em direção ao fracasso.

Joseph Sugarman

 

quinta-feira, novembro 28, 2013

Acreditar em algo

e não o viver é desonesto.

Gandhi

 

segunda-feira, novembro 18, 2013

Confiança

Autor:  John Ogilvie

 

No livro "Silent Strength for My life" (Força Tranquila Para a Minha Vida), John Ogilvie conta a história de um menino que conheceu numa viagem.

 

Ele observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu voo. Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos.

Ogilvie entrou no avião e viu que o menino estava sentado ao lado de sua poltrona.

 

O menino foi cortês quando Ogilvie puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar o tempo colorindo um livro. Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o voo enquanto as preparações para a decolagem estavam sendo feitas.

 

Durante o voo o avião entrou numa tempestade muito forte, o que fez com que balançasse como uma pena ao vento.

 

A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade.

 

Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor, ficou preocupada com a situação e perguntou ao menino:

- Você não está com medo?

- Não senhora, não tenho medo ? ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir. Meu pai é o piloto.

- - - - - -

Quando você tem confiança, nada pode lhe assustar.

 

sexta-feira, novembro 15, 2013



É preciso, no geral, acreditar em alguém, para,

no particular, realmente nele depositar confiança.

Hugo von Hofmannsthal

 

quinta-feira, novembro 14, 2013

O Poder da Validação


Autor: Stephen Kanitz

 

Todo mundo é inseguro, sem exceção.

Os superconfiantes simplesmente disfarçam melhor.

Insegurança é o problema humano número um. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?

Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle.

Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.

Segurança depende de um processo que chamo de "validação"

Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.

Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode se auto validar, por definição.

Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim".

Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é".

 

Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo.

Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros.

Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.

 

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".

domingo, novembro 03, 2013

 

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada,

caminhando e semeando, no fim você terá o que colher.

Cora Coralina

 

sábado, novembro 02, 2013

3 dias



Acordou como sempre fez, todos os dias a mesma rotina religiosamente. Levantou, foi de pés descalços até o banheiro. Voltou pro quarto e trocou seu pijama pela roupa de corrida que sempre estava preparada, pegou o celular com o fone e o suporte para o braço, foi até a cozinha e comeu uma xícara de cereal, o de açúcar era o da vez. Tomou o resto de leite que sobrou e saiu pelo portão em direção a rua. Corria todos os dias, havia criado um hábito.

Chegou em casa suado, foi ao computador checar os emails até seu corpo dar uma esfriada, tomar banho ao chegar não resolvia, acabava transpirando. Entrou no banheiro, escovou o dente, verificou a barba no espelho e viu que precisava dar uma aparada. Ligou o chuveiro no box, esperou um pouco a água esquentar, passou o creme de barbear, desembaçou o espelho pendurado ali, manuseou a gilete suavemente, usava creme mentolado, sempre gostou da sensação de refrescância.

Parou na frente do armário, pegou o terno a direita, usava todos em seqüência, coisas do toc leve que possuía. Ajeitou o nó da gravata, calçou o sapato, fechou a porta de casa e entrou no carro. Ligou o carro e no mesmo momento o rádio se fez ouvir nos auto falantes, a música então começou.

Ouvia todo dia a mesma coisa, ária na corda sol, de Bach, era a sua tradição, seu momento de reflexão como se fosse seus 5 minutos de preparação. Essa música sempre o acalmou, costumava dizer que gostaria que tocassem em algum momento especial algum dia, algo que se tornaria marcante como se a música fizesse todo o sentido. Era sentado ali no banco do seu carro com o motor ligado que ele voava, longe com pensamentos distantes e as vezes disconexos.

Mas aquele dia foi diferente, foi único. Enquanto cada nota da música ecoava, flashes de memória foram tomando conta da sua mente, foi então que se lembrou do passado, do que era, do que havia se tornado. Se lembrou dos momentos alegres de infância, aonde não existiam preocupações e a vida era relativamente curta para ter se tornado traumatizante.

Lembrou-se do tempo onde existia um lar, onde recebia um beijo de boa noite pra dormir e não via a hora de acordar no dia seguinte pra fazer barcos de isopor e levar na fonte da praça perto da sua casa. Seu primo era seu melhor amigo, cuidava dele, o defendia, foram criados juntos e enquanto ele era o pequeno da sala seu primo era o grandão, o forte que todas as outras crianças respeitavam e tinham medo. Eram inseparáveis.

Parado ali sentado no banco, seus olhos se encheram de água, lembrou-se do passado, refletiu no presente e finalmente se deu conta de que seu primo não estava mais ali.

Uma semana antes de morrer o Mário ligou pra ele, disse que queria conversar pois a muito tempo que não se falavam, reclamou que  estava sempre ocupado com a empresa, vivia para o trabalho e que gostaria de uma visita do seu primo. Oliver então disse que estava ocupado e que logo retornaria. Não retornou. Uma semana depois seu primo teve um aneurisma e morreu, no meio da rua. Dizem que ele sabia, ligou pra Oliver e pra todo o mundo dizendo que estava com saudades, declarando afeição por todos a quem estava brigado, tinha até escrevido uma carta de desculpas para seu pai. Eles tinham um relacionamento bem conturbado, tipico da familia vieira, quase como um clichê.
Um ano já havia se passado aproximadamente da morte do Mário e a ficha de Oliver ainda não tinha caido. As vezes pegava o celular pra ligar pro mario e quando se dava conta nem completava a ligação, no inicio fez muito isso, sem querer. Sempre teve problemas pra entender que seu melhor amigo não estava mais ali, não voltaria, não ligaria novamente pra ele na madrugada para simplesmente conversas coisas frivolas. Depois de um longo ano onde procurou se ocupar com coisas que não deixavam sua mente flertar com a realidade foi que ele se deu conta que seu primo tinha morrido.
Trágico, dolorido, revoltante, depois de um ano foi invadido por sensações que nem sequer tinham aparecido em seu corpo. No velório não chorou, olhavam para o Oliver e julgaram ele forte demais, uma rocha, na verdade ele nem neste mundo estava.
Chorou copiosamente por 40 minutos, não conseguiu tirar o carro nem 5 cm da vaga, parou ali, no seu momento, ouvindo a sua música pra refletir na sua vida, pra entender de uma vez por todas que seu melhor amigo de todas as horas nunca mais iria aparecer.
Desistiu de trabalhar, mandou um sms pois não conseguiria conversar com alguém pra dizer que ficaria em casa. Entrou no elevador e nem trancou o carro, abriu a porta de casa, pegou um refrigerante e foi para a sacada, gostava da vista. Olhou bem ao longe, onde seus olhos poderiam enchergar e suspirou forte, naquele dia estaria entregue somente aos seus pensamentos.