quinta-feira, fevereiro 20, 2014
terça-feira, fevereiro 18, 2014
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
Motivação, segundo Felipão
Em 2002, a convite de Luiz Felipe Scolari, tive o prazer de fazer um pequeno trabalho com a Seleção Brasileira que foi pentacampeã.
Mais do que o breve convívio com os craques de nossa seleção, o que mais me impressionou foi o estilo de liderança do técnico Felipão.
Em verdade, Felipão é um campeão em motivar pessoas. Quatro coisas me chamaram a atenção em sua liderança motivadora:
- 1. Ele ouve. Ouve muito os jogadores. É um verdadeiro pai. Na verdade um paizão que está sempre disponível a ouvir.
E o mais importante é que ouve com sentimento de escutar. Ele não faz de conta que ouve.
Ele ouve, comenta o que ouviu, discute o ponto de vista de quem fala, principalmente de seus liderados.
Ele ouve e aconselha. Ele sabe que seus liderados precisam ser ouvidos;
- 2. Ele acompanha o jogo. Ele é presente. Ali, na beira do campo, andando, como se quisesse entrar e jogar junto com seus jogadores, ele incentiva, grita com a voz do coração. Coração de quem ama seus liderados;
- 3. Ele não é falso. Ele demonstra suas emoções. Ele mostra suas decepções e alegria. Ele não hesita em pedir desculpas quando a emoção fala mais alto e alguém sente-se ofendido.;
- 4. Ele dá feedbacks imediatos. Ele cumprimenta; passa a mão na cabeça; dá um tapinha nas costas; faz sinal com os polegares, fazendo com que seus liderados saibam exatamente quanto erram e quando acertam.
Na seleção de Portugal, ele parece usar o mesmo estilo, a mesma liderança franca, direta, sincera, emotiva e, acima de tudo, eficaz.
Os comentários da imprensa e dos próprios jogadores de Portugal são os de que, com Felipão, todos sentem vontade de jogar, vontade de vencer. Ele consegue aquilo que todo líder mais deseja: que todos os seus liderados deem tudo para atingir um objetivo comum. E esta é a maior genialidade do Felipão: ele consegue formar em cada jogador, um incrível espírito de time, de equipe, de amizade e impregnar de afeto pessoas que competem entre si.
Pense nestas quatro atitudes altamente motivadoras na liderança do Felipão. Traga isso para sua vida pessoal e profissional e experimente o sucesso como um verdadeiro líder.
segunda-feira, fevereiro 10, 2014
Como você sabe quando ama alguém?
Eu costumava acreditar que o amor era como um acender de luzes. Algo que desperta. Você fica com uma sensação de devastadora. Bate em você com força de uma porção de tijolos. Ou uma flecha forte.
Quando você sabe, você sabe. Certo? Nem tanto. Após 38 anos de um casamento acabado, eu não vejo mais o amor dessa forma. Coloquei o cupido ao lado do Papai Noel e do Coelhinho da páscoa.
O amor é uma série de escolhas. A primeira é baseada em muitos fatores. Química, princípios, lógica, humor, inteligência, aparência física, o momento em que vocês estão em sua vida, o que querem ou precisam. A lista de estende e o valor de cada fator muda dependendo do indivíduo. Baseado nesses fatores, tanto podemos escolher começar o processo de amor ou não. Se decidimos entrar nesse processo, a decisão de amar pode nos trazer momentos como acender de luzes.
A maneira com que ele olha pra você, a forma que ela te faz rir, os pequenos bilhetes que ele deixa em sua bolsa, como ela faz você se sentir quando você não sente nada.
Mas assim como em uma viagem de avião, existe a turbulência. As brigas. Os desentendimentos. As pequenas coisas que lhe incomodam. As meias dele. As compras dela. Você começa a se questionar se fez a escolha certa.
Uma vez que você está em dúvida, precisa toma outra decisão: continuar a voar com essa pessoa ou pular do avião. E essa escolha é baseada em outros mil fatores. Novamente dependendo de onde o indivíduo se encontra na sua jornada.
Se você decidir pular, a assustadora queda livre pode tanto te fazer mais forte (crescer) quanto miserável (depressivo). Mas mais cedo ou mais tarde você se encontrará novamente no aeroporto esperando embarcar em outro avião.
Então você se depara com a turbulência. Ou não há turbulência. Ou você mudou de ideia sobre o destino. Em ambos há uma nova escolha: voar ou pular.
Amor é fazer uma escolha a cada dia, tanto de amar ou não amar. É isso. É simples assim. Tanto continuar o processo ou não. Se apaixonar ou não se apaixonar. Ainda em relacionamentos, especialmente em relacionamentos. Isso não significa que não amamos a pessoa, significa que somos deixamos uma escolha. Há uma diferença entre sentir amor por uma pessoa (se importar com alguém) e amar alguém (escolher amar aquela pessoa). Mas isso não significa que você escolheu amar aquela pessoa pra sempre. A escolha de amar não é um sentimento, é uma ação. E por isso é tão difícil. Por que exige que façamos algo e não falo somente em comprar flores. Significa colocar o seu querer de lado.
Assim como na química, a habilidade de amar não é uma constante. É uma variável. Ela flutua dependendo de onde você está na sua vida e o que você está enfrentando no momento. Às vezes é fácil amar, às vezes é extremamente difícil. Mas ao final do dia é sempre uma escolha.
Ainda que o amor varie isso também se intensifica. Isso significa que quanto mais tempo você fica nesse vôo e embarcam nessa jornada juntos, mais frutos esse processo vai gerar. O seu investimento traz lucro. Suas escolhas se tornam mais fáceis. Vocês de tornam mais fortes não somente como casal, mas como indivíduos assumindo que o processo do amor é saudável - o que significa que vocês dois estão fazendo o trabalho.
A escolha de amar cria oportunidades de atingir notas na vida que você nunca poderia atingir sozinho. E é ISSO que faz a escolha valer a pena.
Então como você sabe se é amor?
Essa não é a pergunta a fazer. A pergunta é: você escolhe amar essa pessoa ou não? Agora. Não amanhã. Hoje. Faça uma escolha. Sim ou não. Se a resposta é sim, ame o mais que puder, ame com tudo que você tem (sua capacidade agora nesse momento da sua vida).
Se a resposta é não, me prometa uma coisa.
Deixe a queda lhe fazer mais forte.
Texto de John Kim
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
Você gosta de ganhar?
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1
Você é daqueles que gostam de discutir só para ouvir o som de sua "maravilhosa voz"? Você gosta de ganhar todas as discussões, mesmo com as pessoas que você mais ama, esposa, esposo, filhos, amigos? Muitos têm a ideia de que ganhar com base na argumentação é reduzir a outra pessoa ao completo silêncio, diminuí-la e humilhá-la. Significa tornar evidente que as ideias ou contribuições dela não valem nada. Ganhar dessa forma significa perder um relacionamento. Ganhar assim é roubar da outra pessoa sua humanidade, sua singularidade. Palavras matam. Palavras de rejeição, de ódio e de negação assassinam ou desabilitam a pessoa para a vida. Podem deixar cicatrizes como as feridas causadas por uma pistola.
Numa avenida movimentada, um casal já está atrasado para o jantar na casa de amigos. O endereço é desconhecido. Antes de sair, porém, a esposa havia consultado um mapa. Ele dirige o carro, e ela o orienta. Pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele "tem certeza" de que é à direita. Discutem. Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal-humorados,
ela deixa que ele decida. Ele vira à direita, para perceber, então, que estava enganado. Com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e graciosamente diz que não há problema em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: "Querida, se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, por que não insistiu um pouco mais?" Ela responde: "Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga. Se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite. E algo que aprendi em minha vida de casada com você é que a melhor maneira de ganhar uma discussão é evitando-a. Por isso, tolero suas pequenas impertinências, pois você é muito maior do que elas."
Belíssimo exemplo. Essa história, intitulada "Ser feliz ou ter razão", aparece no livro A Arte de Lidar com Pessoas. Ela oferece uma verdadeira aula de habilidade na arte do relacionamento humano. Quanta energia é gasta apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de termos ou não. Quase todos nós sofremos da síndrome de "ter razão" e "impor ideias" a todo custo, desconsiderando o resultado final sobre as pessoas com quem convivemos. Busque hoje, pelo poder de Deus, a graça de ser tolerante.
Oração da Sabedoria
Plantai em meu coração a semente do amor.
E ajuda-me a fazer feliz o maior número de pessoas possível,
para ampliar seus dias risonhos e resumir asa noites tristonhas.
meus companheiros em amigos e meus amigos em entes queridos.
Não me deixes ser um cordeiro perante os fortes e nem um leão diante dos fracos.
Dá-me o sabor de saber perdoar e afastai de mim o desejo de vingança.
Enchei meu coração com a divina fé, para sempre louvar o vosso nome e arrancai de mim o orgulho e a presunção.
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Brigas de Casal
Macho e fêmea pertencem a mundos diferentes, são diferentes, pensam e sentem diferente, e se unem para se completar e não para se igualar. Mulheres amam e precisam falar sobre seus sentimentos e problemas; homens gostam de se fechar em si mesmos para balanço, para avaliar e resolver suas crises. A mulher quer melhorar o homem, o homem quer resolver os problemas da mulher. Mulheres adoram dar conselhos. Homens odeiam ouvir conselhos da mulher, pois se sentem reprovados e incapazes. A personagem de um filme policial disse: "Quando um homem olha para uma mulher, ele a imagina sem roupa. Quando uma mulher olha para um homem, ela o imagina com uma roupa melhor."As mulheres se queixam para receber atenção, carinho e proteção, e odeiam ouvir repostas objetivas, frias, casuais. Se ela diz:"Estou com frio", quer ser aquecida pelo abraço do homem. Mas este normalmente responde: "Pegue um agasalho", e ainda acha que foi muito atencioso.
Homens e mulheres podem aprender muito um com o outro e melhorar a vida e a estrutura emocional, amadurecer e construir uma relação muito rica e gratificante se cada um der ao outro não o que quer receber, mas o que o outro precisa. A mulher sábia aprenderá a responder:" Querido, que agasalho é melhor que um abraço seu?" E o homem sábio a tomará nos braços, num longo e carinhoso abraço. E o que é uma mulher sábia? É aquela que ama seu marido e , em vez de se opor a ele, sente-se responsável e atraída por ele. Da mesma forma, um homem sábio é o que está sempre pronto a compreender e acolher a esposa em suas reais necessidades. São diferentes, sim. Não imcompatíveis. e "viva a diferença"!
Quanto a causas de desentendimentos, buscar culpados é uma armadilha perigosa, já que tudo tem uma causa antes da outra, infinitamente. Uma mulher andava irritada, cansada e sem disposição para tolerar o barulho das brincadeiras dos filhos; castigava-os sem razão. Por que estava nesse estado? Porque seu marido não parava em casa e não lhe dava atenção. Por que seu mardio fazia tal crueldade? Porque não suportava mais as queixas da mulher sempre nervosa e insatisfeita. Por que ela estava tão insatisfeita e reclamando? Porque ela estava carente, mas seu marido entendia que ela estava brigando com ele, que ele não fazia nada direito, que a incomodava. Então ele saía de casa para evitar mais atrito. Mas o que a mulher queria mesmo era a presença, companheirismo, atenção e carinho. Então de quem é a culpa?
Do livro Sexualidade Plena
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
Marido acorda de cirurgia com amnésia e fica radiante ao descobrir beleza da mulher
Meu filho, você não merece nada
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
quinta-feira, janeiro 30, 2014
Sobrevivente da Maratona de Boston fica noivo de sua enfermeira
James Costello conheceu Krista D’Agostino na clínica de recuperação e se apaixonou imediatamente; o casamento deve acontecer em breve
Lá, conheceu Krista, enfermeira responsável por ajudá-lo durante o período de recuperação. A empatia foi imediata e foi preciso poucas horas de conversa para que eles percebessem que estavam apaixonados um pelo outro.
terça-feira, janeiro 21, 2014
Amores mal resolvidos
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de sol, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade.
Metade deste povaréu sofre de dor de cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estima, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isso acontece?
Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto.
Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo.
Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não.
Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceria, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia, sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade.
É preciso passar por todas as etapas:
atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize.
Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente!!
(Arnaldo Jabor)
segunda-feira, janeiro 20, 2014
Poema

Eu não quero a tua alma,
Eu deixarei intacto o teu ser a tua pessoa inviolável
Eu quero apenas uma parte neste prazer
A parte que não te pertence.
quinta-feira, janeiro 16, 2014
A gente se acostuma
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia!
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
•Extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco
Marina Colasanti
quarta-feira, janeiro 15, 2014
Amigo não tem defeito
O dono respondeu: - Entre R$ 30,00 e R$ 50,00.
O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas: - Só tenho R$2,37. Posso vê-los???
O homem sorriu e assobiou...
De trás da loja saiu sua cachorra correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando para trás. O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.
- O que aconteceu com esse cachorrinho? - perguntou.
O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida.
O menininho se emocionou e exclamou: - Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
E o homem respondeu: - Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente. E o menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse: Eu não o quero de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo.
Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo.
O homem respondeu: - Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos.
O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal.
Olhou de novo ao homem e lhe disse: - Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda.
O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas...
Sorriu e disse: - Filho, só espero que cada um destes cachorrinhos tenham um dono como você!!!
Moral da história: Na vida não importa como somos, mas que alguém te aprecie pelo que você é, e te aceite e te ame incondicionalmente.
terça-feira, janeiro 07, 2014
O que queremos deles
Mas afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos?
Em primeiro lugar, que ele nos ame muito; muito, mas não exageradamente. Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar).
Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos.
Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar, se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar, mesmo que acabe fazendo o que quer, sem dar a mínima para nossa opinião.
Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele está pensando. Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama. Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silêncio.
E ser capaz de, na hora de uma briga, dizer "vem cá, sua boba", e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. Ah, como é bom um homem assim.
Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama.
Mas a cada cinco minutos pode perguntar, enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir para você levar uma cerveja e dizer "vem sentar do meu lado para ver o jogo". Esse jogo não nos interessa nem um pouco, mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes.
E quando o time dele fizer um gol e ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino.
Não basta ser mulher: tem que participar.
A hora de ir para a cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você.
E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir; isso é crime que nenhuma mulher perdoa.
E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa - não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem, aí é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz.
É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, é?
Crônica de Danuza Leão.










