Engraçado o que a vida faz com a gente, cheio de altos e baixos parecendo mais maré indo e vindo conforme a lua, algo sem sentido e sem explicação que só nós mesmos podemos sentir e ngm mais.
Tantos sentimentos, tantas preocupações, tanta responsabilidade que as vezes parece que me perco na minha própria vida e fico horas tentando achar a mim mesmo sem sucesso, sem ao menos ter uma pista de onde eu possa ter ido, sem ouvir ao menos a minha própria voz chamando por socorro, nem um sussurro, nem um suspiro, apenas o absoluto silêncio.
Coração bate, bate forte, bate fraco, ou as vezes parece até que para de bater, parece que em alguns momentos algo sufoca e o calor da vida se vai e o frio gelado que te pega de surpresa se espalha deixando tudo parado no tempo que insiste em não passar e com isso o que resta é apenas vagar e andar por ai, mas onde estou??????
Olho de trás da árvore, de trás do muro ou ali naquele quartinho escuro com o chão coberto de lágrimas dos tempos passados e vou seguindo.
Busco por mim mesmo que as vezes penso não estar perdido, ou as vezes me ajudo a me esconder mais ainda me perdendo em meu próprio eu e assim segue, assim continua e assim o fim fica cada vez mais perdido entre seu próprio tempo.
Não sei até quando vai a dor, nem sei se ainda sinto dor, nem sei se sinto alguma coisa e quando penso em esmago tal sentir em pesos e toneladas.
A vida machuca, a vida constroi, a vida ensina, a vida vem com a mão pesada e t bate tão forte na cara que as marcas ficam pra sempre, a vida faz um afago na sua cabeça, a vida é mãe, a vida e algo simples, nada mais nada menos do que uma simples "vida".
Tempo, vida, dor, muro, portas abertas, rosa, espinho e de tudo posso apenas tentar viver o hoje, pensar que ainda levarei muitos tapas e receberei muitos afagos e mesmo assim penso que nunca se deve desistir, não podemos fechar nosso coração e sim abri-lo de uma forma linda, brilhante, cheia de luz resplandecente e aprender em todas as coisas sejam elas pequenas ou grandes e assim um dia chegar, olhar aquele mesmo mar imenso, dessa vez calmo, sereno, num céu coberto de estrelas e ver que valeu a pena e assim sentir um leve calorzinho no que chamamos de coração e ver que enfim vivemos uma vida inteira não vazia, mas plena.
Por André Lenz
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