Amo a vida ! Amo a luz ! Amo as árvores ! Amo
a poesia que escrevo e entusiasta declamo
aos que sentem como eu a alegria de amar !
Amo a noite ! Amo a antiga palidez do luar !
A flor presa aos cabelos soltos de algum ramo !
Uma folha que cai ! Um perfume no ar
onde um desejo extinto sem querer inflamo !
Amo os rios ! E a estranha solidão em festa,
dessa alma que possuo multiforme e inquieta
como a alma multiforme e inquieta da floresta !
Amo a cor que há nos sons ! Amo os sons que há na cor !
E em mim mesmo - amo a glória de sentir-me um Poeta
e amar imensamente o meu imenso amor !.
(Soneto de JG de Araujo Jorge - coletânea -
"Meus Sonetos de Amor " 1a edição1961 )
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