A Palavra de Deus é o fundamento da nossa fé e, portanto, é pela Sua
Palavra que podemos obter as evidências de nossa posição diante de Deus.
Não devemos fazer de nossos sentimentos uma prova pela qual discernir
se permanecemos ou não no favor de Deus, se são sentimentos
encorajadores ou não. Tão logo começa a olhar para os próprios
sentimentos, a pessoa entra em um terreno perigoso. Se estiver contente,
sente-se confiante de que está em condição favorável, mas quando ocorre
uma mudança – como certamente ocorrerá, pois as circunstâncias vão se
arranjar para que os sentimentos de depressão entristeçam o coração –,
aí a pessoa será naturalmente levada a duvidar de que Deus a aceitou.
[...]
Dificuldades e sugestões serão apresentadas por Satanás à mente
humana para que ele possa enfraquecer a fé e destruir o ânimo. Ele tem
múltiplas tentações que aos montões invadem a mente, uma após outra;
mas, estudar de perto suas emoções e ceder aos sentimentos é entreter o
mau hóspede da dúvida, e assim procedendo, emaranhar-se nas
perplexidades do desespero. [...]
Não exalte seus sentimentos, falando neles e os adorando, quer
sejam bons quer sejam maus, tristes ou animadores. [...] A Palavra de
Deus deve ser sua segurança. […] Há uma batalha na qual cada um de nós
deve se empenhar, que tem como alvo a coroa da vida. Palmo a palmo o
vencedor deve combater o bom combate da fé utilizando as armas da
Palavra de Deus. Ele sempre deve enfrentar o inimigo com um “Está
escrito”. [...]
Quando o inimigo começar a afastar a mente de Jesus, ocultando
Sua misericórdia, Seu amor, Sua plena suficiência, não empregue o
precioso tempo refletindo em seus sentimentos, mas fuja para a Palavra.
Cristo é apresentado nas Escrituras como Aquele por meio de quem Deus
criou o mundo. Ele é a luz do mundo e, à medida que aquele que busca a
luz estuda a Palavra, receberá a iluminação celestial. [...]
O que esperamos realizar quando pensamos no desejo de ter o
mundo inteiro convertido para Jesus, crendo em Seu amor perdoador,
quando nós mesmos não acreditamos em Seu amor nem descansamos em Sua
graça? Que possibilidade teríamos de guiar outros à completa segurança, à
simples fé infantil em nosso Pai celestial, quando estamos medindo e
julgando nosso amor a Ele por nossos próprios sentimentos? (Signs of the
Times, 3 de dezembro de 1894).
Por Ellen White
sexta-feira, março 08, 2013
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