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sexta-feira, fevereiro 21, 2014
Como superar os conflitos na relação
Psicanalista explica que só amor não é suficiente e as conversas ajudam a manter o casamento ou namoro
Por Julia Reis
O começo de um relacionamento é cheio de paixão e
descobertas. Por isso mesmo a convivência costuma ser mais fácil e as
brigas menos constantes. Mas com o tempo e a intimidade, é normal que os
problemas apareçam – e os casais precisam estar preparados para lidar
com a situação e voltar para o clima de tranqüilidade.
Se problemas são inevitáveis, a palavra é tão forte quanto o amor para superar a situação
Discussões são esperadas em uma relação, segundo o psiquiatra e
psicanalista Alfredo Simonetti. “Sempre chega uma hora que aparecem os
desencontros, tédio, ciúme, medos, questões financeiras ou sexuais”,
diz. “Isso é conseqüência natural da vida a dois e acontece não porque o
amor acabou, mas porque somos humanos”, avalia ele, que é autor do
livro “O nó e o laço – Desafios de um relacionamento amoroso”.
Um casamento feliz não é aquele sem brigas, mas o que as
pessoas aprenderam a transformar o conflito, ou nó, em laços amorosos.
Para isso, as palavras no tom certo são fundamentais. De acordo com
Simonetti, não é o amor que salva as relações, mas a conversa. “O amor
não é suficiente. Ele bota o time em campo, mas o resultado depende de
outras coisas”, diz.
A palavra como aliada
Um dos primeiros desafios da conversa de casal é conciliar o gosto pela
palavra. De maneira geral, o homem precisa aprender a falar mais e a
mulher perceber que nem tudo é para ser dito.
Apontar o dedo para o outro e responsabilizar o parceiro é uma das
atitudes mais comuns nas discussões. Isso deixa a outra pessoa em
posição de defesa e torna o debate improdutivo. A sugestão do
psicanalista é que o discurso seja sempre individual, falando de si. “Eu
me sinto infeliz quando você grita”, exemplifica Simonetti.
Outro comportamento que o médico critica são as discussões em público de
assuntos íntimos. Debates envolvendo terceiros expõem o outro e tornam o
clima em tribunal.
Algumas mudanças na rotina também apresentam resultados, alterando o
foco de um conflito constante. Como exemplo, Simonetti cita um casal que
decidiu manter banheiros separados na casa, e outro que criou um dia
específico no mês para os dois fazerem reclamações.
O psicanalista ressalta que cada casal tem que encontrar sua própria
fórmula de conversa. Como não há modelo, cabe a cada casal afrouxar os
nós na relação de acordo com seu jeito.
Se problemas são inevitáveis, a palavra é tão forte quanto o amor para superá-los.
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