Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem, mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...
Muitas vezes achamos a vida cretina demais. Amyr Klink disse "um dia é preciso parar de sonhar, tirar os planos da gaveta e, de algum modo, começar."
Mas como começar? Começar não é tão simples. Precisamos mudar para começar. E a mudança sempre implica uma perda. Temos que abdicar de algo para mudar, para fazer um novo começo. Começos exigem preparação psicológica. Começos e mudanças assustam. Não basta ter um plano, foco, projeto, sonho. Tem que ter vontade também. E força de vontade. Energia. Força interior e coragem. Acho que a palavra-chave é coragem. Arregaçar as mangas e dizer pra si mesmo "vou encarar". Não basta querer.
Dizem que querer é poder. Não concordo. Vontade não é tudo, é importante, fundamental, uns 30%. Mas não basta. É somente um passo. O resto é coragem.
Quando a vida está cretina demais, vemos os defeitos, os contras e os erros. Enxergamos com clareza o que está fora do padrão. Fora de esquadro. E pra dar a volta por cima? Mudar? Modificar? Transcender? Não é fácil. É um trabalho árduo e, por vezes, doloroso. Vem de dentro. É um "click". Dá um click-interno.
Um belo dia algo dá uma sacudida dentro de nós, é uma espécie de remexida...renascimento. Temos que parar. Muitas vezes temos que morrer. Morrer e renascer. Vida cretina não me basta. Quero v-i-d-a. Viver é jogar, apostar...sem saber se iremos ganhar ou perder. É sonhar. Acordar. Dormir. Mudar. Renascer todos os dias. Morrer. Parar. Continuar. Relembrar. Mas, principalmente, viver é ter coragem.
sábado, julho 20, 2013
Se fracassar, ao menos que fracasse ousando grandes feitos,
de modo que a sua postura não seja nunca a dessas almas frias
e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota.
Ela gostava de homens loiros, mais velhos, altos, sarados, bronzeados e intelectuais. Ele gostava de loiras, baixinhas, de olhos verdes e meigas. Esse era o par-padrão de ambos. Até que...ela se apaixona por um cara moreno, mais novo, baixinho, barrigudo e ignorante. E ele fica de quatro por uma mulher que mede quase 2 metros, ruiva, de olhos castanhos e temperamental. Fugiram dos "padrões"? Sim.
O cupido não escolhe, ele age. Dá uma flechada certeira naquele que a gente menos espera. Não tem como explicar a paixão, nem o amor. Se não podemos explicar, como podemos entender? Amor não se explica, se vive. Amor não se entende, se vive.
É só sentir e pronto. Pode pegar dicionário, gramática, enciclopédia. Pode até procurar no google. Não há como entender.
Nossa, o que eu vi nele? Ele não faz meu tipo. Por sinal ele é tudo que eu detesto e abomino num homem. Mas eu amo. Eu sinto. Eu quero.
Ela é braba demais. E estranha. Porque diabos me apaixonei? Ele tem manias esquisitas e está totalmente fora dos meus padrões de beleza.
Cupidos são traiçoeiros. Por isso não entenda, apenas ame. Viva. Sinta. E reveja seus padrões.
O nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu..."
(Cazuza)
Será que a gente inventa o nosso amor? Mais ou menos. Detesto o mais ou menos, sou adepta do 8 ou 80. "Mais ou menos" pra mim não existe...só nesse caso.
Um belo dia conhecemos uma pessoa. Acontece algo dentro de nós. Pura mágica. Temos a sensação de que aquela pessoa é a nossa metade, quem buscávamos desde muito tempo. Aquela criatura que chegou para nos completar, nos fortalecer.
Mas (sempre tem um "mas") juntamente com esse clima de magia vem a projeção. Construímos uma imagem em torno do ser escolhido. Criamos uma ilusão e, por vezes, colocamos o amado num pedestal. Ele se torna intocável, seguro e protegido. E o pior: sem defeitos. Sim, no começo tudo é lindo e florido. É uma equação: paixão + castelos de areia = ser amado.
Não há nada melhor do que o tempo e a convivência para percebemos o que realmente é latente, o que grita dentro de nós e o que sentimos de verdade. Tudo isso somado ao fato de que, com o tempo, as pessoas mostram quem realmente são.
E quando o amor acaba, o que nos resta? O que pensamos? Ele existiu?
Sim, existiu. O que é nosso as pessoas não tiram. Só nós sabemos o que sentimos, o que fala nossa alma. Amamos, nos entregamos. E o "ser perfeito"? Ele não era perfeito. Ilusões e castelos de areia são criados e são, realmente, inevitáveis. Acredito que, de fato, nós "inventamos" o nosso amor.
Sentimos, mas criamos. Amamos, mas valorizamos qualidades talvez inexistentes.
Inventamos o amor para viver. Inventamos o amor para evitar a solidão. Muitas vezes os castelos são desmoronados pela vida, mas nos agarramos ao passado, procuramos construir tudo novamente, numa tentativa incessante de evitar o confronto com a desilusão e com o medo de ficar só.
Leo Jaime quer encontrar a fórmula do amor. Eu quero encontrar a lógica do amor. E vocês?
"Não
tenho nenhuma compaixão por Romeu e Julieta. Eles não experimentaram nenhuma
crise de relacionamento antes do fim. Nenhuma discussão no trânsito. Uma
briguinha para quem iria se levantar para chavear a porta. Não reclamaram dos
excessos, da bagunça do quarto ou por voltar tarde e não ser delicado entre
amigos. Não provaram do veneno dos costumes, do terror de se entregar demais e
perder a cabeça, ou do pudor de se entregar de menos e se afastar. Conheceram o
ímpeto do amor, não o amor. Não descobriram a medida, o equilíbrio exato de dois
corpos, que demora anos de convivência para aparecer. Para mim, Romeu e Julieta
continua sendo apenas um bom charuto. Mas estrago meu rímel natural com casais
que morrem juntos na velhice. Esfolo os joelhos do rosto. Sangro os lábios.
Depois de meio século de vida em comum, um não sobrevive à morte de sua
companhia. Desistem. Perdem o sentido de respirar com o enterro da esposa ou do
marido. Ficam emparedados pelo passado. A cozinha não terá saída; o quarto não
terá lado; a sala não terá janela; a manhã não terá a companhia do café e da
leiteira fervendo. A casa que mais adorava em minha rua José Bonifácio terminou
destruída. Residência antiga de dois andares, verde como um pinheiro no alto da
montanha, desfrutando inclusive de água-furtada. É agora um poço de ruínas,
paredes fatiadas, escombros e uma estranha mesinha para aves descansarem da
fartura dos farelos. Não duvido que seja transformada em mais um estacionamento.
Meu filho passa pelo terreno minado com o olhar arrastado, antes recebia balas e
brincadeiras de seus moradores Sady e Heidi, que cuidavam com capricho do
jardim, dispondo anões e bichos de pedra pelas roseiras. Os dois viveram
sessenta anos de casamento. Quando Heidi faleceu neste ano, Sady não durou cinco
dias. Seu espírito altivo, lépido e incansável, de quem se acordava às 6h e
saracoteava pela cidade, apagou-se repentinamente. A carne cedeu, o rosto
murchou, ele adoeceu de ausência. Ambos cumpriram um pacto de vida mais do que
de morte. Não admitiram a distância dos sete dias da missa - era muito longe.
Não admitiram o aparte de uma semana - era muito tempo. Embarcaram no invisível
de ombros dados. Heidi nem entrou no paraíso, esperou na porta seu marido, como
se fosse um segundo altar. O mesmo posso falar de Stella e Dorival Caymmi. Stela
deixou a cena 11 dias após a despedida de Dorival. Foram casados durante 68
anos. Dorival morreu porque Stella baixou o hospital em estado grave. Stella
morreu quando soube (pela intuição que só os pares de dança têm) que Dorival
guardou sua voz no estojo. Um dependia do outro. Não aceitaram a viuvez. A
viuvez era também uma infidelidade. Uma traição ao casamento. Mostraram a Deus
que não é ele que manda aqui, ajuda ou atrapalha, não manda. O livre-arbítrio é
da lealdade. Escolher a hora de pôr a aliança, e escolher a hora de se pôr na
aliança."
Há
quem diga que ele é inevitável, que qualquer relação o envolve. Há quem
pense que ele é uma espécie de "tempero" para os relacionamentos. Há
quem o veja como uma prova de amor. Independentemente de como ele seja
percebido, a verdade é que o ciúme está presente em boa parte das
relações. E é até natural que esteja. Quando gostamos de alguém,
tendemos a querer que a pessoa seja só nossa ou pelo menos mais nossa do
que dos outros. Mas sabemos que a pessoa que amamos tem uma vida
própria, com um passado, amigos e afazeres. É aí que surge o ciúme, a
partir do incômodo gerado pelo reconhecimento de que somos pessoas
diferentes.
Mesmo que o ciúme seja muito frequente nas relações, ele pode se
manifestar de diferentes formas e pode ter diferentes graus. Ele pode
ser só aquela "pontinha de ciúme" inofensiva que não chega a gerar
atrito entre o casal. Mas pode ser também o oposto disso, ou seja, algo
que atrapalha a relação, que abala o convívio, que gera estresses,
ansiedades, desentendimentos, brigas e até separações. Enquanto o
primeiro tipo não chega a ser um problema, o segundo certamente é e é
exatamente ele que precisa de controle. Mas como?
Bem, em primeiro lugar o ciúme exagerado está ligado à insegurança. Se
eu tenho tanto medo de ser trocada por outra (outra pessoa, outra
coisa...), é sinal de que não me sinto tão importante assim na vida do
meu amor. E se eu não me sinto importante é porque eu não o vejo dar
sinais da minha importância ou o que é ainda mais comum, porque eu não
me valorizo o suficiente. Se eu não me sinto bonita, legal, divertida,
interessante, atraente, provavelmente vou morrer de medo de o meu par me
trocar por alguém que tenha todas essas qualidades. Nesse caso, o
problema é muito mais meu, comigo mesma do que entre eu e o meu
companheiro. Se você se identifica com essa historinha hipotética é a
hora de pensar por que você não está se valorizando. Lembre-se que seu
par te escolheu e se ele te escolheu foi graças às suas qualidades. Se
você não as enxerga, não tenha dúvidas de que seu amor as percebe e as
reconhece.
Outro fato importante, e que nem sempre o ciumento percebe que ciúme
exagerado é chato. Tente se colocar no lugar da outra pessoa e pense
como é chato ter alguém sempre desconfiando, sempre fazendo mil
perguntas, implicando com tudo e com todos, criticando tudo e a todos. É
chato, desgastante e principalmente é algo capaz de afastar a outra
pessoa do que de aproximá-la. Quem tem um ciumento ao seu lado
geralmente se sente sufocado, pressionado.
Por esta razão, se você está sentindo aquela "coceirinha" do ciúme e não
está conseguindo controlá-la de maneira alguma, tente conversar com um
amigo que seja minimamente neutro e imparcial. Peça a opinião dele e
pergunte o que ele pensa, pergunte se você está exagerando ou peça
ideias para contornar a situação. Uma pessoa de fora que não está
diretamente envolvida na situação pode ser um excelente parâmetro para
você entender se seus ciúmes estão ou não passando dos limites, se você
tem razões objetivas para senti-lo ou não, além de ser um ótimo meio de
extravasar suas emoções.
Por último, uma dica que pode ajudar os relacionamentos a sobreviverem
ao ciúme exagerado: o diálogo. Se o ciúme é na maioria dos casos,
sinônimo de insegurança, a conversa pode ser um ótimo meio de transmitir
mais segurança para o ciumento. Veja bem, quando me refiro à conversa,
não estou falando de acusar, apontar o dedo, gritar, espernear, tentar
controlar, fazer chantagem... Nada disso! Pelo contrário, em vez de ser
uma ocasião para cobranças, a conversa pode ser um bom meio de expor os
próprios sentimentos. Dialogar é chegar e dizer: "Olha, eu sei que você
não tem culpa, eu sei que eu posso estar exagerando, mas a verdade é que
eu estou morrendo de ciúmes e não sei o que fazer. Me ajuda?". Dividir
os sentimentos com a outra pessoa, pedir ajuda, tentar buscar uma
solução conjunta, é assumir que está tendo uma dificuldade e quer
melhorar. E conversando a gente pode conseguir mandar o duende verde do
ciúme embora (ou pelo menos deixá-lo sentado quietinho num canto sem
atrapalhar a nossa vida amorosa).
Eu
acredito tanto na força do pensamento. Acho que quando a gente pensa e
sente o bem ele acaba voltando. Em dobro, triplo, infinito. Não dá pra
ter pressa, mas dá para guardar aquela certeza no fundo do peito: as
coisas boas acontecem, sim, para quem distribui o bem por aí.
Sei
que nem sempre dá para sorrir para as pancadas que a vida dá, tampouco
oferecer a outra face. Tem coisa que é difícil de engolir, tem ferida
que arde, tem cicatriz que incomoda, tem machucado que custa a sarar,
tem incomodação que tira a gente do sério. Mas tudo tem jeito, entende?
Nada é definitivo, nada é um ponto final, nada é irreversível.
Penso
que sempre dá para encontrar aquela luzinha que brilha lá no fim do
túnel. É claro que muitas coisas não estão nas nossas mãos e dependemos
dos outros para fazer acontecer outras tantas. E sei, sei mesmo que isso
é uma grande chatice. Mas a solução não é entrar em desespero, não é
derramar um riacho de lágrimas, não é ficar impaciente, não é dar corda
para a insônia, não é fazer cabelos brancos e ruguinhas se proliferarem
em você.
Tenho
a péssima mania de querer que tudo se resolva num piscar de olhos e não
é todo dia que é fácil. Certas coisas levam tempo, não são a jato,
precisam de empenho, esforço, decisões. E a vida, meu amigo, é de quem
batalha, não é de quem espera que uma graça aconteça todo santo dia.
Já
desisti do que foge do meu alcance. Procuro dar o máximo de mim em cada
situação, mas se o negócio emperrou, se a chave não gira, se a mula não
anda, se vaca está indo para o brejo simplesmente deixe ela ir. Deixe.
Largue de mão, pois às vezes a vida precisa mesmo virar do avesso. Não
tente impedir que o mundo desabe. Deixe ele desabar, deixe os caquinhos
se espatifarem no meio da sala de estar, deixe o gelo derreter, o bolo
desandar, a canoa virar. E aprenda que muitas vezes o importante é se
deixar desconstruir para depois fazer as coisas de outro jeito, mais
fortes, melhores.
Decidi mudar. Não dá mais para continuar sofrendo quieta, de agora em
diante vou pagar na mesma moeda. E se tiver que ficar devendo, tudo bem.
Não é assim que as pessoas vivem? Pelo que sei, todas elas dormem bem
tranquilinhas à noite, quando repousam seus cabelos cheirosos nos
travesseiros com cheirinho de amaciante e têm bons sonhos. Chega de me
estressar, de ficar angustiada, de tentar resolver, de amenizar,
apaziguar, dar um jeito. Se não tem jeito, dane-se. Nem sempre o remédio
aparece, às vezes a vida é que cura as nossas pequenas doenças.
A verdade é que o cansaço tomou conta, não tem razão para continuar
nessa farsa eterna, nesse tormento sem fim. Chega, se os outros não se
colocam no meu lugar não faz o menor sentido eu continuar me colocando
no lugar dos outros. Na vida é assim: é dando que se recebe, é fazendo
que se consegue, é deixando pra lá que se deixa pra lá. Sei que meu
papinho está de botequim, depois que a gente toma umas e outras e
resolve soltar a língua, trazer à tona velhos desabafos, pensamentos,
impressões e sugestões. Já reparou que quando estamos de pileque
resolvemos dar sugestões para quem está na nossa mesa, na mesa ao lado,
transeuntes, garçons e quem mais se atravessar no nosso caminho?
Então, é isso: estou de pilequinho sem ter bebido, apenas senti uma
vontade louca de dizer que não quero mais viver nessa palhaçada toda.
O ser humano é imundo, sim, muito egoísta e só pensa nele mesmo. Ninguém
tem a coragem de abrir bem o olho, pegar uma lupa e analisar cada
probleminha do outro, ninguém pensa se aquilo que está dizendo vai
ofender, ferir, magoar ou devastar a outra pessoa. Todo mundo quer falar
e hoje em dia todos têm algo a dizer, ainda que ninguém ouça. Ninguém
se importa se não for ouvido, o que querem é abrir a boca e vomitar
palavras. Por isso, hoje estou no embalo do povo: vomitando.
Uma hora a ficha cai e a gente resolve apertar no stop. Fazer papel de
boba, pra quê? Não, não, agradeço, mas dispenso. Não quero mais dar
valor ao que não pode ser tão valorizado. E me pergunto: por que diabos
eu sou tão mongolóide e sinto? Meu Deus, como é ruim sentir. Hoje em dia
a moda é exatamente o inverso: não sentir. Não sentir, não se importar,
não tentar, não se preocupar com quem está em cima, embaixo, ao lado,
na porta da frente. A moda é olhar para si mesmo, fechar as janelas e
esquecer todos os temores do mundo. Por isso, me despeço e digo que vou
junto com eles.
(Então eu me belisco forte, vejo que tive apenas um ataque de fúria,
passo a borracha no que disse e sigo sentindo. Porque isso é o melhor
que a vida nos oferece.)
Homens e mulheres agem de maneira diferente quando estão tendo uma relação extraconjugal. Aprenda a reconhecer alguns indícios
Por Bianca Castanho
Você conversa com seu parceiro ou parceira e, ao tocar em
assuntos como traição, percebe que ele ou ela começa a coçar o rosto.
Os olhos piscam mais rápido e a postura se contrai. Gestos pequenos, que
muitas vezes passariam despercebidos, podem significar algo muito
maior: ele (ou ela) está te traindo. Getty Images
Mulheres querem realizar fantasias e se sentir desejadas: segundo expert, elas passam a se arrumar mais quando estão traindo
Não são apenas poucos sinais que vão dizer com
toda certeza o que se passa na vida de seu parceiro ou parceira. Mas
alguns indicativos podem ser levados em consideração.
A começar pelo discurso e pelo estilo de vida dele (ou dela). “É
perceptível a falta de comprometimento em relação ao matrimônio, à
relação estável. Falta disponibilidade e tolerância, que podem ter a
traição como consequência”, comenta a advogada especialista em direito
da família, Fabiana Garcia.
De acordo com João Oliveira, psicólogo e autor do livro
“Saiba Quem Está à Sua Frente” (Wak Editora), é possível perceber pela
conversa se alguém está mentindo. Porém, antes de julgar, procure sondar
e descobrir por que a verdade não está sendo dita. Pode ser que seu
parceiro ou parceira esteja tentando te proteger de uma perda ou
estreitar laços afetivos.
A “mentira da traição” está no grupo das mentiras por
medo. Quando alguém mente por medo – ou seja, por saber que terá
prejuízo caso a verdade venha à tona – a linguagem corporal permanente é
a da retração. Ocultam-se as palmas das mãos, o olhar foge e a expressão no rosto é de apreensão
– ou raiva, dependendo da pressão a que o suposto mentiroso está sendo submetido.
As respostas são mais lentas
e os pés vão apontar para algum ponto de fuga.
Provavelmente, a porta mais próxima do local. “Observando as possíveis
situações emocionais podemos perceber como elas implicam nas alterações,
às vezes totalmente contrárias, da linguagem corporal e expressões
faciais”, comenta João Oliveira.
Outra tendência, nesse tipo de confronto, é a de proteção.
Ao colocar os braços na frente do esterno (o osso que fica no peito) ou
deslocá-los para a altura da barriga, a pessoa que está sofrendo o
interrogatório busca proteger seus pontos sensíveis, técnica
inconsciente adotada durante a evolução humana.
A coceira no rosto
e as piscadas mais rápidas
significam uma enorme quantidade de sangue circulando mais rápido, como o preparo para uma fuga. Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Angela Detetive, 50 anos de experiência: a traição é um sinal de que algo está errado no relacionamento
Os sinais de traição, normalmente, variam
entre homens e mulheres. “Quando a mulher começa a trair e se envolve,
ela acaba demonstrando para o marido uma insatisfação que normalmente
resulta em divórcio. Não é raro as mulheres pedirem a separação por
isso”, diz Fabiana.
Segundo o detetive Mário Yamauchi, da Agência
Elite Detetives, a busca por investigação conjugal responde por cerca de
70% dos casos – e com uma margem de 8 flagrantes a cada 10
investigações. “A maioria dos casos extraconjugais acontecem com colegas
de trabalho. Os sinais que mais geram desconfiança são o contato telefônico,
os horários que mudam de uma hora para outra
e a necessidade de ficar até mais tarde”,
exemplifica o detetive.
Para ele, os sinais mais claros de que algo está errado
em uma relação é a ausência do homem e o temperamento da mulher. “A
mulher muda o seu comportamento, ela briga mais para tentar dar um fim
na relação”.
O fato de a mulher ser mais afetiva, no entanto, não é
uma regra e não a faz menos cuidadosa. Para a espanhola Angela Detetive,
que trabalha no ramo há 50 anos, quando a esposa se sente abandonada
pelo marido, tem uma tendência em procurar o que falta no seu casamento
de maneira muito mais planejada. “As mulheres querem carinho, sexo e
também têm fantasias. São mais espertas quando têm um caso e costumam
ter álibis concretos e convincentes”, comenta a detetive, que se lançou
na profissão depois de flagrar seu próprio marido a traindo.
Para ela, os sinais básicos da traição são diferentes. “O homem fica mais distraído,
parece que está constantemente em outro lugar. Já a mulher, quando tem
um amante, se sente desejada. Consequentemente, se arruma mais e fica mais bonita”,
exemplifica.
Para a advogada Fabiana Garcia, as pessoas passaram a ser
menos cuidadosas com as redes sociais, tornando mais difícil esconder
os sinais de um caso extraconjugal. A detetive Angela concorda. “As
pessoas não sabem disfarçar uma traição online. Quando o cônjuge entra
na sala, elas fecham o computador, o que já é um sinal de desconfiança.”
Dos pequenos gestos e expressões faciais até a prova
explícita, o fato é que traição significa que o relacionamento está com
problemas. É importante conversar com o cônjuge e tentar resolver o que
está dando errado. “O casamento é feito pelo casal. Você tem que ter uma
cumplicidade, amor e respeito. Quando falta diálogo, falta confiança”,
finaliza Angela.
Aja
antes de falar e, portanto,
fale
de acordo com os seus atos.
Confúcio
sábado, julho 13, 2013
"Relacionamentos são complexos porque nos pegam de surpresa com tamanha simplicidade." (Alessandro Gruber)