segunda-feira, julho 22, 2013

Um meio ou uma desculpa

Autor:  Roberto Shinyashiki

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem, mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.

 

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.

Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO...

Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa!

 

Querer leva à escolha, que leva ao compromisso.

Dever leva à decisão, que leva ao sacrifício.

Chérie Carter - Scott, Ph.D.

 

domingo, julho 21, 2013

 

Viver é ter coragem

Muitas vezes achamos a vida cretina demais. Amyr Klink disse "um dia é preciso parar de sonhar, tirar os planos da gaveta e, de algum modo, começar."

Mas como começar? Começar não é tão simples. Precisamos mudar para começar. E a mudança sempre implica uma perda. Temos que abdicar de algo para mudar, para fazer um novo começo. Começos exigem preparação psicológica. Começos e mudanças assustam. Não basta ter um plano, foco, projeto, sonho. Tem que ter vontade também. E força de vontade. Energia. Força interior e coragem. Acho que a palavra-chave é coragem. Arregaçar as mangas e dizer pra si mesmo "vou encarar". Não basta querer.

Dizem que querer é poder. Não concordo. Vontade não é tudo, é importante, fundamental, uns 30%. Mas não basta. É somente um passo. O resto é coragem.

Quando a vida está cretina demais, vemos os defeitos, os contras e os erros. Enxergamos com clareza o que está fora do padrão. Fora de esquadro. E pra dar a volta por cima? Mudar? Modificar? Transcender? Não é fácil. É um trabalho árduo e, por vezes, doloroso. Vem de dentro. É um "click". Dá um click-interno.

Um belo dia algo dá uma sacudida dentro de nós, é uma espécie de remexida...renascimento. Temos que parar. Muitas vezes temos que morrer. Morrer e renascer. Vida cretina não me basta. Quero v-i-d-a. Viver é jogar, apostar...sem saber se iremos ganhar ou perder. É sonhar. Acordar. Dormir. Mudar. Renascer todos os dias. Morrer. Parar. Continuar. Relembrar. Mas, principalmente, viver é ter coragem.

sábado, julho 20, 2013

 

Se fracassar, ao menos que fracasse ousando grandes feitos,

de modo que a sua postura não seja nunca a dessas almas frias

e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota.

Theodore Roosevelt

 


sexta-feira, julho 19, 2013

Cupido

Ela gostava de homens loiros, mais velhos, altos, sarados, bronzeados e intelectuais. Ele gostava de loiras, baixinhas, de olhos verdes e meigas. Esse era o par-padrão de ambos. Até que...ela se apaixona por um cara moreno, mais novo, baixinho, barrigudo e ignorante. E ele fica de quatro por uma mulher que mede quase 2 metros, ruiva, de olhos castanhos e temperamental. Fugiram dos "padrões"? Sim.

O cupido não escolhe, ele age. Dá uma flechada certeira naquele que a gente menos espera. Não tem como explicar a paixão, nem o amor. Se não podemos explicar, como podemos entender?
Amor não se explica, se vive.
Amor não se entende, se vive.

É só sentir e pronto. Pode pegar dicionário, gramática, enciclopédia. Pode até procurar no google. Não há como entender.

Nossa, o que eu vi nele? Ele não faz meu tipo. Por sinal ele é tudo que eu detesto e abomino num homem. Mas eu amo. Eu sinto. Eu quero.

Ela é braba demais. E estranha. Porque diabos me apaixonei? Ele tem manias esquisitas e está totalmente fora dos meus padrões de beleza.

Cupidos são traiçoeiros. Por isso não entenda, apenas ame. Viva. Sinta. E reveja seus padrões.

O nosso Amor

O nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu..."

(Cazuza)





Será que a gente inventa o nosso amor? Mais ou menos. Detesto o mais ou menos, sou adepta do 8 ou 80. "Mais ou menos" pra mim não existe...só nesse caso.

Um belo dia conhecemos uma pessoa. Acontece algo dentro de nós. Pura mágica. Temos a sensação de que aquela pessoa é a nossa metade, quem buscávamos desde muito tempo. Aquela criatura que chegou para nos completar, nos fortalecer.

Mas (sempre tem um "mas") juntamente com esse clima de magia vem a projeção. Construímos uma imagem em torno do ser escolhido. Criamos uma ilusão e, por vezes, colocamos o amado num pedestal. Ele se torna intocável, seguro e protegido. E o pior: sem defeitos.
Sim, no começo tudo é lindo e florido.
É uma equação: paixão + castelos de areia = ser amado.

Não há nada melhor do que o tempo e a convivência para percebemos o que realmente é latente, o que grita dentro de nós e o que sentimos de verdade. Tudo isso somado ao fato de que, com o tempo, as pessoas mostram quem realmente são.

E quando o amor acaba, o que nos resta? O que pensamos? Ele existiu?

Sim, existiu. O que é nosso as pessoas não tiram. Só nós sabemos o que sentimos, o que fala nossa alma. Amamos, nos entregamos. E o "ser perfeito"? Ele não era perfeito. Ilusões e castelos de areia são criados e são, realmente, inevitáveis. Acredito que, de fato, nós "inventamos" o nosso amor.

Sentimos, mas criamos.
Amamos, mas valorizamos qualidades talvez inexistentes.

Inventamos o amor para viver. Inventamos o amor para evitar a solidão. Muitas vezes os castelos são desmoronados pela vida, mas nos agarramos ao passado, procuramos construir tudo novamente, numa tentativa incessante de evitar o confronto com a desilusão e com o medo de ficar só.

Leo Jaime quer encontrar a fórmula do amor.
Eu quero encontrar a lógica do amor. E vocês?

quarta-feira, julho 17, 2013

Romeu e Julieta

"Não tenho nenhuma compaixão por Romeu e Julieta. Eles não experimentaram nenhuma crise de relacionamento antes do fim. Nenhuma discussão no trânsito. Uma briguinha para quem iria se levantar para chavear a porta. Não reclamaram dos excessos, da bagunça do quarto ou por voltar tarde e não ser delicado entre amigos. Não provaram do veneno dos costumes, do terror de se entregar demais e perder a cabeça, ou do pudor de se entregar de menos e se afastar. Conheceram o ímpeto do amor, não o amor. Não descobriram a medida, o equilíbrio exato de dois corpos, que demora anos de convivência para aparecer. Para mim, Romeu e Julieta continua sendo apenas um bom charuto. Mas estrago meu rímel natural com casais que morrem juntos na velhice. Esfolo os joelhos do rosto. Sangro os lábios. Depois de meio século de vida em comum, um não sobrevive à morte de sua companhia. Desistem. Perdem o sentido de respirar com o enterro da esposa ou do marido. Ficam emparedados pelo passado. A cozinha não terá saída; o quarto não terá lado; a sala não terá janela; a manhã não terá a companhia do café e da leiteira fervendo. A casa que mais adorava em minha rua José Bonifácio terminou destruída. Residência antiga de dois andares, verde como um pinheiro no alto da montanha, desfrutando inclusive de água-furtada. É agora um poço de ruínas, paredes fatiadas, escombros e uma estranha mesinha para aves descansarem da fartura dos farelos. Não duvido que seja transformada em mais um estacionamento. Meu filho passa pelo terreno minado com o olhar arrastado, antes recebia balas e brincadeiras de seus moradores Sady e Heidi, que cuidavam com capricho do jardim, dispondo anões e bichos de pedra pelas roseiras. Os dois viveram sessenta anos de casamento. Quando Heidi faleceu neste ano, Sady não durou cinco dias. Seu espírito altivo, lépido e incansável, de quem se acordava às 6h e saracoteava pela cidade, apagou-se repentinamente. A carne cedeu, o rosto murchou, ele adoeceu de ausência. Ambos cumpriram um pacto de vida mais do que de morte. Não admitiram a distância dos sete dias da missa - era muito longe. Não admitiram o aparte de uma semana - era muito tempo. Embarcaram no invisível de ombros dados. Heidi nem entrou no paraíso, esperou na porta seu marido, como se fosse um segundo altar. O mesmo posso falar de Stella e Dorival Caymmi. Stela deixou a cena 11 dias após a despedida de Dorival. Foram casados durante 68 anos. Dorival morreu porque Stella baixou o hospital em estado grave. Stella morreu quando soube (pela intuição que só os pares de dança têm) que Dorival guardou sua voz no estojo. Um dependia do outro. Não aceitaram a viuvez. A viuvez era também uma infidelidade. Uma traição ao casamento. Mostraram a Deus que não é ele que manda aqui, ajuda ou atrapalha, não manda. O livre-arbítrio é da lealdade. Escolher a hora de pôr a aliança, e escolher a hora de se pôr na aliança." 

(Fabrício Carpinejar)

Como controlar o duende verde do ciúme?

Como controlar o duende verde do ciúme?
Há quem diga que ele é inevitável, que qualquer relação o envolve. Há quem pense que ele é uma espécie de "tempero" para os relacionamentos. Há quem o veja como uma prova de amor. Independentemente de como ele seja percebido, a verdade é que o ciúme está presente em boa parte das relações. E é até natural que esteja. Quando gostamos de alguém, tendemos a querer que a pessoa seja só nossa ou pelo menos mais nossa do que dos outros. Mas sabemos que a pessoa que amamos tem uma vida própria, com um passado, amigos e afazeres. É aí que surge o ciúme, a partir do incômodo gerado pelo reconhecimento de que somos pessoas diferentes.

Mesmo que o ciúme seja muito frequente nas relações, ele pode se manifestar de diferentes formas e pode ter diferentes graus. Ele pode ser só aquela "pontinha de ciúme" inofensiva que não chega a gerar atrito entre o casal. Mas pode ser também o oposto disso, ou seja, algo que atrapalha a relação, que abala o convívio, que gera estresses, ansiedades, desentendimentos, brigas e até separações. Enquanto o primeiro tipo não chega a ser um problema, o segundo certamente é e é exatamente ele que precisa de controle. Mas como?

Bem, em primeiro lugar o ciúme exagerado está ligado à insegurança. Se eu tenho tanto medo de ser trocada por outra (outra pessoa, outra coisa...), é sinal de que não me sinto tão importante assim na vida do meu amor. E se eu não me sinto importante é porque eu não o vejo dar sinais da minha importância ou o que é ainda mais comum, porque eu não me valorizo o suficiente. Se eu não me sinto bonita, legal, divertida, interessante, atraente, provavelmente vou morrer de medo de o meu par me trocar por alguém que tenha todas essas qualidades. Nesse caso, o problema é muito mais meu, comigo mesma do que entre eu e o meu companheiro. Se você se identifica com essa historinha hipotética é a hora de pensar por que você não está se valorizando. Lembre-se que seu par te escolheu e se ele te escolheu foi graças às suas qualidades. Se você não as enxerga, não tenha dúvidas de que seu amor as percebe e as reconhece.

Outro fato importante, e que nem sempre o ciumento percebe que ciúme exagerado é chato. Tente se colocar no lugar da outra pessoa e pense como é chato ter alguém sempre desconfiando, sempre fazendo mil perguntas, implicando com tudo e com todos, criticando tudo e a todos. É chato, desgastante e principalmente é algo capaz de afastar a outra pessoa do que de aproximá-la. Quem tem um ciumento ao seu lado geralmente se sente sufocado, pressionado.
Por esta razão, se você está sentindo aquela "coceirinha" do ciúme e não está conseguindo controlá-la de maneira alguma, tente conversar com um amigo que seja minimamente neutro e imparcial. Peça a opinião dele e pergunte o que ele pensa, pergunte se você está exagerando ou peça ideias para contornar a situação. Uma pessoa de fora que não está diretamente envolvida na situação pode ser um excelente parâmetro para você entender se seus ciúmes estão ou não passando dos limites, se você tem razões objetivas para senti-lo ou não, além de ser um ótimo meio de extravasar suas emoções.

Por último, uma dica que pode ajudar os relacionamentos a sobreviverem ao ciúme exagerado: o diálogo. Se o ciúme é na maioria dos casos, sinônimo de insegurança, a conversa pode ser um ótimo meio de transmitir mais segurança para o ciumento. Veja bem, quando me refiro à conversa, não estou falando de acusar, apontar o dedo, gritar, espernear, tentar controlar, fazer chantagem... Nada disso! Pelo contrário, em vez de ser uma ocasião para cobranças, a conversa pode ser um bom meio de expor os próprios sentimentos. Dialogar é chegar e dizer: "Olha, eu sei que você não tem culpa, eu sei que eu posso estar exagerando, mas a verdade é que eu estou morrendo de ciúmes e não sei o que fazer. Me ajuda?". Dividir os sentimentos com a outra pessoa, pedir ajuda, tentar buscar uma solução conjunta, é assumir que está tendo uma dificuldade e quer melhorar. E conversando a gente pode conseguir mandar o duende verde do ciúme embora (ou pelo menos deixá-lo sentado quietinho num canto sem atrapalhar a nossa vida amorosa).

Dra. Mariana Santiago de Mato

Onde quer que você veja um negócio de sucesso,
pode acreditar que ali houve, um dia,
uma decisão corajosa.
Peter Drucker

terça-feira, julho 16, 2013

Uma nova forma de encarar



Eu acredito tanto na força do pensamento. Acho que quando a gente pensa e sente o bem ele acaba voltando. Em dobro, triplo, infinito. Não dá pra ter pressa, mas dá para guardar aquela certeza no fundo do peito: as coisas boas acontecem, sim, para quem distribui o bem por aí.

Sei que nem sempre dá para sorrir para as pancadas que a vida dá, tampouco oferecer a outra face. Tem coisa que é difícil de engolir, tem ferida que arde, tem cicatriz que incomoda, tem machucado que custa a sarar, tem incomodação que tira a gente do sério. Mas tudo tem jeito, entende? Nada é definitivo, nada é um ponto final, nada é irreversível. 

Penso que sempre dá para encontrar aquela luzinha que brilha lá no fim do túnel. É claro que muitas coisas não estão nas nossas mãos e dependemos dos outros para fazer acontecer outras tantas. E sei, sei mesmo que isso é uma grande chatice. Mas a solução não é entrar em desespero, não é derramar um riacho de lágrimas, não é ficar impaciente, não é dar corda para a insônia, não é fazer cabelos brancos e ruguinhas se proliferarem em você. 

Tenho a péssima mania de querer que tudo se resolva num piscar de olhos e não é todo dia que é fácil. Certas coisas levam tempo, não são a jato, precisam de empenho, esforço, decisões. E a vida, meu amigo, é de quem batalha, não é de quem espera que uma graça aconteça todo santo dia. 

Já desisti do que foge do meu alcance. Procuro dar o máximo de mim em cada situação, mas se o negócio emperrou, se a chave não gira, se a mula não anda, se vaca está indo para o brejo simplesmente deixe ela ir. Deixe. Largue de mão, pois às vezes a vida precisa mesmo virar do avesso. Não tente impedir que o mundo desabe. Deixe ele desabar, deixe os caquinhos se espatifarem no meio da sala de estar, deixe o gelo derreter, o bolo desandar, a canoa virar. E aprenda que muitas vezes o importante é se deixar desconstruir para depois fazer as coisas de outro jeito, mais fortes, melhores.

Não se comprometa a fazer o que não é capaz,

mas preocupe-se em manter sua promessa.

George Washington

 

 

Sinto não sentir


Decidi mudar. Não dá mais para continuar sofrendo quieta, de agora em diante vou pagar na mesma moeda. E se tiver que ficar devendo, tudo bem. Não é assim que as pessoas vivem? Pelo que sei, todas elas dormem bem tranquilinhas à noite, quando repousam seus cabelos cheirosos nos travesseiros com cheirinho de amaciante e têm bons sonhos. Chega de me estressar, de ficar angustiada, de tentar resolver, de amenizar, apaziguar, dar um jeito. Se não tem jeito, dane-se. Nem sempre o remédio aparece, às vezes a vida é que cura as nossas pequenas doenças. 
A verdade é que o cansaço tomou conta, não tem razão para continuar nessa farsa eterna, nesse tormento sem fim. Chega, se os outros não se colocam no meu lugar não faz o menor sentido eu continuar me colocando no lugar dos outros. Na vida é assim: é dando que se recebe, é fazendo que se consegue, é deixando pra lá que se deixa pra lá. Sei que meu papinho está de botequim, depois que a gente toma umas e outras e resolve soltar a língua, trazer à tona velhos desabafos, pensamentos, impressões e sugestões. Já reparou que quando estamos de pileque resolvemos dar sugestões para quem está na nossa mesa, na mesa  ao lado, transeuntes, garçons e quem mais se atravessar  no nosso caminho? Então, é isso: estou de pilequinho sem ter bebido, apenas senti uma vontade louca de dizer que não quero mais viver nessa palhaçada toda.
O ser humano é imundo, sim, muito egoísta e só pensa nele mesmo. Ninguém tem a coragem de abrir bem o olho, pegar uma lupa e analisar cada probleminha do outro, ninguém pensa se aquilo que está dizendo vai ofender, ferir, magoar ou devastar a outra pessoa. Todo mundo quer falar e hoje em dia todos têm algo a dizer, ainda que ninguém ouça. Ninguém se importa se não for ouvido, o que querem é abrir a boca e vomitar palavras. Por isso, hoje estou no embalo do povo: vomitando. 
Uma hora a ficha cai e a gente resolve apertar no stop. Fazer papel de boba, pra quê? Não, não, agradeço, mas dispenso. Não quero mais dar valor ao que não pode ser tão valorizado. E me pergunto: por que diabos eu sou tão mongolóide e sinto? Meu Deus, como é ruim sentir. Hoje em dia a moda é exatamente o inverso: não sentir. Não sentir, não se importar, não tentar, não se preocupar com quem está em cima, embaixo, ao lado, na porta da frente. A moda é olhar para si mesmo, fechar as janelas e esquecer todos os temores do mundo. Por isso, me despeço e digo que vou junto com eles. 
(Então eu me belisco forte, vejo que tive apenas um ataque de fúria, passo a borracha no que disse e sigo sentindo. Porque isso é o melhor que a vida nos oferece.)

domingo, julho 14, 2013

Os sinais da traição

Homens e mulheres agem de maneira diferente quando estão tendo uma relação extraconjugal. Aprenda a reconhecer alguns indícios
 
Por Bianca Castanho

Você conversa com seu parceiro ou parceira e, ao tocar em assuntos como traição, percebe que ele ou ela começa a coçar o rosto. Os olhos piscam mais rápido e a postura se contrai. Gestos pequenos, que muitas vezes passariam despercebidos, podem significar algo muito maior: ele (ou ela) está te traindo.
Getty Images
Mulheres querem realizar fantasias e se sentir desejadas: segundo expert, elas passam a se arrumar mais quando estão traindo

Não são apenas poucos sinais que vão dizer com toda certeza o que se passa na vida de seu parceiro ou parceira. Mas alguns indicativos podem ser levados em consideração. A começar pelo discurso e pelo estilo de vida dele (ou dela). “É perceptível a falta de comprometimento em relação ao matrimônio, à relação estável. Falta disponibilidade e tolerância, que podem ter a traição como consequência”, comenta a advogada especialista em direito da família, Fabiana Garcia.


De acordo com João Oliveira, psicólogo e autor do livro “Saiba Quem Está à Sua Frente” (Wak Editora), é possível perceber pela conversa se alguém está mentindo. Porém, antes de julgar, procure sondar e descobrir por que a verdade não está sendo dita. Pode ser que seu parceiro ou parceira esteja tentando te proteger de uma perda ou estreitar laços afetivos.
A “mentira da traição” está no grupo das mentiras por medo. Quando alguém mente por medo – ou seja, por saber que terá prejuízo caso a verdade venha à tona – a linguagem corporal permanente é a da retração.


Ocultam-se as palmas das mãos, o olhar foge e a expressão no rosto é de apreensão – ou raiva, dependendo da pressão a que o suposto mentiroso está sendo submetido.
As respostas são mais lentas e os pés vão apontar para algum ponto de fuga. Provavelmente, a porta mais próxima do local. “Observando as possíveis situações emocionais podemos perceber como elas implicam nas alterações, às vezes totalmente contrárias, da linguagem corporal e expressões faciais”, comenta João Oliveira.
Outra tendência, nesse tipo de confronto, é a de proteção. Ao colocar os braços na frente do esterno (o osso que fica no peito) ou deslocá-los para a altura da barriga, a pessoa que está sofrendo o interrogatório busca proteger seus pontos sensíveis, técnica inconsciente adotada durante a evolução humana.
A coceira no rosto e as piscadas mais rápidas significam uma enorme quantidade de sangue circulando mais rápido, como o preparo para uma fuga.
Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Angela Detetive, 50 anos de experiência: a traição é um sinal de que algo está errado no relacionamento

Os sinais de traição, normalmente, variam entre homens e mulheres. “Quando a mulher começa a trair e se envolve, ela acaba demonstrando para o marido uma insatisfação que normalmente resulta em divórcio. Não é raro as mulheres pedirem a separação por isso”, diz Fabiana.
Segundo o detetive Mário Yamauchi, da Agência Elite Detetives, a busca por investigação conjugal responde por cerca de 70% dos casos – e com uma margem de 8 flagrantes a cada 10 investigações. “A maioria dos casos extraconjugais acontecem com colegas de trabalho. Os sinais que mais geram desconfiança são o contato telefônico, os horários que mudam de uma hora para outra e a necessidade de ficar até mais tarde”, exemplifica o detetive.
Para ele, os sinais mais claros de que algo está errado em uma relação é a ausência do homem e o temperamento da mulher. “A mulher muda o seu comportamento, ela briga mais para tentar dar um fim na relação”.
O fato de a mulher ser mais afetiva, no entanto, não é uma regra e não a faz menos cuidadosa. Para a espanhola Angela Detetive, que trabalha no ramo há 50 anos, quando a esposa se sente abandonada pelo marido, tem uma tendência em procurar o que falta no seu casamento de maneira muito mais planejada. “As mulheres querem carinho, sexo e também têm fantasias. São mais espertas quando têm um caso e costumam ter álibis concretos e convincentes”, comenta a detetive, que se lançou na profissão depois de flagrar seu próprio marido a traindo.
Para ela, os sinais básicos da traição são diferentes. “O homem fica mais distraído, parece que está constantemente em outro lugar. Já a mulher, quando tem um amante, se sente desejada. Consequentemente, se arruma mais e fica mais bonita”, exemplifica.
Para a advogada Fabiana Garcia, as pessoas passaram a ser menos cuidadosas com as redes sociais, tornando mais difícil esconder os sinais de um caso extraconjugal. A detetive Angela concorda. “As pessoas não sabem disfarçar uma traição online. Quando o cônjuge entra na sala, elas fecham o computador, o que já é um sinal de desconfiança.”
Dos pequenos gestos e expressões faciais até a prova explícita, o fato é que traição significa que o relacionamento está com problemas. É importante conversar com o cônjuge e tentar resolver o que está dando errado. “O casamento é feito pelo casal. Você tem que ter uma cumplicidade, amor e respeito. Quando falta diálogo, falta confiança”, finaliza Angela.
Aja antes de falar e, portanto,
fale de acordo com os seus atos.
Confúcio

sábado, julho 13, 2013

"Relacionamentos são complexos porque nos pegam de surpresa com tamanha simplicidade." (Alessandro Gruber)