
Hoje
acordei, abri os olhos, a coberta estava quente e gostosa. Realmente acordei
bem, abri a janela e vi o mundo em minha frente. Voltei ao passado.
Nesta volta
ao passado por onde eu andava, tudo se transformava. O prédio virava uma linda
casa dos anos 70, o terno se transformava em uma reluzente jaqueta de couro e o
vestido tubinho se transformava em um enorme e esvoaçante vestidos de bolinhas.
As pessoas
transformavam suas caras fechadas em lindos sorrisos e ao invés do silêncio, um
alegre “bom dia”. O cachorro saltitava feliz na rua e as pessoas olhavam umas
para as outras sem medo, sem vergonha, sem preconceito.
Os motéis,
num passe mágico, iam de tijolos e neons para drive-ins com
batatas fritas espalhadas pelo chão. As meninas eram respeitadas e os namorados
realmente possuíam amor. As pessoas não se enganavam.
O casamento
era uma instituição longe da falência e a felicidade podia estar na esquina. As
praças reluziam juventude com atos e costumes diferente, mas com o mesmo ideal.
O mundo era um mundo de verdade, com amor dentro de cada um.
O mundo era um mundo de verdade, com amor dentro de cada um.
Então,
tropecei e tudo voltou ao normal. Todos passavam por mim com a cara fechada. O
silêncio era quebrado pelo barulho dos carros, a praça estava vazia e na esquina
acontecia um assalto.
Quem mudou
isso tudo? Como podemos destruir coisas tão boas?
Chegou a
noite. Olhei para o céu e vi muitas estrelas, olhei o mundo e pedi mais amor.
Uma estrela cadente passou.
Por André Lenz
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