sábado, junho 30, 2012


 

Não se preocupe com a distância entre seus sonhos e a realidade.

Se você pode sonhá-los você pode realizá-los.

Belva Davis

 


Esse não é um texto de autoajuda






Esse não é um texto te autoajuda, mas se de alguma forma te ajudar, tudo bem. Olha, eu tenho visto muitas coisas por aí. Parece que a cada dia que passa as pessoas ficam mais infelizes. É claro que todo mundo quer ter tudo. Mas você sabe que isso é impossível. Alguma coisa sempre vai faltar, essa é a graça da vida (e a grande questão do ser humano). E seria tão mais fácil se a gente aceitasse isso sem questionar, não é mesmo? Mas questionamos todos os dias, as horas, os segundos. Entramos num labirinto atrás de respostas. Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens. Era uma otimista nata. Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período que chamo de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada. Além disso, ganhava de brinde olheiras, uma cara amassa e um humor instável pela noite mal dormida. Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi muito trabalho árduo, muita terapia, muita leitura, muita vivência. Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo para. Chega. Sei que o sofrimento faz parte da vida, mas não sofro mais de graça. Não mereço. E acho que você também não merece. Pra você pode parecer bobo ou clichê, - e talvez eu seja mesmo boba e clichê - mas sempre acreditei que o nosso pensamento coordena nossa vida. Se eu deixar, meu pensamento me domina e me dá tarefas diárias e cansativas. Mas meu pensamento não me manda, não me governa, não é meu chefe e não paga minhas contas. A gente tem que ter autocontrole. Não gosto de ficar me queixando, deixar uma energia negativa circular na minha volta, sentir o azedume na boca, ficar com uma ideia fixa na cabeça. É por isso que minhas lamentações e reclamações duram no máximo 24h. Não me permito mais do que isso. Sou humana, é lógico que sim! É claro que fico puta, perco a paciência, perco a fé, perco a vontade, perco o saco, perco o rumo, perco a esperança. Por 24h. Depois eu chamo essas coisas de volta. Porque a gente tem que acreditar. Tem que saber enxergar as coisas na vida. Sempre tem uma saída. Sempre. Sempre existe um novo olhar, um novo caminho, uma nova maneira. Uma vez, escutei uma coisa que nunca mais esqueci: se o que você está fazendo não está dando resultado, talvez o problema não seja atingir a forma certa, e sim refazer as coisas. Fazer de novo, de um novo jeito. Se o seu jeito não está funcionando, troque de jeito até acertar. Ah, é fácil falar. Claro que é. Mas não é tão difícil assim fazer, não. Sabe por quê? Existem coisas que dependem única e exclusivamente de você. Essas você pode se mover, batalhar, ir atrás. Só que existem tantas outras que dependem de outras pessoas e outros fatores. Daí você vai esquentar a cabeça com isso? Não, por favor. Isso é um crime. Problema todo mundo tem. Mas ele é que nem planta: se a gente rega ele cresce e se espalha por toda a vida. Todo mundo tem problemas, em maior ou menor grau. E não pense que minha vida é cor de rosa e toda boa porque não é. Estou cheia de problemas, cheia mesmo. É que nem todo mundo sabe, eu não conto. Hoje em dia sou mais contida, guardo as coisas pra mim, não saio falando dos meus problemas e das minhas neuroses para ninguém, nem para meus pais. Pago um terapeuta pra isso. Mas nunca estive com tantos problemas, pode apostar. Só que eu faço as coisas que posso. O que depende de mim. O resto eu deixo a vida resolver. Se eu puder, dou uma mãozinha. Se eu não conseguir, paciência. Não faço cara feia pra vida porque não quero que ela faça cara feia pra mim. Nada vale a minha paz e o meu desânimo. Por Clarissa Correa
Sinto saudades de alguém que eu ainda nem conheço.......

sexta-feira, junho 29, 2012


Um em quatro futuros pais tem sintomas de gravidez


 
25% dos homens apresentam sintomas durante gestação da esposa Foto: Getty Images 25% dos homens têm sintomas quando esposa engravida
 
:Por Patricia Zwipp

Enjoos, desejos e oscilações emocionais não ficam restritos apenas às grávidas. De acordo com uma pesquisa do Reino Unido, realizada pela Pampers, um em cada quatro futuros pais também sente esses sintomas.
Entre os homens com aspectos típicos de gestantes, 26% experimentaram oscilações de humor, 10% ficaram com vontade de saborear alimentos diferenciados, 6% apresentaram náuseas e 3% sofreram dores. Um terço se tornou mais emocional, sendo que 8% se classificaram como chorões.
O levantamento ainda constatou que 56% manifestaram instintos de cuidado, como necessidade de decorar e arrumar. Além disso, 74% se sentiram mais protetores em relação às parceiras. Segundo o jornal Daily Mail, os especialistas acreditam que o fenômeno aconteça porque os homens passaram a se envolver mais com a gravidez.
Quero sentar contigo na beira da praia em cima de uma manta, aquele ventinho vai bater sobre nós, mas não estamos com frio pois meus braços estão em torno de você e aquele cobertor quentinho está sobre nós. As ondas batem na areia, as estrelas alto no céu e por um instante aquele momento é perfeito, quer dizer quase, faltou o beijo.

Coragem é ser o único a saber que você está com medo.

quinta-feira, junho 28, 2012

Você está vivendo a crise dos 30?


Você está vivendo a crise dos 30?
Vivemos todos, na verdade, a era da insatisfação. A crise do vazio inexplicável! Em princípio, isso é ruim, mas também pode ser bom! Acontece que a aceleração no ritmo de vida é geral, e inclui as cobranças, as pressões e a tão recorrente quanto fantasiosa expectativa de perfeição - o que, inevitavelmente, nos conduz à frustração!

Justamente por se tratar de um sentimento nada prazeroso e que incomoda, termina sendo o foco de percepção de muitos. O alvo de seus questionamentos! E curiosamente, por volta dos 30 anos, muitas pessoas têm a impressão de que uma voz dispara dentro delas a exigir reflexões sem nem dar-lhes tempo de se perguntar se são mesmo necessárias e coerentes com sua essência!

Aos que já alcançaram as principais metas traçadas para suas vidas, tais como carro, casa, casamento, filhos e certa estabilidade, a incansável voz parece vir direto dos versos da música Ouro de Tolo, do lendário Raul Seixas: "(...) Eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis, mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado (...)". Daí para começar a se rotular ou ser rotulado como insatisfeito, ingrato, ganancioso, reclamão, entre outros afins, é um pulo!

Aos que, pelo contrário, se sentem distantes da realização de seus principais sonhos, sem ainda ter conquistado seu carro, sua casa ou um relacionamento satisfatório e filhos, a voz se torna impiedosa, torturadora! Se a pessoa se deixar dominar por ela, sem tomar as rédeas de sua vida e decidir conduzi-la de forma prática e realista, a sensação de incompetência pode sufocá-la, minar suas forças e torná-la cega para suas próprias qualidades, destruindo sua autoestima.

Olha que interessante! Independentemente da situação de cada um, parece que as crises pessoais, sejam elas justificadas pela idade, pelas condições financeiras, pelo sucesso profissional, pelos relacionamentos amorosos (ou a falta deles) ou pelo fato de já ter tido ou não filhos, têm muito mais a ver com o modo como cada um consegue se organizar internamente do que com os fatos propriamente ditos.

Ah! Mas isso quer dizer, então, Rosana, que o certo é cada um se conformar com o que é e o que tem e parar de se cobrar pelo que ainda não é e pelo que ainda não tem? Eu diria que o segredo para menos frustração e mais motivação não é, absolutamente, o conformismo, mas sim aprender a viver o presente sabendo para qual direção você deseja seguir, onde pretende chegar e, sobretudo, tendo claro quais são os passos, um a um, que você precisa dar para chegar lá! Sem esquecer de usufruir deles como enredo do único filme no qual você é protagonista.

E se sua maior frustração refere-se aos relacionamentos, arrisco-me a dizer que, nos últimos 50 anos, evoluímos de modo impressionante nas áreas da comunicação, da medicina e da tecnologia - e este é o lado bom dessa era atual à qual me referi no início do texto. Entretanto, somente agora, olhando para os lados, temos nos dado conta de que de nada adianta aumentar a vida em tempo, mas reduzi-la em significado, atenção, gentileza e afeto.

Por exemplo, quando criamos modernas intervenções cirúrgicas, mas perdemos a chance de caminhar pela praia, em silêncio, de mãos dadas com quem amamos; quando criamos redes sociais e celulares para facilitar a comunicação com as pessoas, mas nos esquecemos de escutá-las de verdade, tentando nos colocar no lugar delas e compreender o que estão sentindo; enfim, toda vez que priorizamos o acúmulo de mais coisas do que realmente necessitamos em vez de investir nossa energia amorosa no complexo e mágico exercício de viver, um dia de cada vez, o resultado que obtemos recebe alguns nomes que certamente você já ouviu: ansiedade, estresse, depressão, solidão, pânico, tédio, entre outros semelhantes.

Portanto, se você acredita que entrou em crise, seja dos 30, dos 40 ou de que número for, e se está se sentindo perdido, sem saber qual a medida certa para se autorizar a começar a ser feliz, minha sugestão é para que você se sente num lugar tranquilo, relaxe o corpo, entre em contato com sua alma, com o melhor que existe em você, e pergunte-se (podendo escrever as respostas num papel para possibilitar uma posterior autoanálise): o que você realmente quer para sua vida? Quais são seus sonhos e desejos mais genuínos? Se a única regra fosse agradar a si mesmo, desde que sem desrespeitar o outro e sem agir de modo irresponsável, claro, o que você gostaria de viver? O que precisa fazer, quais atitudes precisa tomar para conseguir realizar tudo isso, passo a passo, lembrando de colocar datas razoáveis para essas metas?

Por fim, lembre-se de que ninguém tem todas as respostas. E que boa parte da vida vai se revelando no momento exato em que estamos prontos para compreendê-la. E que se você acha que uns conseguem e você não, talvez este seja um convite da vida para que você comece a tomar decisões e atitudes diferentes a fim de obter resultados diferentes!

Afinal de contas, afirmam os grandes mestres: é no âmago de uma crise que nascem as ideias que transformam para sempre a história da humanidade!

Por Rosana Braga

Se um dia eu crescesse não seria nada além do que sou - pássaro de asa partida,num voo intercalado de pousos forçados em areia movediça...
Ou mais além - uma milady encastelada numa torre cercada de fossos profundos por todos os lados,ensimesmada...
Reminicências?
Devaneio?
Sonho?
Quimera?

O que eu queria ser se houvesse tempo pra crescer?
Humana e doce...

quarta-feira, junho 27, 2012


 

Para entender o coração e a mente de uma pessoa,

não olhe para o que ela já conseguiu,

mas para o que ela aspira.

Kalil Gibran

  

A última dose

Ela olha ao seu redor, sua cabeça pesa de tanto pensar. Condenou-se várias e várias vezes por se encontrar naquele estado lastimável e desprezível que ela jurava ter abandonado.  Sabia que a culpa era toda sua e de mais ninguém, por isso, não abriu a boca se quer para lamentar com alguém, para desabafar a sua dor, a sua culpa, o seu ódio. Sim, ela sentia ódio de si mesma por voltar a sentir coisas que ela poderia ter abandonado há muito tempo, sentia raiva por manter-se refém de tudo o que ainda a perturbava, sentia raiva por continuar alimentando esperança em algo que não existia e por alguém que não a amava e não a respeitava. Tudo dentro dela era raiva, raiva do seu tolo coração e do seu cérebro tão inteligente, que agora parecia tão medíocre.

Faltavam algumas horas para aquele encontro. O encontro que ela tanto ansiou e agora tanto desprezava. Ir a esse encontro era andar na prancha e lançar-se ao mar rodeado de tubarões. Ir a esse encontro era tomar a dose de um veneno que matava lentamente. Ir de encontro a este homem era suicídio, ela sabia. Ao mesmo tempo em que já se sentia morta. Não tinha escolha, não havia como fugir, hoje não. Ela tinha que cumprir sua palavra para alguém que nunca cumpriu promessas. Mas ela era diferente dele, sua palavra era sua palavra.

Assim ela respirava lentamente como se fosse a última vez, pensava em cada detalhe daquela noite, o que usar, o que falar, a forma como sorrir, o perfume que lhe cairia bem, ela não queria desagradar. Ela seria forte mais uma vez. Deixaria transparecer toda a segurança que ele viu em seus olhos desde que a conheceu, seria a mulher polida, elegante e sorridente que todos gostavam de ver. Sim, ela seria uma rocha.

Preparou-se para o momento, era agora e talvez nunca mais, assim ela desejava. Seguiu como uma ovelha para o matadouro, passos lentos e firmes, cabeça erguida e a mansidão que só as ovelhas sabem ter. Quem a viu jamais percebeu o que se passava dentro dela. Apesar de estraçalhado, o seu coração continuava batendo. E assim ela partiu para tomar mais uma ou quem sabe, a última dose do seu veneno...


--
Por Milka Lopes

A última dose

Ela olha ao seu redor, sua cabeça pesa de tanto pensar. Condenou-se várias e várias vezes por se encontrar naquele estado lastimável e desprezível que ela jurava ter abandonado.  Sabia que a culpa era toda sua e de mais ninguém, por isso, não abriu a boca se quer para lamentar com alguém, para desabafar a sua dor, a sua culpa, o seu ódio. Sim, ela sentia ódio de si mesma por voltar a sentir coisas que ela poderia ter abandonado há muito tempo, sentia raiva por manter-se refém de tudo o que ainda a perturbava, sentia raiva por continuar alimentando esperança em algo que não existia e por alguém que não a amava e não a respeitava. Tudo dentro dela era raiva, raiva do seu tolo coração e do seu cérebro tão inteligente, que agora parecia tão medíocre.

Faltavam algumas horas para aquele encontro. O encontro que ela tanto ansiou e agora tanto desprezava. Ir a esse encontro era andar na prancha e lançar-se ao mar rodeado de tubarões. Ir a esse encontro era tomar a dose de um veneno que matava lentamente. Ir de encontro a este homem era suicídio, ela sabia. Ao mesmo tempo em que já se sentia morta. Não tinha escolha, não havia como fugir, hoje não. Ela tinha que cumprir sua palavra para alguém que nunca cumpriu promessas. Mas ela era diferente dele, sua palavra era sua palavra.

Assim ela respirava lentamente como se fosse a última vez, pensava em cada detalhe daquela noite, o que usar, o que falar, a forma como sorrir, o perfume que lhe cairia bem, ela não queria desagradar. Ela seria forte mais uma vez. Deixaria transparecer toda a segurança que ele viu em seus olhos desde que a conheceu, seria a mulher polida, elegante e sorridente que todos gostavam de ver. Sim, ela seria uma rocha.

Preparou-se para o momento, era agora e talvez nunca mais, assim ela desejava. Seguiu como uma ovelha para o matadouro, passos lentos e firmes, cabeça erguida e a mansidão que só as ovelhas sabem ter. Quem a viu jamais percebeu o que se passava dentro dela. Apesar de estraçalhado, o seu coração continuava batendo. E assim ela partiu para tomar mais uma ou quem sabe, a última dose do seu veneno...


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Por Milka Lopes

terça-feira, junho 26, 2012

Dinheiro pode não comprar felicidade, mas ajuda

Segundo pesquisa americana, felicidade varia de acordo com o nível de renda. Mas número de pessoas felizes está em queda
Reuters   
NOVA YORK - O dinheiro pode não comprar felicidade, mas, para muitos norte-americanos, parece ajudar.
Um terço de todos os americanos entrevistados em uma sondagem da empresa de pesquisa Harris se descreveram como muito felizes, mas a porcentagem dos muitos felizes variou de 28 por cento, no caso dos americanos com renda anual de 35 mil dólares, a 38 por cento, caso das pessoas que ganham 75 mil dólares ou mais por ano.
"O dinheiro faz um pouco de diferença, sim", disse Regina Corso, diretora da pesquisa da Harris. "Não é uma diferença tremenda, mas, quando podemos afirmar que 82 por cento das pessoas de renda mais baixa não estão muito felizes, acho que isso revela muito."
A pesquisa também revelou que as mulheres casadas tendem a ser mais felizes que as solteiras e que os homens. E o número de pessoas felizes teve uma queda ligeira em relação a anos anteriores.
"Este ano, apenas um terço dos americanos dizem que são muito felizes. É uma queda ligeira em relação ao ano passado e ao ano anterior, quando 35 por cento disseram isso", disse Corso.
Os resultados são baseados em uma pesquisa conduzida online com 2.755 pessoas às quais se pediu que fossem dadas declarações sobre relacionamentos positivos com familiares e amigos, frustrações no trabalho, tempo para hobbies, preocupações sobre saúde, situação financeira e crenças espirituais.
"Uma das coisas nas quais vimos a maior queda em relação ao ano passado foi no número de pessoas que não sentem que suas vozes sejam ouvidas nas decisões nacionais", disse Corso.
"No ano passado, coisas estavam acontecendo ao redor delas sobre as quais elas não tinham controle."
Mas um dos pontos mais positivos destacados pela pesquisa foi o relacionamento das pessoas com familiares e amigos. Quase dois terços dos americanos dizem que os vínculos são fortes e constituem uma fonte de felicidade.
Surpreendentemente, as pessoas que discutem as questões mais sérias que fazem manchetes nos jornais se disseram mais contentes que as que ignoram as notícias. Corso atribuiu isso ao fato das pessoas terem uma válvula de escape para falarem dos assuntos que as preocupam. Em vez de apenas incomodarem-se com temas sérios, essas pessoas falam sobre eles.
"Acho que isso é mais saudável do que a atitude de outras pessoas, que não extravasam suas preocupações", disse ela.

Mudei de profissão para ganhar mais dinheiro

A decisão de trocar de carreira nem sempre é guiada pela identificação com o ofício. Muitas vezes, o salário fala mais alto

Por Danielle Nordi


Arquivo pessoal
Ana Cavallari logo percebeu que sua carreira não daria o retorno financeiro que desejava e mudou de profissão
“Eu mudei de profissão porque queria ganhar dinheiro”, afirma Ana Cavallari, 27. Hoje, ela é uma bem-sucedida “broker”- palavra inglesa que significa “corretor” e é usada pelo mercado financeiro para se referir a quem trabalha com compra e venda de ações. Ao contrário de muita gente, Ana admite sem pudores que dinheiro foi seu principal motivador na hora de escolher um ofício. Para ganhar mais, ela abandonou a carreira que tinha escolhido por vocação, no ramo de hotelaria.

Alguém que abandona uma profissão que não lhe agrada e procura por algo que dê mais prazer, aparentemente, pode parecer que tem intenções mais nobres do que a pessoa que resolve tomar a mesma atitude, mas por razões financeiras. Será que dinheiro é um motivo legítimo para trocar de profissão? A psicóloga e coach – profissional que auxilia pessoas a planejarem e encontrarem uma forma de desenvolver seus projetos, seja no âmbito pessoal ou profissional – Rosângela Casseano acha que sim. “Cada um vai em busca de seus valores. Muita gente dá mais importância a ter uma vida financeira boa do que procurar uma profissão que traga mais satisfação pessoal. Para estas pessoas a conquista financeira é fundamental. Não há nada de errado com isso”, explica.
O presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta, concorda. “Com certeza a pessoa não se deve recriminar. Cada momento da vida é pautado por algo importante. Quando uma pessoa toma uma decisão é porque sente necessidade de satisfazer algo que está faltando.”
Viagens e compras
Quando entrou na faculdade de Administração Hoteleira, Ana Cavallari achava que estava no caminho certo. No segundo ano de faculdade, percebeu que os profissionais deste ramo não tinham salários compatíveis com os que ela imaginava ganhar no futuro. Mesmo assim resolveu não abandonar o curso e se formou. Trabalhou seis meses na área e, apesar de ter gostado da experiência, decidiu que a carga de horário pesada e a remuneração baixa não valiam a pena. Foi então que recomeçou do zero. Novo vestibular e outra profissão.
“Fiz a faculdade de Administração de Empresas em dois anos, pois consegui eliminar algumas matérias. Optei por este curso porque é generalista e acreditava que dentro de uma empresa eu teria mais perspectivas de crescimento do que num hotel”, relembra Ana.
Há quatro anos ela conseguiu um estágio numa corretora de valores e não saiu mais. Descobriu que, além da realização financeira que sempre quis, poderia também gostar do seu trabalho. “Dei sorte. Gosto de ser broker. Ganho bem e ainda faço uma coisa que me dá prazer.” Mas afinal, por que ter uma remuneração boa foi tão determinante assim? “Eu gosto de viajar, conhecer lugares e culturas novas. Adoro comprar o que bem entendo e pagar minhas contas com o dinheiro do meu trabalho. Nunca quis ser dependente de ninguém e ter que dar satisfações sobre o que faço ou deixo de fazer com meu dinheiro.”
Perspectiva de crescimento
Bons cargos e salários estão diretamente ligados a um elevado nível de cobrança e responsabilidade. O ex-jornalista e agora gerente nacional de vendas, Rodrigo Garofalo, 33, sabe bem disso. “Quando deixei a redação eu sabia que tinha um belo desafio pela frente. Sempre tive consciência de que ser bem remunerado não é algo que vem sem problemas. O estresse e a cobrança são enormes”, diz.
Para Rodrigo, dinheiro não foi fator único na mudança de carreira. Não ter perspectiva de crescimento, naquele momento, pesou bastante. “Recebi uma proposta, que julguei ser melhor a longo prazo e veio aliada a um bom salário. Não tive dúvidas de que era o momento certo de arriscar uma mudança profissional. Gosto do que faço e minha motivação só aumentou”, diz.

Arquivo pessoal
Com a nova remuneração, Ana pode viajar como planejava
A gerente de recursos humanos Claudia Araújo, 36, confessa que seu sonho de infância era ser psicóloga. Chegou a cursar dois anos na faculdade, mas desistiu porque não conseguia pagar. Foi trabalhar com turismo, mas se decepcionou com o salário e a falta de estabilidade. Em busca de uma vida financeira melhor, aceitou um emprego de recepcionista bilíngue e começou a frequentar o curso de Administração de Empresas. “Eu fui bem ousada. Quando vagou o cargo de supervisor administrativo financeiro, fui lá e pedi para fazer uma experiência de três meses. A empresa topou e me esforcei para ter uma formação nesta área”, relembra. O desejo de ser psicóloga nunca foi extinto, mas Claudia enxergou que não obteria o retorno financeiro que desejava se optasse por deixar o ambiente corporativo.
Ela conta que sabe que se desviou de seus sonhos por muito tempo. Depois que estava estabelecida na empresa, pediu um cargo na área de RH – que se aproximava o suficiente da área de psicologia que tanto a fascinava. Conseguiu e comemorou. “Tenho a minha casa, meu carro e faço minhas viagens. Eu sei que durante muito tempo trabalhei por dinheiro, mas tive uma boa oportunidade de conciliar minhas escolhas profissionais com a área que gostava desde criança.”
Riscos e frustrações
Existem momentos em que a mudança é mais fácil, com certeza. Quanto menos compromissos financeiros a pessoa precisa assumir, melhor. A psicóloga Rosângela argumenta, no entanto, que mesmo sendo difícil, sempre é tempo de buscar novos desafios. “Tive um cliente que queria ser médico aos 45 anos. Como ele era administrador de empresas, resolvemos que ele poderia se especializar em administração hospitalar. Ele topou e está bem feliz”, conta. Ela ressalta que, às vezes, é mais viável aproveitar a carreira atual e realizar pequenos ajustes do que recomeçar do zero em outra profissão.
De acordo com Villela da Mata, é preciso fazer um alerta: abandonar um emprego para ir em busca de algo diferente representa um grande risco. “O único momento que não possui tanto peso é quando você escolhe sua primeira profissão. Depois disso, a pessoa tende a ter mais responsabilidades com o passar do tempo e o risco de trocar de carreira vai aumentando. Justamente por isso, planejamento é fundamental”, alerta.
“Mesmo que dê tudo certo, há a possibilidade de frustrações com a nova escolha. Ninguém pode se iludir e achar que apenas dinheiro irá sustentar uma vida profissional longa. Neste caso, uma saída para aliviar a insatisfação seria procurar uma atividade, em paralelo, que proporcione mais prazer”, explica Rosângela. Algumas das opções citadas pela psicóloga foram trabalho voluntário, constituir um negócio próprio ou mesmo buscar apoio em alguma crença. Não importa como, o que vale é ter algo em sua vida que traga momentos de felicidade.

segunda-feira, junho 25, 2012

Ser gentil faz diferença

Capaz de trazer felicidade e de proteger o grupo, os efeitos e motivos da gentileza são cada vez mais validados pela ciência
 
Por Verônica Mambrini,


Amana Salles/Fotoarena
Gabriela Bianco viu o stress na estrada se transformar em cooperação e diversão após uma gentileza
Quando menos esperava, a publicitária Gabriela Bianco, 33 anos, se viu no meio de uma epidemia de gentileza. “Estava em um congestionamento monstruoso, daqueles quando a gente está indo para praia no feriado”, diz. A cena era infernal: trânsito parado, calor, pessoas irritadas, buzinando, xingando, tentando ultrapassar pelo acostamento. Gabriela estava presa no carro com a mãe e a avó, as três de mau humor. Até que alguém olhou além do próprio incômodo e mudou tudo. “Uma senhora saiu do carro ao lado com um isopor de cheio de latas de refrigerante. Ela começou a distribuir, dizendo ‘está derretendo o gelo, toma um guaraná. O trânsito está ruim, mas não tem o que fazer”, conta a publicitária. Ao ver a gentileza da colega de congestionamento, a avó de Gabriela lembrou que tinha frutas. Apareceu alguém com biscoitos. Outro ligou música altas. Logo todos começaram a trocar comidas e bebidas – um piquenique improvisado no meio da estrada.

“Não que o trânsito tenha andado, mas o clima melhorou mil por cento com a fofura daquela senhora que saiu distribuindo seus refrigerantes”, diz Gabriela. O que seria mais uma história de stress virou uma anedota, uma lição e uma tarde agradável.

Talvez você sinta que é difícil arrumar tempo na agenda para ajudar vítimas de tragédias, ou dispor de espaço e tempo para abrigar um gato abandonado. Poucos têm recursos financeiros para ajudar aquele amigo superdedicado que foi despedido a pagar a mensalidade da faculdade, até que ele arrume um novo emprego. Mas ser simplesmente gentil não custa nada. e só demanda perceber a necessidade do outro e tomar a iniciativa. O resultado dessas pequenas ações, garantem os pesquisadores, vai além do que os olhos podem ver.
O que explica
O impulso de ser gentil ou altruísta é natural ao ser humano e um importante mecanismo evolucionário, de acordo com o professor de ciência comportamental Samuel Bowles, do Instituto Santa Fé, nos Estados Unidos. Bowles está lançando “A Cooperative Species – Human Reciprocity and its Evolution” (ainda sem editora no Brasil), livro em que afirma que o ser humano é cooperativo em sua essência. “Quando grupos cooperativos se dão melhor na disputa com outros ou sobrevivem melhor a crises ambientais, o resultado é uma espécie cada vez mais colaborativa”, disse ao iG. Ele defende que mesmo arcando com um custo pessoal, a ser humano tende a ser gentil por conta dos sentimentos de orgulho e satisfação – uma recompensa estratégica para a gentileza e para o altruísmo.
As fronteiras entre gentileza, generosidade e compaixão são nebulosas. “Elas se complementam”, afirma a psicóloga Cecília Zylberstajn. “Compaixão é um sentimento. Gentileza é uma forma de se comportar, um ato. A solidariedade é valor”, afirma a psicóloga. “A pessoa gentil precisa saber observar, perceber a necessidade do outro e ter a iniciativa. Implica em perder um pouco do seu tempo e sair da sua rotina”. São comportamentos que mesmo quem já está acostumado a se dedicar ao outro precisa reaprender de vez em quando.

Arquivo pessoal
Luciana Coelho em vilarejo no Nordeste do Haiti. Outubro de 2010
Há mais de dez anos, a engenheira de produção Luciana Rubim Coelho, 35 anos, se dedica a projetos assistenciais. Brincalhona e falante, sempre se aproximou com facilidade das pessoas. Contudo, em uma suas viagens para auxiliar vítimas no Haiti, precisou de mais sensibilidade e jeitinho do que o normal para quebrar o gelo. “Num orfanato, as crianças começaram a nos chamar de ‘blanco’, a palavra para estrangeiro”, conta. Junto com outros voluntários envolvidos em grandes planos para colaborar, ela percebeu o valor de uma coisa pequena: ao cantar em francês, idioma dos colonizadores, estava criando uma barreira. “Quebramos a barreira aprendendo a pedir para aprender crioulo [o outro idioma oficial do Haiti] com eles”, diz Luciana. “É questão de você fazer o que é importante para o outro, não o que é importante para você.”. Para a engenheira, esse dia é simbólico do aprendizado sobre aprender a se interessar pelo outro por pequenos gestos.

A ciência reforça que a gentileza compensa. De acordo com uma pesquisa da professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, praticar gestos de cortesia por dez semanas fez com que os participantes se sentissem mais felizes. Mais ainda: os que praticaram atitudes de gentileza variadas, como segurar a porta aberta para um estranho passar ou lavar a louça do colega de quarto, registraram níveis mais altos de felicidade do que quem repetiu o mesmo ato várias vezes. Diversos estudos ligam a oxitocina, um dos hormônios da felicidade, a atos de gentileza e altruísmo. Em um deles, Ernst Fehr, diretor do Instituto de Pesquisas Empíricas em Economia da Universidade de Zurique, demonstrou que o hormônio colabora na predisposição das pessoas em confiar dinheiro a estranhos, por exemplo.

Salvo pela gentileza

O músico Thiago Pinheiro, 29 anos, esteve numa saia-justa em que essa soma de confiança e gentileza fez toda a diferença. Hospedado na casa de um conhecido, numa viagem a trabalho para os Estados Unidos, percebeu que seu cartão de crédito estava sendo usado sem sua permissão por seu anfitrião. Ele acionou a operadora do cartão para bloqueá-lo e reportar a situação, mas com apenas 20 dólares na mão, cogitou voltar ao Brasil. Marisol Amador, amiga da família de Thiago, ficou sabendo da história e pediu a seu irmão, que mora nos Estados Unidos, que “resgatasse” Thiago. “Ele me deu 300 dólares, ofereceu hospedagem na casa dele e ainda me apresentou pessoas que viraram contatos profissionais”, diz o músico. “Para mim, a ajuda chegou anônima.” Para Marisol e seu irmão, foi apenas questão de alguns telefonemas, uma porta aberta e uma carona. Gentileza que não custou nada, mas que impactou a vida de Thiago de forma muito significativa.

A graça da gentileza é que ela é contagiosa, como mostra o caso do piquenique no congestionamento. “O maior benefício é essa capacidade de passar adiante, sem dúvida. O ser humano tem a crença do que você dá, você vai receber de volta”, afirma Cecília. Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que quem se beneficia de um ato de gentileza, passa adiante para outras pessoas não envolvidas inicialmente no ato. A pesquisa se baseou um jogo entre pessoas desconhecidas que recebiam dinheiro em quantidades semelhantes e podiam – ou não – cooperar com outros jogadores. De acordo com o estudo, a generosidade de uma pessoa se espalhava para três outras pessoas e, em seguida, para nove pessoas com as quais estas três interagiam e assim por diante. O aforismo de que gentileza gera gentileza, portanto, é real.

Há outro benefício indiscutível que a psicóloga aponta: ser gentil aproxima as pessoas e as tira de seu isolamento, nem que seja apenas para trocar quitutes na estrada. “A gentileza cria uma conexão humana, por mais efêmera do que ela seja. A gente nunca sabe onde uma gentileza pode levar. Pode te mostrar amores, almas gêmeas, amigos”. Qual vai ser sua próxima gentileza?

Para que haja uma árvore florida,
é preciso haver antes uma árvore; e,
para haver um homem feliz,
é preciso haver em primeiro lugar um homem.
Saint-Exupéry

“É fácil começar uma briga, mas é igualmente fácil evitá-la. Podemos escolher ser bondosos quando as pessoas são rudes. Podemos escolher usar palavras gentis em lugar de palavras duras.”
O orgulho nos leva a ideias falsas e conclusões erradas. E as conclusões erradas nos levam a mal-entendidos e conflitos.

domingo, junho 24, 2012


É possível escolher ser feliz?

Especialistas afirmam que felicidade tem receita. Mas quais são as atitudes práticas para viver um conceito tão subjetivo?

Por  Verônica Mambrini,


Amana Salles/ Fotoarena
A designer Renata Winkler descobriu que podia ser feliz depois de ter enfrentado um câncer e um divórcio ao mesmo tempo
Estar cheio de problemas, correr atrás de dinheiro para as contas fecharem no fim do mês, cuidar da saúde para prevenir e remediar ou estar atravessando uma crise pessoal não significam necessariamente infelicidade. O livro recém-lançado “A ciência de ser feliz” (Editora Ágora) reúne pesquisas que mostram práticas e pontos de vista que ajudam a ser mais feliz, sem depender tanto de fatores externos.

Escrito por Susan Andrews, psicóloga americana radicada no Brasil, define a felicidade como “combinação entre o grau e frequência de emoções positivas; o nível médio de satisfação que a pessoa obtém durante um longo período; e a ausência de sentimentos negativos, tais como a tristeza e raiva”. Mas como chegar nesse estado?

Menos é mais
A designer de moda Renata Winkler, 45 anos, deu uma guinada e passou a encarar a vida de uma forma diferente. “Depois que eu tive câncer de mama, não queria mais ficar esperando”, conta Renata, que há dois anos tratou com sucesso a doença, ao mesmo tem em que levava adiante um divórcio. “Não sei se foi ter tido câncer e me separado ao mesmo tempo, mas tomei a decisão de simplesmente viver. Eu não era assim, me questionava muito, era desconfiada. Levo as coisas de um jeito mais leve hoje”.
MiGCompLinks_C:undefinedQuando decidiu se separar, Renata saiu de casa só com uma mochila nas costas. Afirma que sempre foi uma materialista, mas na hora de tomar decisões sérias para sua vida, desapegou. “Tem males que vêm para bem. Cheguei a dormir no meu carro por falta de grana, e vi que conseguia sobreviver com muito pouco. Acho até que está melhor viver com menos coisas, mas com mais qualidade. As pessoas querem ter cada vez mais e perde-se tempo em função disso”, diz a designer. Renata parou de se preocupar com o que as pessoas vão pensar dela, e começou a curtir a vida de forma mais ousada. “Levo bronca de filho porque caí pedalando na estrada, mas estou mais feliz assim”, diz.
O monge Jorge Mello, um dos difusores do conceito de Simplicidade Voluntária no Brasil, acredita que felicidade é, sim, opção. “A escolha começa ao aceitarmos que é possível ser feliz, aqui e agora, sendo quem eu sou, o que abre um horizonte de transformações rumo a uma caminhada consciente e autônoma. Faz parte da natureza humana estar alegre ou triste; ser feliz está para além dessas condições emocionais transitórias”, afirma. Ele acredita que a opção pela simplicidade pode contribuir para a felicidade em vários sentidos.
MiGCompLinks_C:undefined“Quem tem possibilidades demais acaba não fazendo nada. É um caminho para a depressão. Passar por necessidade não é bom, mas lutar pelas coisas ajuda a dar mais valor para o que se tem”, acredita Renata. Desapegar e simplificar, explica Mello, não tem a ver com abrir mão de todos os bens. “Uma vida mais simples é um ato de poder genuíno. Quando me questionam se isso equivale a uma vida de pobreza, lembro que ninguém é pobre porque quer, mas só é simples quem pode”, afirma. Para o monge, adotar a simplicidade abre uma percepção individual e única para descobrir o que traz satisfação autêntica e duradoura.
Sem comparação
Por depender de valores subjetivos, a felicidade pode ter caminhos diferentes para cada pessoa. “É algo construído ao longo da vida, com sua subjetividade. Desde que se nasce, vai se descobrindo o que se quer e que vale a pena viver a vida”, diz Rosa Reis, psicanalista da Federação Brasileira de Psicanálise. Ou seja, não vale sonhar com uma casa igual à do vizinho, ou se preocupar tanto com reformas e modificações na sua se você mal tem tempo de curti-la.
Para encontrar seu caminho próprio para a felicidade, Rosa recomenda prestar atenção nos momentos que propiciam relaxamento, sensação de bem-estar e paz. “São situações em que você se sente integrado com você mesmo, realizando coisas importantes. Você tem que olhar para dentro de si, e não buscar fora”, diz. Podem ser coisas simples, como passear com o cachorro ou uma conversa gostosa durante um jantar em família. A chave é valorizar esses momentos e dar espaço para que eles se repitam.
Felicidade é um investimento
Outro fator indispensável é dedicar tempo e energia à felicidade. A filósofa Patricia Fox, 42 anos, que trabalha com espiritualidade feminina, afirma ser feliz por seguir o que o coração pede. “Mesmo que eu tenha que ‘brigar’ com o mundo’, afirma. O interesse pela filosofia nasceu depois da perda da mãe, aos 21 anos. “Foi terrível e sinto falta dela, mas foi o início da busca por uma cura.” Ela optou por uma carreira com ganhos não muito altos, mas que permite que ela faça o que gosta e tenha tempo livre. “Felicidade não é alienação, não é se distrair com coisas que não te ilustram de verdade”, afirma.
Patrícia faz questão de usar as crises e revezes a seu favor. “Manter-se numa zona de conforto muitas vezes é prolongar a infelicidade, seja num casamento, numa faculdade que o pai obrigou, num emprego que não gosta”, diz. “Se não posso viajar, vou para o parque perto de casa. É o que tem para hoje, sabe? Tudo é muito instável.” Para a psicóloga e psicodramatista Cecília Zylberstajn, trata-se de uma habilidade adquirida. “Dá para aprender a ser feliz em todas as situações que a vida impõe para a gente e não depender de coisas conquistadas”, afirma. “É uma escolha porque depende de abrir espaço na vida para fazer coisas que você gosta.”
Tristeza é diferente de infelicidade
É evidente que os problemas não desaparecem com a decisão de ser feliz. Perdas e crises vão acontecer sempre. “Uma dica prática é viver os momentos de tristeza quando eles aparecem. Se permitir viver plenamente a tristeza e o luto quando for necessário permite que ela passe e você fique fortalecido”, afirma Cecília. “Felicidade implica em saber superar momentos tristes e perdas.” Em outras palavras, ela se opõe diretamente a infelicidade e à insatisfação.
É importante distinguir as tristezas de depressão ou de outros transtornos do humor. Depois de um episódio traumático, como perda de um ente querido ou de um emprego, o bem estar emocional deve voltar, gradualmente. “Em até seis meses, de acordo com os manuais de psiquiatria, você tem que estar melhor. O ritmo de vida precisa ir voltando, assim como a satisfação”, afirma Alexandre Sadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas e professor da PUC-SP. Mas ele acredita que mesmo para uma pessoa psiquicamente saudável ainda é difícil driblar as pressões cotidianas, sobretudo para o sexo feminino.

“Aumentou demais a carga de stress. Para uma mulher se dizer feliz hoje, nos parâmetros culturalmente determinados, é muito difícil”, afirma. Praticar a resiliência – a capacidade de se recuperar de frustrações – e o prazer em viver parece ser a receita mais eficiente para uma vida feliz.

sábado, junho 23, 2012

A vida de um homem é
o que seus pensamentos
e que suas ações constroem.
Marco Aurélio, Filósofo Romano


Casados em casas separadas

Cláudia e Paulo estão casados há dezoito anos e separados por 600 metros

Por Carina Martins

A telefonista aposentada Cláudia Madalena Pinto Soares, 44, se casou cedo, antes dos vinte anos. Foi o que ela chama de um “casamento tradicional”. “Mas não deu certo”, diz. O casal chegou a ter dois filhos, mas acabou se separando de forma não muito amigável em 1990. “Fiquei dois anos sozinha e não queria outro casamento. Queria resolver meus problemas, não arrumar mais”. Com dois empregos e duas crianças pequenas para cuidar, Claudia não tinha tempo para relacionamentos. Até um baile de Carnaval em 1992, quando conheceu Paulo. “Uma das primeiras coisas que ele falou para mim foi que não tinha pretensões de casamento, porque era o único filho solteiro, morava com os pais e queria continuar cuidando deles”, diz Cláudia.

Um romance de Carnaval com um solteirão declarado não era exatamente material para alimentar contos de fadas. “Era uma coisa sem expectativa, porque eu também não estava procurando nada. Queria me resguardar em função dos meninos pequenos, não queria um estranho dentro de casa”, diz. Mas ao mesmo tempo em que não queria `pular de cabeça´, a ideia de algo totalmente sem compromisso a incomodava um pouco. “Tenho filhos, não podia me dar ao luxo de ficar trocando de namorado como quem troca de calcinha”.
Logo os dois descobriram que moravam na mesma rua, a uma distância de 600 metros um do outro. Começaram então um namoro à moda antiga, uma relação de visitas. “Ele vinha em casa e jantávamos todos juntos, e a mesma coisa na casa dele. Aliás, na casa dele eu sou até hoje exatamente uma visita, porque encaro como a casa da mãe dele”.
Deu certo
O tempo foi passando, a relação ficando mais sólida. Às vezes, ele perguntava sobre o arranjo, se iam continuar assim, se ela estava bem. Estava. “Não foi uma coisa premeditada. Foi acontecendo. Modifiquei minha casa, ele tem as coisas dele aqui, passa os finais de semana ou quando tem vontade. Não sei dizer se foi comodismo, mas se é cômodo é bom, não é?”, reflete.
Claudia diz que as relações dela com os filhos e dele com os pais foram fundamentais para que eles mantivessem o arranjo ao longo dos anos. E que, para eles, foi importante não misturar as coisas. Paulo ajuda com a criação das crianças e tem uma relação de afeto com elas, mas ela não o considera um padrasto. “Ele tem todos os cuidados com eles, quer saber que horas chegam, vai buscar, tem afeição. Contribuiu muito com a criação dos meninos. Mas nunca fez a linha paizão. O relacionamento dele é comigo. Se tivesse que dividir educação dos filhos para mim seria um pouco complicado”. A mesma coisa acontece com os sogros. “Eu vejo ele muito protetor com os pais. Ele perdeu o pai há três anos, e a mãe precisa dos cuidados dele”.

Arquivo pessoal
Cláudia e Paulo comemoram sua união
Além de terem que lidar com essas questões emocionais, se morassem juntos ela diz que haveria também complicações práticas. “Eu o classifico até como chefe da família, ele me ajuda. Mas, se morássemos juntos, ele teria que sustentar duas casas. É um complemento pra minha vida, mas não dependo dele, não é brincar de casinha. Ele tem a casa dele própria, eu também. É melhor assim”. Romance
Tudo muito prático, mas onde está o romance? E, principalmente, quando foi que esse namoro virou casamento? As duas respostas se misturam. O arranjo deu tão certo que, antes de perceberem, o casal completou dez anos juntos. Foi então que Paulo começou a trabalhar em uma empresa que oferecia alguns benefícios aos companheiros. “Ele veio falar comigo sobre isso, e começamos a brincar, a conversar”. O resultado foi que aproveitaram mais uma vez uma questão prática para celebrar seu amor. “Juntamos os amigos, fizemos como se fosse uma festa de casamento mesmo, muito bonita, viajamos como se fosse lua-de-mel. Mas continuamos tudo exatamente como estava”, conta Claudia.
A rotina dos dois é em casas separadas. Aos finais de semana, ele sempre dorme com ela. Na casa da sogra ela não dorme nunca, por respeito. Mas se Claudia faz uma comida diferente, dá vontade de dividir e ele é convidado. Quando ligam para a casa dela atrás dele, as crianças anotam o recado. “Não tem nada disso de que não mora aqui”. Os dois viajam e passeiam sempre, e saem também com sozinhos com amigos. “Só não podemos sair sozinhos para noitada, é nosso acordo, para não dar motivo de ciúme”. E Claudia confirma a ideia difundida de que, com um pouco mais de privacidade, fica mais fácil manter o romance. “Dezoito anos depois e ainda somos como namorados. Ele me chama para ir ao cinema e eu me arrumo e o espero. Você fica sempre com aquele entusiasmo, cria um clima diferente daquele do dia a dia.”, acredita.
No fim, o segredo parece não ser diferente do de todos os casamentos. “Eu vejo muitas amigas com família em que todos moram juntos e a casa é só uma referência para correspondência e um lugar para trocar de roupa. Um casamento tem muitas coisas para partilhar. Ele passou por três grandes cirurgias desde que nos conhecemos, e em todas fui eu quem cuidou dele. É cheio de manias e temos muitas diferenças. Mas, para dar certo, um tem que se adequar ao outro fazer concessões”. Ela adora praia, ele ama serra. No verão, ele a acompanha, no inverno é a vez dela.

sexta-feira, junho 22, 2012


É uma lição que a história ensina aos homens sábios:
de confiar em ideias, e não em circunstâncias.
Ralph Waldo Emerson

O PREÇO DA INFIDELIDADE

Problema frequente entre os casais que, muitas vezes, os mantém em estado de vigilância constante podendo destruir um casamento de anos e, além disso, desencadear distúrbios psicológicos como o ciúme patológico, por exemplo.
 Em seu livro, Para Além do amor (1995,) Aaron Beck citou uma pesquisa realizada no ano e 1983 por Philip Blumstein e Pepper Schwartz onde foi constatado que pelo menos 21% das mulheres e 37% dos homens tiveram um caso extraconjugal no prazo de dez anos depois do casamento. Essas mesmas pessoas também foram questionadas sobre suas preferências e todas concordaram que a monogamia seria fundamental para a relação. Apesar desse entendimento, ainda assim traíram seus parceiros. 
 Caso extraconjugal é bastante comum, porém, os efeitos colaterais sobre o casamento são extremamente devastadores se esses casos forem descobertos. Quando isso acontece fica evidente o quanto o casamento precisa de ajustes, esse sintoma é um aviso de que a união não está bem. A grande maioria dos clientes que procuram ajuda psicológica informam que já tiveram casos antes da separação. Por que um caso tem um efeito tão traumático sobre o parceiro ofendido? Caso este que muitas vezes são considerados pelos autores como sendo insignificantes? Isso acontece em função da interpretação que o outro faz da situação. Aqui a situação é dramatizada em função do erro cognitivo tudo ou nada. Em outras palavras, na infidelidade: ou se é fiel ou infiel. Não há meio termo. Um único caso é o suficiente para rotular o parceiro de traidor, infiel e mentiroso. Assim como uma pessoa que rouba uma vez somente é considerada ladra ou a pessoa que se esquece de pagar uma conta importante no mês pode ser considerada irresponsável. Diante dessa forma de pensar o traído sente uma profunda ferida em seu orgulho ou sente como se algo que lhe pertencesse tivesse sido roubado. 
Essa visão tudo ou nada faz a pessoa traída perceber a situação como bem mais ameaçadora à relação do que de fato é. Claro que não podemos ignorar o fato de que a ameaça não é imaginária. Um único caso pode realmente se estender para algo muito mais sério. O que os autores procuram deixar claro é que nem todos os casos representam uma ameaça tão importante para o casamento. Infelizmente muitos casais só procuram a terapia quando o casamento já está muito sintomático. Uma terapia pode ajudar o casal a resolver os problemas e assim reduzir a probabilidade de recorrência do ato. Uma das primeiras etapas corretivas é tentar reformular a perspectiva que o traído faz do cônjuge infiel. Será a ofensa um pecado realmente imperdoável? Quantos amigos casados já traíram? Será tão terrível assim? Talvez após uma terapia o parceiro (a) perceba que se ele (a) quer com sinceridade se dedicar à melhoria da relação, não há motivo para procurar satisfação fora do casamento. E se de fato o parceiro percebeu que cometeu um erro e se arrependeu de fato? Se pararmos para pensar é compreensível que o parceiro traído fique desesperançado após a descoberta do caso extraconjugal. Depois que isso acontece o traído descobre que está vivendo com uma pessoa que perdeu todo controle. As pessoas casadas precisam ter a sensação de que o parceiro não só ficará dentro de certos limites como também de que tem algum controle sobre o outro. Que podem influenciá-lo para que não faça nada que as magoem. A confiança dá ao parceiro a segurança de que a relação vem em primeiro lugar e que não será sacrificada por um capricho ou autoindulgência. Muitas vezes dar satisfação ao parceiro não é se deixar controlar ou ser submisso, mas sim dar segurança e paz a pessoa que ama. Concentrar-se na meta na área afetiva é o melhor caminho para a harmonia. Por que fazer algo que atrapalha o alcance dos objetivos? 
Como recomeçar com tantas feridas abertas? Pesquisadores afirmam que apesar das mágoas é importante que a pessoa ofendida pratique a empatia e se coloque no lugar do outro, procure compreender que a solidão dentro de um casamento pode deixar o parceiro totalmente vulnerável. O perdão é essencial para a reconciliação e depois disso entender que é necessário tolerar a incerteza de não saber algumas coisas em relação ao parceiro. Tolerar a incerteza de não saber onde seu cônjuge está em alguns momentos. É necessário o casal começar a demonstrar que se importam um com o outro, voltar ao tempo da conquista, dar-se presentes, sair com frequência para um jantar, fazer planos para um fim de semana, planejar bons momentos a dois, enfim fazer coisas diferentes. Os casais precisam acima de tudo aprender a dialogar e serem honestos um com o outro para resolver seus conflitos. Muitas vezes, é necessária uma terapia para aprender regras ou etiquetas na conversação e assertividade a fim de evitar desentendimentos. Mas sim, é possível um recomeço. 
Por Cleonice Andrade

quinta-feira, junho 21, 2012


Tropece no seu orgulho e caia nos meus braços.

O segundo casamento tem mais chance de dar certo?

Uniões depois do divórcio aumentaram no Brasil e psicólogos opinam sobre o sucesso desses relacionamentos

Por Júlia Reis,


Foto: Getty Images
Angelina Jolie e Brad Pitt já foram casados antes de engatar o romance. Atualmente vivem juntos e têm três filhos adotivos
Casais sobem ao altar esperando que o amor e o casamento sejam eternos. Se a intenção é das melhores, nem sempre o “felizes para sempre” acontece – ou pelo menos não com aquele parceiro. Depois do divórcio, muitas pessoas dão uma segunda chance ao casamento em um próximo relacionamento. No Brasil esse tipo de matrimônio está mais popular: as uniões em que um dos cônjuges é divorciado ou viúvo passaram de 10,6%, em 1999, para 17,6%, em 2009, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para a terapeuta de casais Marina Vasconcellos, o segundo casamento tem mais chance de dar certo principalmente em função da maturidade dos cônjuges. “As pessoas estão mais certas do que querem, sabem a sua parcela de responsabilidade no relacionamento”, diz.
Expectativas mais realistas também são importantes para o sucesso do novo matrimônio. “As pessoas já sabem que casamento não é fácil, que é preciso aguentar o humor do outro, lidar com dinheiro”, explica a especialista.
O psicólogo Alexandre Bez também vê vantagens em um segundo casamento. “Quem entra nessa é pra dar certo, e tenta suprir deficiências da primeira relação”, aponta. Para ele, além de tentar não repetir erros anteriores, as pessoas que já estiveram em um relacionamento sério antes são, em geral, mais maduras e atentas aos próprios comportamentos.

Foto: Getty Images
Depois da união com a atriz Nicole Kidman, hoje Tom Cruise esta casado com Katie Holmes
A revisão das próprias atitudes pode ser estimulada pela dor da primeira separação. “O divórcio faz as pessoas reverem suas características emocionais e passos que não deram certo”, explica Alexandre. Mas nem todo mundo chega melhor na próxima união. “Tem gente casa quatro vezes e comete os mesmo erros. Aí não dá”, aponta Marina.
Os especialistas lembram que para o segundo, terceiro ou outro casamento funcionar é essencial que os parceiros estejam fortes e equilibrados para encarar um novo romance. “Não é tapa buraco”, alerta a terapeuta. Ficar um tempo sozinho e olhar para si mesmo é a recomendação principal antes de encarar o altar novamente. Além disso, é recomendável que o casal tenha planos e objetivos em comum e saiba acolher bem os eventuais filhos de uma união anterior. E Alexandre deixa o recado: “Príncipe e princesa só existe na Disney”.

quarta-feira, junho 20, 2012

Para você, que está só




Escrevo para você, que se sente sozinha. Que quer despertar com um beijo de bom dia. Que de vez em quando sente medo e não tem quem abraçar. Que quer alguém para dormir de conchinha. Que, por mais que tenha amigos, carreira e sonhos, não tem um amor.
Quero te dizer que não precisa ter inveja da sua colega de faculdade, da sua amiga de infância, da vizinha ao lado, daquela moça bonita que outro dia andava de mãos dadas com aquele moço bonito. Você não precisa se sentir deslocada por ir ao cinema sem namorado. Nem por almoçar ou jantar sem ninguém do outro lado.
Escrevo para você, que sente uma ponta de inveja ao ver sua amiga que está namorando feliz. Que sente um leve recalque por ter visto sua colega da primeira série vestida de noiva. Que não consegue esconder que também queria que o final feliz pulasse dos finais dos filmes para a (sua) vida real.
Quero te dizer que ter um amor não basta. Assim como ter um corpo em dia não basta. Assim como ser reconhecida no trabalho não basta. Assim como ter um cabelo que não arrepia em dias chuvosos não basta. Assim como realizar todos os sonhos do mundo não basta. E nunca, nunca vai bastar. A gente quer mais, sempre mais. O pouco não contenta. O mais ou menos não convence. O alguma coisa não enche a barriga, o coração, os poros, a vida.
Escrevo para você que acha que ter um namorado resolve todos os problemas do mundo. Não se engane, por favor, não se engane. É claro que existe companheirismo, cumplicidade, tesão, amor, amizade, parceria, admiração. É claro que existem todos os prós do mundo. Mas também existe briga, cara feia, troca de farpas e o lado sujo daquilo que a gente sempre quis um dia. Existe a chatice, o egoísmo humano, os defeitos em luzes neon piscando pela cidade.
Quero te dizer que muito mais importante que ter alguém é ter paz. Muito mais importante que ter alguém é saber lidar com você mesma. É se gostar, se curtir, se suportar, se superar todo dia. É gostar do que vê e do que não é visível aos olhos. É engolir e sorrir para a própria companhia. Muito mais importante que ter alguém é estar todo dia verdadeiramente apaixonada pelo “alguém” mais importante da sua vida: você mesma.
 
Por Clarissa Correa
......por isso você deve se afastar de vez em quando, pra eu poder sentir a tristeza de não poder falar com você.......


Mandamentos para evitar conflitos

Como tem sido sua semana? Tem dado tudo certo para você? Nenhuma vez sentiu contrariedade, irritação, frustração ou raiva? A vida transcorreu completamente livre de conflitos?

Não? Então, boas-vindas à humanidade! Os pais podem aborrecer-nos; os professores, importunar-nos. Os amigos podem perturbar-nos; e os inimigos, perseguir-nos. Inevitavelmente, achamo-nos em conflito com as pessoas.

Pense em um conflito que você experimentou nos últimos dias. Feche os olhos por um momento e reviva a cena. Sua tática foi fugir, lutar ou enfrentar? Proferiu palavras zangadas que mais tarde lhe causaram arrependimento? Conservou todas as frustrações lá dentro, esperando que o conflito desaparecesse sozinho? Ou enfrentou o problema, lidando especificamente com ele?

Qual dos seguintes Dez Mandamentos para lidar com conflitos você guardou? Qual deles você transgrediu?

Dez Mandamentos Para Evitar Conflitos

1. Não lutarás com os punhos ou com palavras.
2. Não fugirás do conflito nem farás de conta que ele não existe.
3. Não porás a culpa do conflito em alguém, julgando-­lhe os motivos.
4. Não usarás palavras absolutas como “sempre” e “nunca” ao descrever o comportamento de uma pessoa.
5. Focaliza o problema, e não a pessoa.
6. Descreve brevemente o comportamento específico que te incomoda.
7. Descreve exatamente como te sentes com esse comportamento. Não digas que ele te enfurece, quando estás apenas contrariado.
8. Conta o efeito específico do comportamento sobre tua vida. Não enfrentes alguém só porque os gostos são diferentes, mas sim quando o comportamento em questão te afeta de maneira adversa.
9. Evita dizer à outra pessoa o que ela deve fazer para ajudar-te a resolver o problema.
10. Lida com um só conflito de cada vez. Não confundas as coisas, recordando todos os erros que a pessoa já cometeu no passado.

Mantendo a Amizade
Talvez não sejamos capazes de evitar um conflito, mas podemos escolher o modo de lidar com ele. O objetivo de aprender a lidar com os conflitos é que vivamos em paz com todos.

terça-feira, junho 19, 2012

As Feridas Demoram Pra Sarar




Não sei até quando você vai ficar na minha vida. Acho que algumas pessoas cruzam nosso caminho para nos mostrar o quanto somos fortes. E eu sou, eu fui, eu vou ser (ah, eu vou!). Lembro do gosto de cada lágrima que chorei, assim como lembro da dor de cabeça de cada ressaca que tive por ter bebido demais pra tirar você do pensamento. Não sei porque a gente tenta beber para esquecer. Beber na fossa implica ficar longe do telefone, segurar os dedos para não enviar nenhuma mensagem de texto, segurar os pés para não sair correndo e fazer alguma besteira que sempre traz um arrependimento azedo.

A gente tinha quase tudo pra ser feliz. Eu tinha um ideal entre os dedos, um romantismo que até hoje não me deixou, um punhado de esperança que desse certo e a certeza de que queria você. Você tinha uma ideia a meu respeito, uma inocência que até hoje não te deixou, umas atitudes sem cabimento e a certeza de que me queria enquanto eu fizesse o que você achava certo.

Acho que a maioria das relações não dão certo porque temos a péssima mania de idealizar o outro. Mas ninguém é príncipe ou princesa, ninguém está aqui atuando em um filme bobo de amor. O dia a dia não tem tanto encanto nem mágica nem sonho nem beijos cinematográficos. O dia a dia é realidade, é defeito, é incerteza. E eu queria fazer tudo para agradar você, tudo, tudo, tudo. Eu fiz tanto que até esqueci de mim, me perdi no meio de tanto querer, derrapei feio, me quebrei inteira e no fim das contas pensei peraí-quem-sou-eu?

Você queria que eu fosse como você sonhava. Só que nossos sonhos não deram as mãos, não se atraíram, não se olharam, não se quiseram. E tivemos que lidar com isso, com as neuras, paranóias, tivemos que lidar com o deslizamento, com o terremoto, com o furacão. E você não teve coragem pra lutar, pra arregaçar as mangas e trabalhar, se sacrificar por alguma coisa, porque você nunca se sacrifica por nada nessa sua vida. Você acha que as coisas precisam cair no seu colo com um laço de fita bonito. Mas as coisas não são tão bonitas assim e nem sempre faz sol e céu azul.

Minha vida ficou nublada sem você e sem nós. Mas será que existiu um nós realmente ou foi tudo coisa da minha cabeça? O nós existe quando os dois fazem questão que ele exista. E sobreviva. E se sustente com o passar dos dias. Mas nada disso aconteceu, seu ego é maior, seu orgulho é maior, seu egoísmo te engole e te mastiga lentamente. E eu perdi o amor-próprio, o juízo, a vergonha na cara e te pedi tantas vezes por-favor-fica-comigo e você nem sequer me olhou nos olhos, você nem teve a capacidade de conversar me encarando, com decência, com honestidade, com carinho. E isso me doeu por tantos dias, tantos meses. Essas coisas todas me corroeram por dentro feito ácido que destrói. E fiquei completamente perdida, rasgada por dentro. E demorei pra me reconstruir e ajeitar de novo todas as coisas na minha vida e na minha história. E ainda penso em você. Não com saudade nem com vontade. Mas como uma coisa que me machucou demais. Porque as feridas demoram muito pra sarar.

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Sou um eu a procura de um tu para sermos nós.

O resto é só o resto




Não adianta brigar, se invocar, bater o pé, fazer beiço, cara feia e levar tudo ao pé da letra. A vida da gente precisa ter leveza. Fácil falar, difícil fazer (eu bem sei). Mas, sabe, andei pensando sobre as pequenices. A gente briga por coisas tão pequenas e insignificantes. Deixa passar, deixa pra lá. Azar se o cara meteu o carro na sua frente, deixa ele. E daí se aquela mulher furou a fila? Deixa ela ser mal educada. Não sou eu que tenho que meter o dedo na cara dela e dizer que ela não tem educação. A gente não é professor nem juiz nem nada disso. 
Falta de educação e delicadeza me tiram do sério. Mas eu já fui mal educada e indelicada tantas vezes (quem nunca foi?). A gente não é uma pintura perfeita, uma escultura sem falhas. Não somos arte, somos impuros e precisamos de retoque a todo instante. E ninguém tem o direito de invadir o espaço do outro, a vida alheia. Ninguém tem o direito de dizer pra você o que você deve fazer, a não ser que seja seu amigo e te conheça bem. Porque amigo pode, amigo tem direito, amigo tem carta branca.
Quando a gente tem trinta anos começa a pensar que não adianta se estressar por pouca coisa. O único incomodado da história toda vai ser você. Além disso, tem o gasto em terapia, cosméticos, tinta pra cabelo, vodca e tarja preta. Será que vale mesmo a pena? Deixa pra lá, deixa passar, deixa rolar, deixa rodar. A vida da gente vale mais do que qualquer chatice diária.
É claro que ninguém é Dalai Lama all the time. É impossível ser sereno, contido e paciente vinte e quatro horas por dia. Mas é preciso fazer algumas escolhas. Agora, eu penso assim: isso vale uma marquinha de expressão? Isso vale uma noite de insônia? Isso vale a minha paz? Não, então tchau. Entende? A gente que escolhe o que vai ficar na cabeça. O que está ao meu alcance, o que depende de mim eu posso fazer. Mas o que depende dos outros, bom, aí é com eles. Não posso me estressar por outra pessoa. Mesmo porque já tenho minhas preocupações constantes. Bem que eu queria ter o poder de esvaziar a mente. Se algum dia isso acontecer, pode deixar, te explico direitinho como funciona. Por enquanto, vamos tentar desperdiçar energia no que realmente vale a pena. O resto é só o resto.
 
Por Clarissa Correa

Snow Come Down - Lori Carson

segunda-feira, junho 18, 2012

Se você está garimpando alguém pra lhe fazer se sentir inacreditavelmente pleno, não rebaixe suas expectativas pelo assombro da solidão. Ore mais e conheça ainda mais. O Pai do Céu jamais deixará que sua história de amor exista só nos contos de fadas. E se a realidade não se parecer com a miragem, não se deteriore sob o veneno da impaciência. Como dizem, antes só do que acompanhado por quem lhe deixaria pior!

Amor Maior que a Vida



Um dos meus filmes preferidos, segue completo pra vocês......

Reinvente-se!


Reinvente-se!
Depois de passar por fases difíceis, como o fim de um longo relacionamento ou alguma perda significativa, seja de emprego, financeira, de saúde ou material, é comum a gente sentir vontade de recomeçar, em todos os sentidos. E que bom que seja assim! Vida nova é a ordem interna!

O fato é que toda dor e todo sofrimento tendem a render lições impagáveis e um crescimento que nos torna mais experientes, mais preparados para errar menos e ser bem mais feliz! Essa é a ideia de se reinventar. Ou seja, lançar mão de tudo o que foi aprendido nos últimos tempos, de todo o desejo de fazer melhor e, enfim, programar uma reestreia de si mesmo digna de plumas, paetês e fogos de artifícios!

Afinal, você certamente deseja nada menos que uma ocasião semelhante a uma grande festa – particular ou entre amigos e pessoas queridas – para inaugurar uma nova e fantástica fase de sua vida! Mas lembre-se que este recomeço não pode acontecer da noite para o dia ou com apenas desejos jogados ao vento. Precisa ser planejado, sintonizado com a sua essência, com quem você realmente é.

Sim, porque outro importante ganho depois dos “perrengues” da vida é uma maior consciência de quem somos, de nossos valores e de onde queremos chegar. Sobretudo, uma maior noção do quanto merecemos. E quando isso acontece, é hora também de descobrir o quanto temos feito por merecer. Porque não basta acreditar que você merece! É preciso fazer por onde!

Portanto, comece colocando no papel, escrevendo suas metas. Divida em colunas por áreas: pessoal, profissional, financeira, saúde, família, amigos, amores, entre outros. Depois, detalhe o que quer alcançar. Lugares que quer conhecer, valores que quer economizar, cursos que deseja fazer. E coloque datas! Isso é fundamental! Data para começar e, se possível, data para acabar.

Comprometa-se com sua história, seu sucesso e sua realização. Comprometa-se com esse período inédito e extremamente positivo. Foque as possibilidades, as portas e janelas e todas as alternativas. Esqueça um pouco os medos paralisantes, os obstáculos inventados, as dificuldades que tanto têm servido, até hoje, para te manter no cômodo lugar de vítima das circunstâncias.

Perdoe alguma ofensa. Resgate uma amizade perdida. Recomece um esporte. Aprenda a fazer uma receita deliciosa. Mude de caminho. Observe mais as flores. Respire. Medite. Escute. Sorria. Permita-se. Viver é realmente uma aventura imperdível e impagável. Não desperdice sua chance. Faça acontecer! Faça valer a pena!

Olhe adiante, confie na abundância do Universo, acredite que existe um lugar reservado exclusivamente para você. E se jogue! Mergulhe de cabeça em busca do que já é seu e você nunca tinha se dado conta.

E assim, como se cada decisão acendesse luzes dentro de você, como se cada passo iluminasse seus cantinhos mais sagrados e secretos, como se a cada escolha você adentrasse num templo até então ignorado, continue seguindo seu coração, ouvindo a sábia voz de sua alma, e apostando na integridade de que é feito o amor. Porque o que vier, a partir de então, será belo!

Você

 
Você

Autor: Paulo Roberto Gaefke

 

Não se espante com a mudança nas pessoas, você mesmo tem dias de "noite" e dias de "dia", momentos em que a alegria te contagia, e outros em que a tristeza te pega fundo. Por isso, não queira entender o próximo, busque antes, amar sem restrições, sem cobranças ou imagens formadas.

Relacionamentos se dissolvem assim, com a imagem que um forma do outro sem respeitar as mudanças, sem se importar com os desejos próprios da alma que é única, individual, e cheia de sonhos para realizar.

Ainda hoje, reflita sobre as suas próprias mudanças, das necessidades ainda não satisfeitas, dos sonhos desfeitos e dos desejos incontidos, deixe escorrer pelo ralo da hipocrisia, a falsa ideia de que somos certinhos, de que somos sempre os mesmos.

Nós estamos em constante evolução, somos hoje o fruto colhido do dia de ontem e seremos amanhã, a semente madura do que plantarmos ainda hoje.